As máquinas modificaram o cotidiano das pessoas – o artesanato foi extinto, o campo ficou vazio e as cidades abarrotadas. Sem estrutura para acolher tantas pessoas, elas ficaram amontoadas em pequenos espaços, desprovidas de instalações sanitárias, sem a circulação de ar puro e a presença da luz do sol, já que as casas eram coladas umas nas outras. Água limpa e espaços verdes, um luxo que não lhes era dado. Em meio à sujeira, as doenças apareceram. Era o caos total.
A carta de Atenas veio com o objetivo de estabelecer prognósticos mínimos e estabelecer critérios para a intervenção e organização das cidades. Tinha um contexto estritamente higienista.
Uma de suas conclusões é que as cidades não conseguiam satisfazer as necessidades biológicas e psicológicas do homem.
O progressismo e maquinismo causaram a desordem onde as cidades eram regidas somente pelos interesses privados. Não havia planejamento algum. Para eles a cidade deveria assegurar a liberdade das pessoas e possibilitar que as mesmas pudessem agir coletivamente e serem felizes no plano espiritual e material.
Outro ponto interessante foi a definição da escala humana como padrão para o dimensionamento dos dispositivos urbanos. A partir deste momento todas as escalas ligadas à vida e às funções do ser humano teriam como base a escala humana. Mas não seria um homem qualquer esta escala seria baseada no homem branco, ocidental e bem nutrido.
O tempo de ir e vir e as distâncias seriam baseados no ritmo natural do homem. O mobiliário, os equipamentos e a melhor relação entre a disposição, altura e distância entre os mesmos, tudo seria baseado na escala humana.Nesta época surge a figura do especialista que passa a projetar casas sem a intervenção do cliente. Isto só foi possível a partir da definição da escala humana. “Para que conversar com o cliente se já tenho todas as medidas de que preciso”.Até hoje a escala humana é utilizada em muitos projetos e levantamentos. Um exemplo é o livro “Arte de Projetar em Arquitetura” de Neufert.
Sites:
http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp204.aspAcesso em 22/05/2009
http://sburbanismo.vilabol.uol.com.br/o_urbanismo.htmAcesso em 22/05/2009
Sites:
http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp204.aspAcesso em 22/05/2009
http://sburbanismo.vilabol.uol.com.br/o_urbanismo.htmAcesso em 22/05/2009
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