O que foi
O movimento Dadá (Dada) ou Dadaísmo foi uma vanguarda moderna fundada em Zurique, em 1916, por um grupo de escritores e artistas plásticos, dois deles desertores do serviço militar alemão. Originou-se de um grupo composto por artistas como Tristan Tzara, Hans Harp, Richard Hülsenbeck, Marcel Janko, Hugo Ball e Hans Richter que se encontravam em cafés de Zurique. A idéia inicial era a realização de um espetáculo internacional de Cabaré que contava com músicas diversas, recitais de poesia e exposição de obras.
Foi um movimento de negação. Durante a Primeira Guerra Mundial, artistas de várias nacionalidades, exilados na Suíça, eram contrários ao envolvimento dos seus próprios países na guerra. Fundaram um movimento literário para expressar suas decepções em relação a incapacidade da ciências, religião, filosofia que se revelaram pouco eficazes em evitar a destruição da Europa.
Origem da Palavra
A palavra Dada foi descoberta acidentalmente por Hugo Ball e por Tzara Tristan num dicionário alemão-francês. Dada é uma palavra francesa que significa na linguagem infantil "cavalo de pau". sua utilização marca o non-sense ou falta de sentido que pode ter a linguagem (como na língua de um bebê). Para reforçar esta idéia foi criado o mito de que o nome foi escolhido aleatoriamente, abrindo-se uma página de um dicionário e inserindo-se um estilete sobre a mesma. Esse nome escolhido não fazia sentido, assim como a arte que perdera todo o sentido diante da irracionalidade da guerra. Sua proposta é que a arte ficasse solta das amarras racionalistas e fosse apenas o resultado do automatismo psíquico, selecionado e combinando elementos por acaso. Sendo a negação total da cultura, o Dadaísmo defende o absurdo,. Politicamente, firma-se como um protesto contra uma civilização que não conseguiria evitar a guerra.
Principais Características
O Dadaísmo é caracterizado pela oposição a qualquer tipo de equilíbrio, pela combinação de pessimismo irônico e ingenuidade radical, pelo ceticismo absoluto e improvisação. Enfatizou o ilógico, o absurdo, a incoerência, a desordem, o caos. Entretanto, apesar da aparente falta de sentido, o movimento protestava contra a loucura da guerra. Assim, sua principal estratégia era mesmo denunciar e escandalizar. Contrários à burguesia e ao naturalismo, identificado como "a penetração psicológica dos motivos do burguês", buscavam também, a destruição da arte acadêmica e tinham grande admiração pela arte abstrata. A princípio, o movimento não envolveu uma estética específica, mas talvez as formas principais da expressão dadá tenham sido o poema aleatório e o ready made.
Nomes e Cidades onde atuaram
Na Alemanha, nas cidades de Berlim e Colônia, destacam-se os nomes de R. Ruelsenbeck, R.Haussmann, Johannes Baader (1876-1955), John Heartfield (1891-1968), G.Groz e Kurt Schwitters (1887-1948). Em Colônia, Max Ernst (1891-1976) - posteriormente um dos grandes nomes do surrealismo - aparece como um dos principais representantes do dadaísmo. A obra e atuação de Francis Picabia (1879) estabelecem um elo direto entre Europa e Estados Unidos. Catalisador, com Albert Gleizes (1881-1953) e A. Cravan, das expressões dada em Barcelona, onde edita a revista 391, Picabia se associa também ao grupo de Tzara e Arp, em Zurique. Em Nova York, por sua vez, é protagonista do movimento com Marcel Duchamp (1887-1968) e Man Ray (1890-1976).
Popularização
A popularização do dadaísmo se deu, com a inauguração da "Galeria Dada" em 1917 e as revistas "Dada", seguidas de livros sobre o movimento. Sua provocação, ativismo e conceito de simultaneidade (realizar ao mesmo tempo diversas apresentações, como a leitura de poemas distintos) muito deve aos futuristas, entretanto, não possuía o otimismo e a valorização da tecnologia que esse último movimento tinha.
A arte dos dadaístas
Sua provocação, ativismo e conceito de simultaneidade (realizar ao mesmo tempo diversas apresentações, como a leitura de poemas distintos) muito deve aos futuristas, entretanto, não possuía o otimismo e a valorização da tecnologia que esse último movimento tinha.
O dadaísmo costuma ser bastante identificado aos ready-mades de Duchamp, como os urinóis elevados à categoria de obras de arte ou outras proezas do artista, como o acréscimo de bigodes à Mona Lisa.
Os poemas non-sense, as máquinas sem função de Picabia, que zombavam da ciência, ou a produção de quadros com detritos, como Merzbilder, de Schwitters, são outras obras características do dadaísmo.
Além disso, o dadaísmo, desde o começo, pretendia ser um movimento internacional nas artes. Picabia era o artista que acabou por fazer a ponte entre o dadaísmo europeu e o americano, tornando-se, juntamente com Duchamp e Man Ray, uma das principais figuras do dadaísmo forte em Nova York.
A revista "Dada 291" era publicada nessa cidade americana, além de Barcelona e Paris, outras cidades por onde o movimento espalhara-se. Berlim, Colônia e Hanover eram outros importantes focos Dada.
Na Alemanha, o movimento ganhou características mais próximas de protesto social que de movimento artístico.
Influências Posteriores
O dadaísmo forneceu grande inspiração para movimentos posteriores, como o Surrealismo, derivado dele, a Arte Conceitual, o Expressionismo Abstrato e a Pop Art americana.
Trabalhos
· A criação do Cabaré Voltaire, em Zurique, 1916, inaugura oficialmente o dadaísmo. Fundado pelos escritores alemães H. Ball e R. Ruelsenbeck, e pelo pintor e escultor alsaciano Hans Arp (1886-1966), o clube literário - ao mesmo tempo galeria de exposições e sala de teatro - promove encontros dedicados à música, dança, poesia, artes russa e francesa.
· Os ready-made de Duchamp constituem manifestação cabal de um certo espírito que caracterizou o dadaísmo. Ao transformar qualquer objeto escolhido ao acaso em obra de arte, Duchamp realiza uma crítica radical ao sistema da arte. Assim, objetos utilitários sem nenhum valor estético em si são retirados de seus contextos originais e elevados à condição de obra de arte ao ganharem uma assinatura e um espaço de exposições, museu ou galeria. Por exemplo, a roda de bicicleta que encaixada num banco vira Roda de bicicleta (1913), ou um mictório que invertido se apresenta como Fonte (1917), ou ainda os bigodes colocados sobre a Gioconda de Leonardo da Vinci (1452-1519) que fazem dela um ready-made retificado, o L.H.O.O.Q. (1919). Os princípios de subversão mobilizados pelos ready-made podem ser também observados nas máquinas antifuncionais de Picabia e nas imagens fotográficas de Man Ray.
· Embora se tenha espalhado por quase toda a Europa, o movimento Dada tem os núcleos mais importantes em Zurique, Berlim, Colónia e Hanôver. Todos eles defendem a abolição dos critérios estéticos, a destruição da cultura burguesa e da subjetividade expressionista reconhecendo, como caminhos a seguir, a dessacralização da arte e a necessidade do artista ser uma criatura do seu tempo, no entanto, há uma evolução diferenciada nestes quatro núcleos. O núcleo de Zurique, o mais importante durante a guerra, é muito experimentalista e provocatório, embora mais ou menos restrito ao círculo do Cabaret Voltaire. É aqui que surgem duas das mais importantes inovações dadaístas: o poema simultâneo e o poema fonético. O poema simultâneo consiste na recitação simultânea do mesmo poema em várias línguas; o poema fonético, desenvolvido por Ball, é composto unicamente por sons, com predominância de sons vocálicos. Nesta última composição a semântica é completamente posta de parte: já que o mundo não faz sentido para os dadaístas, a linguagem também não terá de fazer. Ball considera ser esta uma época onde « Um universo desmorona-se. Uma cultura milenar desmorona-se.» («A Arte dos Nossos Dias», in Dada-Antologia Bilingue de Textos e Poemas, 1983). Estes tipos de composições, juntamente com o poema visual, também assente em princípios simultaneístas, e a colagem, primeiro utilizada nas artes plásticas, são as grandes inovações formais deste movimento. O grupo de Berlim, mais activo depois da guerra, está profundamente ligado às condições socio-políticas da época. Ao contrário do anterior realiza intervenções politizantes, próximas da extrema esquerda, do anarquismo e da “Proletkult” (cultura do proletariado). Apesar de tudo, os próprios dadaístas têm consciência que são demasiado anarcas para aderir a um partido político e que a responsabilidade pública que daí advinha era inconciliável com o espírito dadaísta. Colónia e Hanover são menos significativos, sendo no entanto de salientar o desenvolvimento da técnica da colagem no primeiro e a inovadora utilização de materiais casuais e subalternos, como jornais e bilhetes de autocarro, na pintura do segundo.
· Hugo Ball fundou a Galeria Dada, inaugurada com a exposição do grupo ligado à revista expressionista A tempestade/Der Sturm. Um movimento independente similar surgiu em Nova Iorque, em 1913, liderado por Marcel Duchamp, Francis Picabia e Man Ray. Em 1918, os dois movimentos se cruzaram quando Picabia foi a Suíça. Após o fim da guerra, o Dada se irradiou na Alemanha com artistas como Max Ernst (fundador do clube Dada de Colonia), George Grosz, Jef Golyscheff (clube Dada de Berlim) e Kurt Schwitters (clube Dada de Hannover). Em Paris, entre 1919 e 1922, o Dada foi palco de muitas querelas entre seus membros, acabando por dissolver-se. Seus princípios destrutivos faram modificados gerando o surgimento do Surrealismo em 1924.
Influências
· ARTES PLÁSTICAS – Objetos do cotidiano são retirados de contexto e elevados à categoria de arte com pouca ou nenhuma mudança. Um exemplo dessa forma de arte chamada de ready-made é o mictório que Duchamp intitula Fonte. O ready-made questiona o valor do objeto artístico como mercadoria preciosa e abala a noção de arte consagrada pela sociedade ocidental. Obras de sucata também caracterizam o dadá, como o Merzbau, instalação de objetos agregados, de Kurt Schwitters. Alguns artistas criam de olhos fechados para dar vazão ao automatismo psíquico.
· LITERATURA – Depois do futurismo, o movimento dadá é o que mais produz manifestos. Os textos são um tipo de obra literária. A Primeira Aventura Celeste de M.Antipyrine, uma reunião de palavras sem conexão sintática nem sentido lógico, de Tristan Tzara, introduz a literatura dadá. Entre os autores destacam-se os franceses André Breton (1896-1966) e Louis Aragon (1897-1982), que fundaram depois o surrealismo.
· TEATRO – Sua principal característica é a rebeldia da encenação. Os atores apresentam-se em espaços não convencionais e brincam com a platéia. Os textos são improvisados ou escritos com forte carga poética, algumas vezes sem lógica. O Coração a Gás, de Tristan Tzara, é considerada a peça mais importante.
· DESIGNERS GRÁFICOS - O Dadaismo influiu nos designers gráficos de duas maneiras igualmente importantes: ajudou-os a se libertarem das restrições retilíneas e reforçou a idéia cubista do uso da letra em si mesma como uma experiência visual.
Principais Artistas
Marcel Duchamp (Blainville-Crevon, 28 de julho de 1887 — Neuilly-sur-Seine, 2 de outubro de 1968), pintor e escultor francês, sua arte abriu caminho para movimentos como a pop art e a pop art das décadas de 1950 e 1960. Reinterpretou o cubismo a sua maneira, interessando-se pelo movimento das formas. O experimentalismo e a provocação o conduziram a idéias radicais em arte, antes do surgimento do grupo Dada (Zurique, 1916). Criou os ready-mades, objetos escolhidos ao acaso, e que, após leve intervenção e receberem um título, adquiriam a condição de objeto de arte.Em 1917 foi rejeitado ao enviar a uma mostra um urinol de louça que chamou de "Fonte". Depois fez interferências (pintou bigodes na Mona Lisa, para demonstrar seu desprezo pela arte tradicional), inventou mecanismos ópticos.
É um dos precursores da arte conceitual e introduziu a idéia de ready made como objeto de arte. Irmão de Jacques Villon e Raymond Duchamp-Villon, estes também artistas que gozaram de reputação no cenário artístico europeu, Marcel Duchamp começou sua carreira como artista criando pinturas de inspiração impressionista, expressionista e cubista. Dessa fase, destaca-se o quadro Nu descendo a escada, que apresenta uma sobreposição de figuras de aspecto vagamente humano numa linha descendente, da esquerda para a direita, sugerindo a idéia de um movimento contínuo.
Sua carreira como pintor estendeu-se por mais alguns anos, tendo como produto quadros de inegável valor para a formação da pintura abstrata. É, no entanto, como escultor que Duchamp vai atingir grande fama. Tendo se mudado para Nova York e largado a Europa numa espécie de estagnação criativa, Duchamp encontra na América um solo fértil para sua arte dadaísta. Decorrente dessa fase, e em virtude de seus estudos sobre perspectiva e movimento, nasce o projeto para a obra mais complexa do artista: A noiva despida pelos seus celibatários, mesmo (ou O grande vidro). Trata-se de duas lâminas de vidro, uma sobre a outra, onde se vê uma figura abstrata na parte de cima, que seria a noiva, inspirada no quadro acima mencionado, e, na parte de baixo, se percebe uma porção de outras figuras (feitas de cabides, tecido e outros materiais), dispostas em círculo, ao lado de uma engrenagem (retirada de um moinho de café). Essa obra consumiu anos inteiros de dedicação de Duchamp, e só veio a público muito depois do início de sua construção, intercalada, portanto, por uma série de obras. Não se tem um consenso acerca do que representa essa obra, mas diversas opiniões conflitantes, com base em psicologismos e biografismos, renderam e ainda rendem bastante discussão.
Além disso, Duchamp é o responsável pelo conceito de ready made, a saber, o trasporte de um elemento da vida cotidiana, a priori não reconhecido como artístico, para o campo das artes. A princípio como uma brincadeira entre seus amigos, entre os quais Francis Picabia e Henry Roché, Duchamp passou a incorporar material de uso comum às suas esculturas. Em vez de trabalhá-los artisticamente, ele simplesmente os considerava prontos e os exibia como obras de arte. A Fonte, obra que fez repercutir o nome de Duchamp ao redor do mundo - especialmente depois de sua morte -, está baseada nesse conceito de ready made: pensada inicialmente por Duchamp (que, para esconder o seu nome, enviou-a com a assinatura "R. Mutt", que se lê ao lado da peça) para figurar entre as obras a serem julgadas para um concurso de arte promovido nos Estados Unidos, a escultura foi rejeitada pelo júri, uma vez que, na avaliação deste, não havia nela nenhum sinal de labor artístico. Com efeito, trata-se de um urinol comum, branco e esmaltado, comprado numa loja de construção e assim mesmo enviado ao júri; entretanto, a despeito do gesto iconoclasta de Duchamp, há quem veja nas formas do urinol uma semelhança com as formas femininas, de modo que se pode ensaiar uma explicação psicanalítica, quando se tem em mente o membro masculino lançando urina sobre a forma feminina.
Os ready made passaram, então, a ser o elemento de destaque da produção de Duchamp. Entre os mais famosos, podemos citar a obra L.H.O.O.Q. (sigla que, lida em francês, assemelha-se ao som da frase "Elle a chaud au cul", que, traduzida para o português, significa "Ela tem fogo no rabo"), que nada mais é do que uma reprodução do célebre quadro de Leonardo Da Vinci, Mona Lisa, acrescida de bigodes e barba.
Além disso, sua obra está vinculada, de algum modo, ao seu modo de vida boêmio, propiciado pelo convívio com pessoas influentes e poderosas no meio artístico norte-americano. Num de seus acessos de iconoclastia e irresponsabilidade, Duchamp lançou na cena artística nova-iorquina a figura de Madame Rrose Sélavy (cujo sobrenome se assemelha à expressão francesa "C'est la vie", ou seja, "É a vida", em português), uma artista dotada de uma ironia profunda, bem como de uma paixão por trocadilhos (evidentemente, aspectos oriundos da personalidade do próprio Duchamp). Ela também assinou uma parte dos ready made, podendo ela mesma ser considerada um ready made duchampiano, na medida em que era uma espécie de transfiguração artística de uma personalidade real do artista. Há, inclusive, uma foto em que Duchamp aparece travestido de Rose Sélavy.
Dedicou-se ao estudo da "quarta dimensão", o que, de alguma forma, orientou a sua criatividade artística para problemas óticos. Os Rotoreliefs, discos coloridos que, quando girados com extrema rapidez, produziam efeitos óticos, é mais uma de suas tentativas de se aproximar das pesquisas que fazia. O estudo do olhar sobre a arte interessou muito a Duchamp, que se opunha àquilo que ele próprio dizia ser a "arte retiniana", ou seja, uma arte que agrada à vista. Pode-se, de certo modo, compreender toda a arte de Duchamp como um esforço para se afastar da "arte retiniana" e passar para uma arte mais "cerebral", em que se ressaltam os aspectos mais intelectuais do labor artístico. Dessa forma, os ready made, inclusive, são uma tentativa de escapar da "arte retiniana", uma vez que confrontam o público, oferecendo-lhes algo que ele próprio já viu algures, forçando-o a pensar e refletir sobre a questão da arte enquanto linguagem.
Vale a pena ressaltar que a obra de Duchamp deixou um legado importante para as experimentações artísticas subseqüentes, tais como o Dadaísmo, o Surrealismo, o Expressionismo Abstrato, a Arte Conceitual, entre outros. Muitos dos artistas identificados com essas tendências prestaram tributo a Duchamp, quando não o conheceram de fato, tendo com ele um contato direto (ou, às vezes, íntimo), o que influenciou as suas respectivas obras. John Cage, por exemplo, trocou idéias com Duchamp, e André Breton, pai do Surrealismo, por várias vezes tentou cooptar Duchamp para a causa do movimento surrealista; Tristan Tzara, um dos responsáveis pelo Dadaísmo, também reconheceu na obra de Duchamp, apesar do pouco contato da arte norte-americana com a arte européia, uma espécie de precursora.
Hans Peter Wilhem Arp (Estrasburgo, 16 de Setembro de 1886 — 7 de Junho de 1966) foi um pintor e poeta alemão, naturalizado francês.
Em 1926 adquiriu a nacionalidade francesa e passou a usar o nome Jean Arp.
O pai de Arp era um empresário de origem alemã, dono de uma fábrica de cigarros e a sua mãe era de origem francesa, motivo pelo qual ele, desde muito cedo, falava fluentemente as duas línguas.
Em 1900 inscreveu-se na Escola de Artes e Ofícios em Estrasburgo, onde nunca chegou a ser bom aluno, pois não se interessava pelas matérias curriculares.
Durante o ano de 1901 teve aulas de desenho com Georges Ritleng.
Arp que era um admirador da poesia alemã, em 1903 publicou algumas obras literárias.
Em 1907 inscreveu-se na Academia Julian.
Em 1911, juntamente com Oscar Lüthy e Walter Helbig, foi o fundador do grupo de artistas suiços, designado por Der Moderne Bund. Em 1912 conhece Kandinsky em Munique, e em 1914 dá-se com August Macke e Max Ernst, em Colónia.
Em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial, foi viver para Zurique, em virtude de possuir nacionalidade alemã. Nesse ano casou com Sophie Taeuber, que veio a falecer, em 1943, enquanto ocorria a Segunda Guerra Mundial.
No ano de 1920, Arp participa numa exposição dadaístita, em Colónia, com Baargeld e Max Ernst. Conhece Breton, e colabora em diversas publicações de conteúdo vanguardista, com poemas e collages. Em 1925, Arp junta-se a um grupo de surrealistas saídos do movimento dada, e expõe em Paris.
Versátil na sua obra, a década de 30 é dedicada a trabalhos na perspectiva da abstracção geométrica, collages e grafismos com relevo. Na década seguinte, Arp, sempre em mudança, centra o seu trabalho na escultura.
Em 1959, casou em segundas núpcias com Marguerite Hagenbach.
A sua obra atinge a fama nos anos 50 e 60, quando expõe em Nova Iorque (1958) e Paris (1962).
Tábua para Ovos Hans Arp, 1922.
Francis-Marie Martinez Picabia (Paris, 28 de janeiro de 1879 - id., 30 de novembro de 1953) pintor francês.
Estudou na École des Beaux-Arts e na École des Arts Décoratifs. Recebeu uma forte influência do impressionismo e do fauvismo, em especial de la obra de Picasso e Sisley. De 1909 a 1911 esteve vinculado ao cubismo e foi membro do grupo "Puteaux", onde conheceu os irmãos Duchamp. Em 1913 viajou aos Estados Unidos, onde entrou em contato com o fotógrafo Alfred Stieglitz e o grupo dadá estadounidense. Em Barcelona, publicou o primieiro número de sua revista dadaísta "391" (1916) contando com colaboradores como Apollinaire, Tristan Tzara, Man Ray e Arp. Após passar um período na Costa Azul com uma forte presença surrealista, regressa a París e cria com André Breton a revista "491". Envolveu-se sucessivamente com os principais movimentos estéticos do início do século XX, como cubismo, surrealismo e dadaísmo. Colaborou com Tristan Tzara na revista Dada. Suas primeiras pinturas cubistas, eram mais próximas de Léger do que de Picasso, são exuberantes nas cores e sugerem formas metálicas que se encaixam umas nas outras. Formas e cores tornaram-se a seguir mais discretas, até que por volta de 1916 o artista se concentrou nos engenhos mecânicos do dadaísmo, de índole satírica. Depois de 1927, abandonou a abstração pura que praticara por anos e criou pinturas baseadas na figura humana, com a superposição de formas lineares e transparentes.
Max Ernst (2 de abril de 1891, Brühl, Alemanha — 1 de abril de 1976, Paris) foi um pintor alemão. Era filho de Philipp Ernst, professor de artes e de Luise Kopp. Ernst aprendeu a pintar sozinho enquanto estudava Filosofia e Psiquiatria na Universidade de Bonn entre 1909 a 1914, chegando a exibir uma de suas pinturas em 1913. Em 1914 Ernst veio a conhecer o surrealismo através de um grande pintor surrealista, Jean Arp, pelo qual manteve a amizade pela vida inteira.
Em 1916 Ernst foi convocado pelo serviço militar alemão para lutar na Primeira Guerra Mundial. Após a guerra Ernst foi morar em Colônia com Jean Arp e Johannes Baargeld, vindo a fundar o Grupo Dada de Colônia. Adepto do irracional e do onírico e do inconsciente, esteve envolvido em outros movimentos artísticos, criando técnicas em pintura e escultura. No Dadaímo contribuiu com colagens e fotomontagens, composições que sugerem a múltipla identidade dos objetos por ele escolhidos para tema. Inventou técnicas como a decalcomania e o frottage, que consiste em aplicar uma folha de papel sobre uma superfície rugosa, como a madeira de veios salientes, e esfregar um lápis de cor ou grafita, de modo que o papel adquira o aspecto da superfície posta debaixo dele. Como o artista não tinha controle sobre o quadro que estava criando, o frottage também era considerado um método que dava acesso ao inconsciente.
Ernst Fez uma exibição em 1920 em Colonia, mais foi fechada pela polícia, alegando que a exposição era obscena demais. Ernst acabou se mudando para Paris em 1922, onde veio a se juntar com o grupo surrealista. Era amigo de Gala e Paul Éluard, André Breton e Tristan Tzara.
Enst viveu em Nova York entre 1941 a 1945, em 1942 conheceu a pintora surrealista Dorothea Tanning. Em 1946 se casou com ela no Arizona. Em 1958 voltou a morar em França até sua morte.
Man Ray (Emanuel Rabinovitch, Filadélfia, 27 de Agosto de 1890 - Paris, 18 de Novembro de 1976) foi um fotógrafo e pintor norte-americano. Em 1915 conhece o pintor francês Marcel Duchamp, com quem funda o grupo dadá nova-iorquino. Em 1921 contata com o movimento surrealista na pintura. Trabalha como fotógrafo para financiar a pintura e, com a nova atividade, desenvolve a sua arte, a raiografia, ou fotograma, criando imagens abstratas (obtidas sem o auxílio da câmara) mas com a exposição à luz de objetos previamente dispersos sobre o papel fotográfico.
Foi um dos nomes mais importantes do movimento vanguardista da década de 1920, responsável por inovações artísticas na fotografia. Muda-se na infância para Nova Iorque. Estudante de arquitectura, engenharia e artes plásticas, inicia-se na pintura ainda jovem.
Em 1915 conhece o pintor francês Marcel Duchamp, com quem funda o grupo dadá nova-iorquino. Em 1921 contacta com o movimento surrealista na pintura. Trabalha como fotógrafo para financiar a pintura e, com a nova actividade, desenvolve a sua arte, a raiografia, ou fotograma, criando imagens abstratas (obtidas sem o auxílio da câmara) mas com a exposição à luz de objetos previamente dispersos sobre o papel fotográfico.
Como cineasta, produz filmes surrealistas, como L'Étoile de Mer (1928), com o auxílio de uma técnica chamada solarização, pela qual inverte parcialmente os tons da fotografia. Muda-se para a Califórnia em 1940, para explorar as possibilidades expressivas da fotografia. Aí dá aulas sobre o tema. Seis anos depois, retorna a França. Em 1963 publica a autobiografia Auto-Retrato.
Hugo Ball (Pirmasens, 22 de Fevereiro de 1886 — Montagnola, 19 de Setembro de 1927) foi um poeta e escritor alemão. Ele foi um dos principais artista do dadaísmo e escreveu o manifesto dadaísta.
Com 24 anos, ingressou no Max Reinhardt School of Dramatic Art, estava empregado como director de cena no Munich Chamber Theater e ainda colaborava na revista ”Revolution”.
No “Café dês Westens” em Berlim, Ball juntamente com um grupo de poetas juntavam-se para discutir ideias. Após o despertar da Primeira Grande Guerra, ele e a sua mulher Emmy Hennings, emigraram para a Suiça. Aí Ball empregou-se como pianista e Emmy Hennings como declamadora.
Em Fevereiro de 1916, Hugo Ball fundou o Cabaret Voltaire na Spiegelgasse em Zurique, onde conheceu vários artistas como Hans Arp, Marcel Janco e Tristan Tzara. O seu objectivo era o de mostrar ao mundo que existiam pessoas com ideais diferentes dos da sociedade em geral.
Este filósofo e romancista protestou “contra o humilhante facto de haver uma guerra no século XX”, fazendo-o questionar-se acerca dos valores tradicionais. Uma marca indiscutível deste artista são os poemas sonoros (poemas sem palavras), tais como o “Gadji Beri Bimba” e o “Karawane. A sua obra é constituída, nomeadamente, por “Tenderenda, der Phantast” (romance não publicado escrito no período dada”, “Cristicism of German Intelligence”, 1919 (análise do estado de espírito do povo alemão) e por “Flucht aus der Zeit” (excetos do seu diário do período dadaísta).
Hannah Hoch, nascida Joanne Hoch no ano de 1889, em Gotha, foi uma famosa artista dadaísta alemã.
De 1912 a 1914, estudou no Colégio das Artes em Berlim, sobre a orientação de Harold Bergen. Estudou desenho em vidro e artes gráficas. Em 1915, Hannah começou uma influente relação com Raoul Hausmann, um membro do movimento Dada de Berlim. Assim, em 1919, Hoch, começou a envolver-se com o Dadaísmo, tornando-se pioneira, na arte da fotomontagem.
Ela reflectiu nas suas obras a justaposição entre a mulher alemã moderna e a mulher alemã colonial. Ao fazê-lo desafiou as representações culturais das mulheres, levantando questões relativamente à sexualidade das mulheres e aos seus papéis de género na nova sociedade. Com as suas imagens Hoch abordou os medos, possibilidades e as novas esperanças para as mulheres na Alemanha moderna.
Hannah passou os anos do terceiro Reich na Alemanha, tentando permanecer quieta e no plano de fundo. Casou, em 1938, com o muito mais novo homem de negócios e pianista Kurt Matthies, divorciando-se em 1944. Embora, durante a sua vida, o seu trabalho nunca tivesse sido verdadeiramente aclamado, ela continuou a produzir as suas fotomontagens e a exibi-las até à data da sua morte, em 1978.
Kurt Schwitters (1887 - Hannover, Alemanha /1948 - Ambleside, Inglaterra)
Fundador da Casa Merz e irradiador do Dada em Hannover, foi rejeitado ao tentar reunir-se ao Grupo de Berlim. Schwitters tratou a arte como formulação do desenvolvimento único do homem, a síntese de uma visão particular, no sentido de uma revolução de uso de materiais e meios. De forma totalmente anti-convencional. Seus quadros eram construídos com restos de material ou mesmo lixo, cordas, papéis usados: como passagens, rótulos, restos de embalagens; recolhidos nas ruas. Todos os elementos eram pregados ou colados nos quadros, sobre os quais fazia intervenções em pintura e poesia. Pintor, escultor e poeta, estudou na Academia de Dresden em 1908 e na de Berlim, de 1909 a 1914. Em 1917, aproxima-se do Grupo Der Sturm/A Tempestade de Berlim. A partir de 18, começou a fazer trabalhos abstratos e em 1919, realizou a primeira pintura com o título de Merz, dando início ao movimento. O termo surgiu quando Schwitters resolve colar no centro de sua pintura um pedaço de papel que trazia propaganda do Kommerz-und-Privatbank. Em 1920, conheceu Hans Arp e Raoul Hausmann e com a ajuda destes fundou a casa Merz, em Hannover. Entre 1922 e 23, participou da "campanha DADA" na Holanda, e na mesma época, começou a publicação da revista MERZ, que iria até 1932. Neste ano, participou do Grupo Abstaction/Création em Paris. Perseguido pelos nazistas mudou-se para a Noruega em 1937, quando funda a segunda casa Merz. Em 1940, com a invasão das tropas alemãs na Noruega, Schwitters fugiu para a Inglaterra, onde viveu seus últimos anos em Ambleside. Para Schwitters, o Dada levava um tipo de propaganda contra a cultura burguesa. Quando estudava em Dresden, Schwitters conheceu Wassily Kandinsky e teve sua primeira participação nas artes dentro das correntes expressionistas. Apenas um pouco mais tarde, tomaria parte nas atividades do Dada.
O Fim do Dada
Ainda que o ano de 1922 apareça como o do fim do dadaísmo, fortes ressonâncias do movimento podem ser notadas em perspectivas artísticas posteriores. Na França, muitos de seus protagonistas integraram o surrealismo subseqüente. Nos Estados Unidos, por sua vez, na década de 50, artistas como Robert Rauschenberg (1925), Jasper Johns (1930) e Louise Nevelson (1899-1988) retomam certas orientações do movimento no chamado neodada. foi declarado morto e provavelmente enterrado em Weimar, Alemanha, na famosa Bauhausfest, em 1922.
Can Dialectics Break Bricks?
sábado, 16 de junho de 2007
[a01] surrealismo
O que é o Surrealismo
Nas duas primeiras décadas do século XX, os estudos psicanalíticos de Freud e as incertezas políticas criaram um clima favorável para o desenvolvimento de uma arte que criticava a cultura européia e a frágil condição humana diante de um mundo cada vez mais complexo. Surgem movimentos estéticos que interferem de maneira fantasiosa na realidade.
O surrealismo foi por excelência a corrente artística moderna da representação do irracional e do subconsciente. Suas origens devem ser buscadas no dadaísmo e na pintura metafísica de Giorgio De Chirico.
Este movimento artístico surge todas às vezes que a imaginação se manifesta livremente, sem o freio do espírito crítico, o que vale é o impulso psíquico. Os surrealistas deixam o mundo real para penetrarem no irreal, pois a emoção mais profunda do ser tem todas as possibilidades de se expressar apenas com a aproximação do fantástico, no ponto onde a razão humana perde o controle
O Surrealismo apresenta relações com o Futurismo e o Dadaísmo. No entanto, se os dadaístas propunham apenas a destruição, os surrealistas pregavam a destruição da sociedade em que viviam e a criação de uma nova, a ser organizada em outras bases. Os surrealistas pretendiam, dessa forma, atingir uma outra realidade, situada no plano do subconsciente e do inconsciente. A fantasia, os estados de tristeza e melancolia exerceram grande atração sobre os surrealistas, e nesse aspecto eles se aproximam dos românticos, embora sejam muito mais radicais
A utilização, pela primeira vez, do termo Surrealismo, é atribuída ao escritor Guillaume Apollinaire, que se serviu dela, em 1917, para descrever dois momentos de inovação artística: o ballet de Jean Cocteau, "Parade", acerca do qual disse que era uma espécie de "sur-realismo", ou seja, uma verdade para além do realismo; o outro momento foi o da sua própria peça de teatro "Les Mamelles de Tirésias" que tinha como subtítulo "Um drama Surrealista". Contudo, o Surrealismo tal como o entendemos hoje, surge com o "Manifesto5 Surrealista", em 1924, do escritor André Breton e do seu amigo Philippe Soupault que adotaram o nome, entretanto já entrado \nem moda. Ao fazê-lo, Breton tinha a intenção de descrever a prática literária que ele e os seus amigos seguiam. Pode-se, por isso, considerar a designação de Surrealismo como uma aventura coletiva, iniciada nos anos 20, centrada na figura de Breton e que abarcava diversos campos da arte: literatura [poesia, prosa e teatro], pintura, escultura, fotografia, cinema e até manifestações intervencionistas. E, embora os escritores e artistas surrealistas partilhassem de objetivos, temas e assuntos comuns, a arte surrealista tomou diferentes formas.
Para muitos deles, o Surrealismo não era um estilo mas um «grito da mente virada para si mesma». O Surrealismo começou, assim, por ser uma expressão literária iniciada com o "Manifesto Surrealista", mas para as manifestações visuais não há uma data precisa. Terá sido também Breton ao escrever "Surrealismo e Pintura", em 1925, que lhe deu origem. A primeira exposição de arte considerada já como realmente surrealista aconteceu em 1926, na Galerie Surrealiste, \nem Paris. De entre os amigos de Breton e que tiveram uma grande importância para ele, destacam-se Soupault [que com ele escreveu o Manifesto], Louis Aragon que colaborou com ele na revista "Littérature", a qual se veio a tornar a base experimental e o principal veículo para os escritores que seguiram os seus ideais. A este grupo juntaram-se, mais tarde, outros artistas entre os quais se destacaram: Paul Eluard e Benjamin Péret. Assim, foi esta revista que despoletou toda a riqueza do Surrealismo. Para os seus seguidores, este "novo mundo" que procuravam explorar era o do espírito inconsciente, ao qual chamavam o "merveilleux" - o maravilhoso. O seu objetivo era procurar a comunicação com o irracional e o ilógico, desorientando e reorientando deliberadamente o consciente através do inconsciente. Um dos processos utilizados para o conseguir era através de uma "corrente-de-consciência" ou "escrita automática", mas não excluíam outras vias.
O que essencialmente importava era que o maravilhoso ocorresse em espaços onde a razão ainda não tinha penetrado, como na: infância, loucura, insónia, alucinação e sobretudo no sonho. Um outro espaço a explorar era o das sociedades ditas "primitivas", por estarem mais próximas dos seus instintos do que da sofisticação da "civilização". As primeiras exposições de artistas visuais que anunciam já uma tendência pré-Surrealista surgem ao longo dos anos 20 e são as de: Max Ernst [1921] com um prefácio de Breton no seu catálogo, André Masson [1924] e Joan Miró [1925] que são as antecessoras daquela que, em 1926, veio confirmar a arte surrealista. Esta foi uma década riquíssima em encontros de artistas, inaugurações, publicações e exposições e, Paris tornou-se o grande centro convergente e irradiador das novas ideias. A revista "Littérature", sua grande dinamizadora, foi substituída pelo periódico " La Révolution Surréaliste" o qual passou a ser o órgão de maior divulgação deste movimento. Ao grupo inicial, vêm juntar-se, aos poucos, outros artistas, como: Salvador Dalí, René Magritte [que fizera parte anteriormente do grupo surrealista belga], Yves Tanguy, Salvador Dalí, René Magritte [que fizera parte anteriormente do grupo surrealista belga]. . Em 1930, surge um novo periódico que vem substituir o "La Révolution Surréaliste"; é o "Le Surréalisme au Service de la Révolution". E, André Breton escreve o seu segundo "Manifesto do Surrealismo". Em 1933, uma nova publicação faz o seu aparecimento: é o "Minotaure". A década de 30 é marcada pela grande expansão do Surrealismo. Em 1936, surgiu na Grã-Bretanha, onde se realiza a primeira Exposição Internacional Surrealista. Breton, no seu segundo manifesto, proclamava as dificuldades experimentadas pelos seguidores do Surrealismo e insistia na sua compreensão como "um caminho para um mundo mental de possibilidades ilimitadas" ou "um certo ponto da mente onde a vida e a morte, o real e o imaginário, o passado e o futuro, o comunicável e o incomunicável, o alto e o baixo, deixarão de ser entendidos como contradições". O segundo manifesto de Breton é uma reiteração dos objetivos do primeiro mas menos insistente, devido ao fato de a maior parte dos artistas, seus seguidoresm estarem a atravessar momentos mais difíceis: a aproximação da Guerra Civil da Espanha e tempos conturbados, provocados pelo antagonismo das ideologias políticas que então grassavam pela Europa.
Principais Artistas
Salvador Dali - é, sem dúvida, o mais conhecido dos artistas surrealistas. Estudou em Barcelona e depois em Madri, na Academia de San Fernando. Nessa época teve oportunidade de conhecer Lorca e Buñuel. Suas primeiras obras são influenciadas pelo cubismo de Gris e pela pintura metafísica de Giorgio De Chirico. Finalmente aderiu ao surrealismo, junto com seu amigo Luis Buñuel, cineasta. Em 1924 o pintor foi expulso da Academia e começou a se interessar pela psicanálise de Freud, de grande importância ao longo de toda a sua obra. Sua primeira viagem a Paris em 1927 foi fundamental para sua carreira. Fez amizade com Picasso e Breton e se entusiasmou com a obra de Tanguy e o maneirista Arcimboldo. O filme O Cão Andaluz, que fez com Buñuel, data de 1929. Ele criou o conceito de "paranóia critica" para referir-se à atitude de quem recusa a lógica que rege a vida comum das pessoas .Segundo ele, é preciso "contribuir para o total descrédito da realidade". No final dos anos 30 foi várias vezes para a Itália a fim de estudar os grandes mestres. Instalou seu ateliê em Roma, embora continuasse viajando. Depois de conhecer em Londres Sigmund Freud, fez uma viagem para a América, onde publicou sua biografia A Vida Secreta de Salvador Dali (1942). Ao voltar, se estabeleceu definitivamente em Port Lligat com Gala, sua mulher, ex-mulher do poeta e amigo Paul Éluard. Desde 1970 até sua morte dedicou-se ao desenho e à construção de seu museu. Além da pintura ele desenvolveu esculturas e desenho de jóias e móveis.



Joan Miró - iniciou sua formação como pintor na escola de La Lonja, em Barcelona. Em 1912 entrou para a escola de arte de Francisco Gali, onde conheceu a obra dos impressionistas e fauvistas franceses. Nessa época, fez amizade com Picabia e pouco depois com Picasso e seus amigos cubistas, em cujo grupo militou durante algum tempo. Em 1920 Miró instalou-se em Paris (embora no verão voltasse para Montroig), onde se formara um grupo de amigos pintores, entre os quais estavam Masson, Leiris, Artaud e Lial. Dois anos depois adquiriu forma La masía, obra fundamental em seu desenvolvimento estilístico posterior e na qual Miró demonstrou uma grande precisão gráfica. A partir daí sua pintura mudou radicalmente. Breton falava dela como o máximo do surrealismo e se permitiu destacar o artista como um dos grandes gênios solitários do século XX e da história da arte. A famosa magia de Miró se manifesta nessas telas de traços nítidos e formas sinceras na aparência, mas difíceis de serem elucidadas, embora se apresentem de forma amistosa ao observador. Miró também se dedicou à cerâmica e à escultura, nas quais extravasou suas inquietações pictóricas.



André Breton nasce em Tinchebray, França, em 1896. Formado em Medicina presta auxílio durante a I Guerra Mundial a feridos em combate. Pioneiro no Dadaísmo, é o primeiro a introduzir esta corrente na poesia. Quebra relações com o movimento Dada em 1922 e escreve o "Manifesto do Surrealismo" [o primeiro de uma série de três], onde são definidos os seus princípios e a sua oposição ao Dadaísmo. Em 1928, escreve "Nadja", onde as suas idéias surrealistas são postas pela primeira vez em prática. Em 1927, torna-se membro do Partido Comunista Francês, que abandona em 1935, depois de várias querelas com Louis Aragon e Paul Eluard. Em 1940, troca a França pela a América do Sul, tornando-se um entusiasta pela cultura Asteca. Regressa de novo a Paris e organiza a exposição surrealista de 1947, só voltando a organizar outra em 1964. André Breton, teve fama de grande mulherengo. E proveito também. Falece em Paris, em 1966.
Manifesto Surrealista
Tamanha é a nossa crença na vida o no que a vida tem de mais precário, e se bem entendido, a vida que é afinal, essa crença que se perde. O homem, esse sonhador definitivo, cada dia mais desgostoso com o seu destino, a custo repara nos objetos de seu uso habitual e que lhe vieram por sua displicência, ou quase sempre por seu esforço, pois ele aceitou trabalhar, ou pelo menos, não lhe repugnou tomar essa decisão [o que ele chama decisão!]. Bem modesto é agora o seu quinhão. Sabe as mulheres que possuíu, as ridículas aventuras em que se meteu. A sua riqueza ou a sua pobreza para ele não valem nada, quanto a isso, continua recém-nascido e quanto à aprovação da sua consciência moral, admito que lhe é indiferente. Se conservar alguma lucidez, não poderá senão recordar-se da sua infância, que lhe parecerá repleta de encantos, por mais massacrada que tenha sido, com o desvelo dos ensinantes. Aí, a ausência de qualquer rigorismo conhecido dar-lhe-á a perspectiva de levar diversas vidas ao mesmo tempo. E ele agarra-se a essa ilusão. Só quer conhecer a facilidade momentânea e extrema, de todas as coisas. Todas as manhãs, crianças saem de casa sem inquietação. Está tudo perto, as piores condições materiais são excelentes. Os bosques são claros ou escuros, nunca se vai.
Mas é verdade que não se pode ir tão longe pois não é uma questão de distância, apenas. Acumulam-se as ameaças, desiste-se, abandona-se uma parte da posição a conquistar. Esta imaginação que não admitia limites, agora só lhe permite atuar segundo as leis de uma utilidade arbitrária. Ela é incapaz de assumir por muito tempo esse papel inferior e quando chega ao vigésimo ano, prefere em geral, abandonar o homem ao seu destino sem luz.
Procura ele mais tarde, daqui e dali, refazer-se por sentir que pouco a pouco lhe faltam razões para viver, incapaz como ficou de enfrentar uma situação excepcional, como seja o amor, pois ele muito dificilmente o conseguirá. É que doravante, pertence de corpo e alma, a uma necessidade prática imperativa, que não permite ser desconsiderada. Faltará amplidão aos seus gostos, envergadura às suas ideias. De tudo o que lhe acontece e que pode acontecer-lhe, só vai reter o que for ligação deste evento com uma porção de eventos parecidos, nos quais não toma parte. Os eventos perdidos. Que digo, ele fará a sua avaliação em relação a um desses acontecimentos, menos aflitivo que os outros e às suas consequências. Ele não descobrirá aí, sob pretexto algum, a sua salvação.
Imaginação querida, o que sobretudo amo em ti, é não perdoares.
Só o que me exalta ainda, é uma única palavra. Liberdade. Eu considero-a apropriada para manter, indefinidamente, o velho fanatismo humano. Atende, sem dúvida, à minha única aspiração legítima. Entre tantos infortúnios por nós herdados, deve-se admitir que a maior liberdade de espírito nos foi concedida. Devemos cuidar de não fazer mau uso dela. Reduzir a imaginação à servidão, fosse mesmo o caso de ganhar o que vulgarmente se chama a felicidade, é rejeitar o que haja, no fundo de si, de suprema justiça. Só a imaginação me dá contas do que pode ser e é o bastante para suspender por um instante a interdição terrível. É o bastante também para que eu me entregue a ela, sem receio de me enganar [como se fosse possível enganar-me mais ainda]. Onde começa ela a ficar nociva e onde se detém a confiança do espírito? Para o espírito, a possibilidade de errar, não é antes, a contingência do bem?
Fica a loucura. "A loucura que é encarcerada", como já se disse e bem. Essa ou a outra. Todos sabem, com efeito, que os loucos não devem a sua internação senão a um reduzido número de atos legalmente repreensíveis e que se não houvessem estes atos, a sua liberdade [ou o que se vê da sua liberdade] não poderia ser ameaçada. Que eles sejam, numa certa medida, vítimas da sua imaginação, concordo com isso, no sentido de que ela os impele à inobservância de certas regras, fora das quais o gênero se sente visado, o que cada um é pago para saber. Mas a profunda indiferença de que dão provas em relação às críticas que lhe fazemos, até mesmo quanto aos castigos que lhes são impostos, permite supor que eles colhem grande reconforto na sua imaginação e apreciam o seu delírio o bastante, para suportar que só para eles seja válido. E, de fato, alucinações, ilusões, etc. são uma fonte de gozo nada desprezível. A mais bem ordenada sensualidade encontra aí a sua parte e eu sei que passaria muitas noites a amansar com essa mão bonita nas últimas páginas do livro. "A Inteligência de Taine", dedica-se a singulares malefícios. As confidências dos loucos, passaria a minha vida a provocá-las. São pessoas de escrupulosa honestidade, cuja inocência só tem a minha como igual. Foi preciso Colombo partir com loucos para descobrir a América. E vejam, como essa loucura cresceu e durou.
Não será o medo da loucura, que nos vai obrigar a colocar a meia-haste, a bandeira da imaginação.
Para seu conhecimento
"O sonho não pode ser também aplicado à solução das questões fundamentais da vida?" (fragmento do Manifesto do Surrealismo de André Breton, francês que lançou o movimento).
No mesmo manifesto, Breton define Surrealismo: "Automatismo psíquico pelo qual alguém se propõe a exprimir, seja verbalmente, seja por escrito, seja de qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento".
Conclusão
O Surrealismo foi uma corrente onde se integrou um grande número de artistas, fascinados pelas suas enormes possibilidades e pelo seu maravilhoso potencial. Muitos desses artistas vieram de outros movimentos já existentes [Dadaísmo, Cubismo] fazendo nele uma passagem mais ou menos duradoura e ainda de outros, que embora não se tendo associado ao grupo surrealista, como Frida Kahlo, revelaram nítidas influências do mesmo. O seu centro foi indubitavelmente Paris mas aos poucos foi-se expandindo, sobretudo nos anos 30 e 40 para a Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos e outros países. A maior expansão para os Estados Unidos verificou-se a partir de 1940, altura em que a França foi ocupada pelos alemães. No entanto, já em 1932 se realizara naquele país uma exposição surrealista que deu a conhecer e projetou os seus autores, nos meios artísticos norte-americanos. Dalí, que para lá se deslocou em 1934, foi considerado como o embaixador do Surrealismo, obtendo um enorme sucesso, sobretudo com o seu quadro "A Persistência da Memória". Muitos foram os artistas que se deslocaram para os Estados Unidos. Entre eles podem-se apontar: Breton, Tanguy, Masson, Matta, etc. Também Max Ernst para lá emigra, depois de um período bastante conturbado da sua vida [detenções e fugas constantes] graças à influência e protecção da sua amiga e mecenas Peggy Guggenheim. O Surrealismo não foi apenas um estilo [há até quem o não considere como tal], foi um estado de espírito e uma maneira de viver. Influenciou sucessivas gerações de artistas, dando origem a outras correntes [como o Situacionismo e o Fluxus] e ainda nos nossos dias a sua influência continua a fazer-se sentir por se tratar de uma arte que tem como tema as funções da mente e a subjetividade. Ultrapassou os limites que habitualmente eram definidos para uma corrente artística. Depois dele, a qualquer obra de arte [seja qual for o seu género], desde que desarticulada, onírica, alucinada ou incoerente é classificada de "surreal". Para além da literatura, da pintura e da escultura, este movimento aparece ligado a outros géneros de arte, como o teatro e o cinema. Aliás, como já foi referido anteriormente, o teatro e o ballet estão na base do seu nascimento pois foi após ter assistido à representação de dois destes espetáculos que Apollinaire utilizou, pela primeira vez, o nome pelo qual ficou conhecido. Além disso, o Surrealismo sempre transmitiu um sentido de teatralidade, ao transformar as exposições de alguns dos seus elementos em autênticos espetáculos teatrais. O mesmo se poderá dizer no que respeita aos próprios artistas. Dalí é bem o exemplo disso, não só na maneira como se apresentava, como nas atitudes que frequentemente exibia. Um exemplo bastante elucidativo das suas excentricidades é a fotografia tirada na Exposição Internacional Surrealista de Londres, em 1936, em que posa junto de alguns dos seus amigos, equipado com um fato de mergulho. Apesar de parecer contraditório, o Surrealismo tinha pouco interesse pelo teatro como forma de arte, em si próprio. Talvez por isso mesmo, em determinadas ocasiões, tenha chegado a ser satirizado, nomeadamente por Jean Cocteau, na sua peça "Orphée". Contudo, estas ironias não pareceram afetar muito os surrealistas que as consideraram como que uma forma de expressão surrealista. Também o cinema, devido às possibilidades que oferece, utilizou os ideais surrealistas, sobretudo no que concerne à exploração dos sonhos. Em "Un Chien Andalou", exibido em 1928, Buñuel, recentemente integrado no Surrealismo, escreveu o argumento do filme em colaboração com Dalí, em que, aliás, entram os dois como atores. Este filme é quase um "manifesto" do cinema surrealista, pois que o enredo é incoerente e onírico e a sua técnica alucinatória. Depois deste, outros filmes surrealistasA surgem, como "L'Âge d'Or", em 1930, também com a participação do realizador espanhol, de Dalí e ainda de Max Ernst num dos seus raros papéis como ator de cinema. Há ainda a acrescentar que alguns dos quadros de Ernst, aparecem no décor deste filme. Até no mundo da moda a sua influência está presente. Este fato não nos pode espantar pois que alguns surrealistas trabalharam em publicidade, entre os quais se destaca novamente Dalí, pois que ele próprio ditou "um certo estilo", na sua época, construindo uma imagem extravagante e mundana que o converteu depois numa personagem popular e reconhecida em qualquer lado. O mesmo aconteceu com Magritte, cujas as imagens pictóricas foram sobejamente copiadas pelos publicitários.
Nas duas primeiras décadas do século XX, os estudos psicanalíticos de Freud e as incertezas políticas criaram um clima favorável para o desenvolvimento de uma arte que criticava a cultura européia e a frágil condição humana diante de um mundo cada vez mais complexo. Surgem movimentos estéticos que interferem de maneira fantasiosa na realidade.
O surrealismo foi por excelência a corrente artística moderna da representação do irracional e do subconsciente. Suas origens devem ser buscadas no dadaísmo e na pintura metafísica de Giorgio De Chirico.
Este movimento artístico surge todas às vezes que a imaginação se manifesta livremente, sem o freio do espírito crítico, o que vale é o impulso psíquico. Os surrealistas deixam o mundo real para penetrarem no irreal, pois a emoção mais profunda do ser tem todas as possibilidades de se expressar apenas com a aproximação do fantástico, no ponto onde a razão humana perde o controle
O Surrealismo apresenta relações com o Futurismo e o Dadaísmo. No entanto, se os dadaístas propunham apenas a destruição, os surrealistas pregavam a destruição da sociedade em que viviam e a criação de uma nova, a ser organizada em outras bases. Os surrealistas pretendiam, dessa forma, atingir uma outra realidade, situada no plano do subconsciente e do inconsciente. A fantasia, os estados de tristeza e melancolia exerceram grande atração sobre os surrealistas, e nesse aspecto eles se aproximam dos românticos, embora sejam muito mais radicais
A utilização, pela primeira vez, do termo Surrealismo, é atribuída ao escritor Guillaume Apollinaire, que se serviu dela, em 1917, para descrever dois momentos de inovação artística: o ballet de Jean Cocteau, "Parade", acerca do qual disse que era uma espécie de "sur-realismo", ou seja, uma verdade para além do realismo; o outro momento foi o da sua própria peça de teatro "Les Mamelles de Tirésias" que tinha como subtítulo "Um drama Surrealista". Contudo, o Surrealismo tal como o entendemos hoje, surge com o "Manifesto5 Surrealista", em 1924, do escritor André Breton e do seu amigo Philippe Soupault que adotaram o nome, entretanto já entrado \nem moda. Ao fazê-lo, Breton tinha a intenção de descrever a prática literária que ele e os seus amigos seguiam. Pode-se, por isso, considerar a designação de Surrealismo como uma aventura coletiva, iniciada nos anos 20, centrada na figura de Breton e que abarcava diversos campos da arte: literatura [poesia, prosa e teatro], pintura, escultura, fotografia, cinema e até manifestações intervencionistas. E, embora os escritores e artistas surrealistas partilhassem de objetivos, temas e assuntos comuns, a arte surrealista tomou diferentes formas.
Para muitos deles, o Surrealismo não era um estilo mas um «grito da mente virada para si mesma». O Surrealismo começou, assim, por ser uma expressão literária iniciada com o "Manifesto Surrealista", mas para as manifestações visuais não há uma data precisa. Terá sido também Breton ao escrever "Surrealismo e Pintura", em 1925, que lhe deu origem. A primeira exposição de arte considerada já como realmente surrealista aconteceu em 1926, na Galerie Surrealiste, \nem Paris. De entre os amigos de Breton e que tiveram uma grande importância para ele, destacam-se Soupault [que com ele escreveu o Manifesto], Louis Aragon que colaborou com ele na revista "Littérature", a qual se veio a tornar a base experimental e o principal veículo para os escritores que seguiram os seus ideais. A este grupo juntaram-se, mais tarde, outros artistas entre os quais se destacaram: Paul Eluard e Benjamin Péret. Assim, foi esta revista que despoletou toda a riqueza do Surrealismo. Para os seus seguidores, este "novo mundo" que procuravam explorar era o do espírito inconsciente, ao qual chamavam o "merveilleux" - o maravilhoso. O seu objetivo era procurar a comunicação com o irracional e o ilógico, desorientando e reorientando deliberadamente o consciente através do inconsciente. Um dos processos utilizados para o conseguir era através de uma "corrente-de-consciência" ou "escrita automática", mas não excluíam outras vias.
O que essencialmente importava era que o maravilhoso ocorresse em espaços onde a razão ainda não tinha penetrado, como na: infância, loucura, insónia, alucinação e sobretudo no sonho. Um outro espaço a explorar era o das sociedades ditas "primitivas", por estarem mais próximas dos seus instintos do que da sofisticação da "civilização". As primeiras exposições de artistas visuais que anunciam já uma tendência pré-Surrealista surgem ao longo dos anos 20 e são as de: Max Ernst [1921] com um prefácio de Breton no seu catálogo, André Masson [1924] e Joan Miró [1925] que são as antecessoras daquela que, em 1926, veio confirmar a arte surrealista. Esta foi uma década riquíssima em encontros de artistas, inaugurações, publicações e exposições e, Paris tornou-se o grande centro convergente e irradiador das novas ideias. A revista "Littérature", sua grande dinamizadora, foi substituída pelo periódico " La Révolution Surréaliste" o qual passou a ser o órgão de maior divulgação deste movimento. Ao grupo inicial, vêm juntar-se, aos poucos, outros artistas, como: Salvador Dalí, René Magritte [que fizera parte anteriormente do grupo surrealista belga], Yves Tanguy, Salvador Dalí, René Magritte [que fizera parte anteriormente do grupo surrealista belga]. . Em 1930, surge um novo periódico que vem substituir o "La Révolution Surréaliste"; é o "Le Surréalisme au Service de la Révolution". E, André Breton escreve o seu segundo "Manifesto do Surrealismo". Em 1933, uma nova publicação faz o seu aparecimento: é o "Minotaure". A década de 30 é marcada pela grande expansão do Surrealismo. Em 1936, surgiu na Grã-Bretanha, onde se realiza a primeira Exposição Internacional Surrealista. Breton, no seu segundo manifesto, proclamava as dificuldades experimentadas pelos seguidores do Surrealismo e insistia na sua compreensão como "um caminho para um mundo mental de possibilidades ilimitadas" ou "um certo ponto da mente onde a vida e a morte, o real e o imaginário, o passado e o futuro, o comunicável e o incomunicável, o alto e o baixo, deixarão de ser entendidos como contradições". O segundo manifesto de Breton é uma reiteração dos objetivos do primeiro mas menos insistente, devido ao fato de a maior parte dos artistas, seus seguidoresm estarem a atravessar momentos mais difíceis: a aproximação da Guerra Civil da Espanha e tempos conturbados, provocados pelo antagonismo das ideologias políticas que então grassavam pela Europa.
Principais Artistas
Salvador Dali - é, sem dúvida, o mais conhecido dos artistas surrealistas. Estudou em Barcelona e depois em Madri, na Academia de San Fernando. Nessa época teve oportunidade de conhecer Lorca e Buñuel. Suas primeiras obras são influenciadas pelo cubismo de Gris e pela pintura metafísica de Giorgio De Chirico. Finalmente aderiu ao surrealismo, junto com seu amigo Luis Buñuel, cineasta. Em 1924 o pintor foi expulso da Academia e começou a se interessar pela psicanálise de Freud, de grande importância ao longo de toda a sua obra. Sua primeira viagem a Paris em 1927 foi fundamental para sua carreira. Fez amizade com Picasso e Breton e se entusiasmou com a obra de Tanguy e o maneirista Arcimboldo. O filme O Cão Andaluz, que fez com Buñuel, data de 1929. Ele criou o conceito de "paranóia critica" para referir-se à atitude de quem recusa a lógica que rege a vida comum das pessoas .Segundo ele, é preciso "contribuir para o total descrédito da realidade". No final dos anos 30 foi várias vezes para a Itália a fim de estudar os grandes mestres. Instalou seu ateliê em Roma, embora continuasse viajando. Depois de conhecer em Londres Sigmund Freud, fez uma viagem para a América, onde publicou sua biografia A Vida Secreta de Salvador Dali (1942). Ao voltar, se estabeleceu definitivamente em Port Lligat com Gala, sua mulher, ex-mulher do poeta e amigo Paul Éluard. Desde 1970 até sua morte dedicou-se ao desenho e à construção de seu museu. Além da pintura ele desenvolveu esculturas e desenho de jóias e móveis.



Joan Miró - iniciou sua formação como pintor na escola de La Lonja, em Barcelona. Em 1912 entrou para a escola de arte de Francisco Gali, onde conheceu a obra dos impressionistas e fauvistas franceses. Nessa época, fez amizade com Picabia e pouco depois com Picasso e seus amigos cubistas, em cujo grupo militou durante algum tempo. Em 1920 Miró instalou-se em Paris (embora no verão voltasse para Montroig), onde se formara um grupo de amigos pintores, entre os quais estavam Masson, Leiris, Artaud e Lial. Dois anos depois adquiriu forma La masía, obra fundamental em seu desenvolvimento estilístico posterior e na qual Miró demonstrou uma grande precisão gráfica. A partir daí sua pintura mudou radicalmente. Breton falava dela como o máximo do surrealismo e se permitiu destacar o artista como um dos grandes gênios solitários do século XX e da história da arte. A famosa magia de Miró se manifesta nessas telas de traços nítidos e formas sinceras na aparência, mas difíceis de serem elucidadas, embora se apresentem de forma amistosa ao observador. Miró também se dedicou à cerâmica e à escultura, nas quais extravasou suas inquietações pictóricas.



André Breton nasce em Tinchebray, França, em 1896. Formado em Medicina presta auxílio durante a I Guerra Mundial a feridos em combate. Pioneiro no Dadaísmo, é o primeiro a introduzir esta corrente na poesia. Quebra relações com o movimento Dada em 1922 e escreve o "Manifesto do Surrealismo" [o primeiro de uma série de três], onde são definidos os seus princípios e a sua oposição ao Dadaísmo. Em 1928, escreve "Nadja", onde as suas idéias surrealistas são postas pela primeira vez em prática. Em 1927, torna-se membro do Partido Comunista Francês, que abandona em 1935, depois de várias querelas com Louis Aragon e Paul Eluard. Em 1940, troca a França pela a América do Sul, tornando-se um entusiasta pela cultura Asteca. Regressa de novo a Paris e organiza a exposição surrealista de 1947, só voltando a organizar outra em 1964. André Breton, teve fama de grande mulherengo. E proveito também. Falece em Paris, em 1966.
Manifesto Surrealista
Tamanha é a nossa crença na vida o no que a vida tem de mais precário, e se bem entendido, a vida que é afinal, essa crença que se perde. O homem, esse sonhador definitivo, cada dia mais desgostoso com o seu destino, a custo repara nos objetos de seu uso habitual e que lhe vieram por sua displicência, ou quase sempre por seu esforço, pois ele aceitou trabalhar, ou pelo menos, não lhe repugnou tomar essa decisão [o que ele chama decisão!]. Bem modesto é agora o seu quinhão. Sabe as mulheres que possuíu, as ridículas aventuras em que se meteu. A sua riqueza ou a sua pobreza para ele não valem nada, quanto a isso, continua recém-nascido e quanto à aprovação da sua consciência moral, admito que lhe é indiferente. Se conservar alguma lucidez, não poderá senão recordar-se da sua infância, que lhe parecerá repleta de encantos, por mais massacrada que tenha sido, com o desvelo dos ensinantes. Aí, a ausência de qualquer rigorismo conhecido dar-lhe-á a perspectiva de levar diversas vidas ao mesmo tempo. E ele agarra-se a essa ilusão. Só quer conhecer a facilidade momentânea e extrema, de todas as coisas. Todas as manhãs, crianças saem de casa sem inquietação. Está tudo perto, as piores condições materiais são excelentes. Os bosques são claros ou escuros, nunca se vai.
Mas é verdade que não se pode ir tão longe pois não é uma questão de distância, apenas. Acumulam-se as ameaças, desiste-se, abandona-se uma parte da posição a conquistar. Esta imaginação que não admitia limites, agora só lhe permite atuar segundo as leis de uma utilidade arbitrária. Ela é incapaz de assumir por muito tempo esse papel inferior e quando chega ao vigésimo ano, prefere em geral, abandonar o homem ao seu destino sem luz.
Procura ele mais tarde, daqui e dali, refazer-se por sentir que pouco a pouco lhe faltam razões para viver, incapaz como ficou de enfrentar uma situação excepcional, como seja o amor, pois ele muito dificilmente o conseguirá. É que doravante, pertence de corpo e alma, a uma necessidade prática imperativa, que não permite ser desconsiderada. Faltará amplidão aos seus gostos, envergadura às suas ideias. De tudo o que lhe acontece e que pode acontecer-lhe, só vai reter o que for ligação deste evento com uma porção de eventos parecidos, nos quais não toma parte. Os eventos perdidos. Que digo, ele fará a sua avaliação em relação a um desses acontecimentos, menos aflitivo que os outros e às suas consequências. Ele não descobrirá aí, sob pretexto algum, a sua salvação.
Imaginação querida, o que sobretudo amo em ti, é não perdoares.
Só o que me exalta ainda, é uma única palavra. Liberdade. Eu considero-a apropriada para manter, indefinidamente, o velho fanatismo humano. Atende, sem dúvida, à minha única aspiração legítima. Entre tantos infortúnios por nós herdados, deve-se admitir que a maior liberdade de espírito nos foi concedida. Devemos cuidar de não fazer mau uso dela. Reduzir a imaginação à servidão, fosse mesmo o caso de ganhar o que vulgarmente se chama a felicidade, é rejeitar o que haja, no fundo de si, de suprema justiça. Só a imaginação me dá contas do que pode ser e é o bastante para suspender por um instante a interdição terrível. É o bastante também para que eu me entregue a ela, sem receio de me enganar [como se fosse possível enganar-me mais ainda]. Onde começa ela a ficar nociva e onde se detém a confiança do espírito? Para o espírito, a possibilidade de errar, não é antes, a contingência do bem?
Fica a loucura. "A loucura que é encarcerada", como já se disse e bem. Essa ou a outra. Todos sabem, com efeito, que os loucos não devem a sua internação senão a um reduzido número de atos legalmente repreensíveis e que se não houvessem estes atos, a sua liberdade [ou o que se vê da sua liberdade] não poderia ser ameaçada. Que eles sejam, numa certa medida, vítimas da sua imaginação, concordo com isso, no sentido de que ela os impele à inobservância de certas regras, fora das quais o gênero se sente visado, o que cada um é pago para saber. Mas a profunda indiferença de que dão provas em relação às críticas que lhe fazemos, até mesmo quanto aos castigos que lhes são impostos, permite supor que eles colhem grande reconforto na sua imaginação e apreciam o seu delírio o bastante, para suportar que só para eles seja válido. E, de fato, alucinações, ilusões, etc. são uma fonte de gozo nada desprezível. A mais bem ordenada sensualidade encontra aí a sua parte e eu sei que passaria muitas noites a amansar com essa mão bonita nas últimas páginas do livro. "A Inteligência de Taine", dedica-se a singulares malefícios. As confidências dos loucos, passaria a minha vida a provocá-las. São pessoas de escrupulosa honestidade, cuja inocência só tem a minha como igual. Foi preciso Colombo partir com loucos para descobrir a América. E vejam, como essa loucura cresceu e durou.
Não será o medo da loucura, que nos vai obrigar a colocar a meia-haste, a bandeira da imaginação.
Para seu conhecimento
"O sonho não pode ser também aplicado à solução das questões fundamentais da vida?" (fragmento do Manifesto do Surrealismo de André Breton, francês que lançou o movimento).
No mesmo manifesto, Breton define Surrealismo: "Automatismo psíquico pelo qual alguém se propõe a exprimir, seja verbalmente, seja por escrito, seja de qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento".
Conclusão
O Surrealismo foi uma corrente onde se integrou um grande número de artistas, fascinados pelas suas enormes possibilidades e pelo seu maravilhoso potencial. Muitos desses artistas vieram de outros movimentos já existentes [Dadaísmo, Cubismo] fazendo nele uma passagem mais ou menos duradoura e ainda de outros, que embora não se tendo associado ao grupo surrealista, como Frida Kahlo, revelaram nítidas influências do mesmo. O seu centro foi indubitavelmente Paris mas aos poucos foi-se expandindo, sobretudo nos anos 30 e 40 para a Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos e outros países. A maior expansão para os Estados Unidos verificou-se a partir de 1940, altura em que a França foi ocupada pelos alemães. No entanto, já em 1932 se realizara naquele país uma exposição surrealista que deu a conhecer e projetou os seus autores, nos meios artísticos norte-americanos. Dalí, que para lá se deslocou em 1934, foi considerado como o embaixador do Surrealismo, obtendo um enorme sucesso, sobretudo com o seu quadro "A Persistência da Memória". Muitos foram os artistas que se deslocaram para os Estados Unidos. Entre eles podem-se apontar: Breton, Tanguy, Masson, Matta, etc. Também Max Ernst para lá emigra, depois de um período bastante conturbado da sua vida [detenções e fugas constantes] graças à influência e protecção da sua amiga e mecenas Peggy Guggenheim. O Surrealismo não foi apenas um estilo [há até quem o não considere como tal], foi um estado de espírito e uma maneira de viver. Influenciou sucessivas gerações de artistas, dando origem a outras correntes [como o Situacionismo e o Fluxus] e ainda nos nossos dias a sua influência continua a fazer-se sentir por se tratar de uma arte que tem como tema as funções da mente e a subjetividade. Ultrapassou os limites que habitualmente eram definidos para uma corrente artística. Depois dele, a qualquer obra de arte [seja qual for o seu género], desde que desarticulada, onírica, alucinada ou incoerente é classificada de "surreal". Para além da literatura, da pintura e da escultura, este movimento aparece ligado a outros géneros de arte, como o teatro e o cinema. Aliás, como já foi referido anteriormente, o teatro e o ballet estão na base do seu nascimento pois foi após ter assistido à representação de dois destes espetáculos que Apollinaire utilizou, pela primeira vez, o nome pelo qual ficou conhecido. Além disso, o Surrealismo sempre transmitiu um sentido de teatralidade, ao transformar as exposições de alguns dos seus elementos em autênticos espetáculos teatrais. O mesmo se poderá dizer no que respeita aos próprios artistas. Dalí é bem o exemplo disso, não só na maneira como se apresentava, como nas atitudes que frequentemente exibia. Um exemplo bastante elucidativo das suas excentricidades é a fotografia tirada na Exposição Internacional Surrealista de Londres, em 1936, em que posa junto de alguns dos seus amigos, equipado com um fato de mergulho. Apesar de parecer contraditório, o Surrealismo tinha pouco interesse pelo teatro como forma de arte, em si próprio. Talvez por isso mesmo, em determinadas ocasiões, tenha chegado a ser satirizado, nomeadamente por Jean Cocteau, na sua peça "Orphée". Contudo, estas ironias não pareceram afetar muito os surrealistas que as consideraram como que uma forma de expressão surrealista. Também o cinema, devido às possibilidades que oferece, utilizou os ideais surrealistas, sobretudo no que concerne à exploração dos sonhos. Em "Un Chien Andalou", exibido em 1928, Buñuel, recentemente integrado no Surrealismo, escreveu o argumento do filme em colaboração com Dalí, em que, aliás, entram os dois como atores. Este filme é quase um "manifesto" do cinema surrealista, pois que o enredo é incoerente e onírico e a sua técnica alucinatória. Depois deste, outros filmes surrealistasA surgem, como "L'Âge d'Or", em 1930, também com a participação do realizador espanhol, de Dalí e ainda de Max Ernst num dos seus raros papéis como ator de cinema. Há ainda a acrescentar que alguns dos quadros de Ernst, aparecem no décor deste filme. Até no mundo da moda a sua influência está presente. Este fato não nos pode espantar pois que alguns surrealistas trabalharam em publicidade, entre os quais se destaca novamente Dalí, pois que ele próprio ditou "um certo estilo", na sua época, construindo uma imagem extravagante e mundana que o converteu depois numa personagem popular e reconhecida em qualquer lado. O mesmo aconteceu com Magritte, cujas as imagens pictóricas foram sobejamente copiadas pelos publicitários.
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02. KOOLHAAS, R. Cidade Genérica + KOOLHAAS, Rem. Vida na Metrópole ou a Cultura da Congestão = fantasias genéricas / congestão genérica
03. TSCHUMI, B. O Prazer da Arquitetura IN: NESBIT, K. Uma Nova Agenda para a Arquitetura = funcional / inutilidade
04. VIDLER, A. Teoria do Estranhamento Familiar IN: NESBIT, K. Uma Nova Agenda para a Arquitetura = roberto / dessimbolização
05. MAAS, W. FARMAX = leveza
06. NEGRI, A, HARDT, M. Multidão = maria de fátima
07. FLUSSER, V. Design: Obstáculo para a remoção de Obstáculos IN: _______. O Mundo Codificado = reciclagem / sofá
08. GANZ, Louise. Lotes Vagos na Cidade: Proposições para Uso Livre IN: ____ SILVA, B. Lotes Vagos = beleza
09. CRIMP, Douglas. Isto não é um Museu IN: _________. Sobre as Ruínas do Museu = coleção de museu / admiração imparcial
10. WEIZMAN, Eyal. Desruição Inteligente IN: v.v.a.a. 27a Bienal de Arte de São Paulo. Como Viver Junto = infestação / desparedamento
11. Koolhaas Houselife = funcionalidade
12. CORTEZAO, Simone. Paisagens Engarrafadas = paisagismo marcado
13. BRANDAO, Luis Alberto. Mapa Volátil. Imaginário Espacial: Paul Auster IN: _______. Grafias de Identidade. Literatura Contemporânea e Imaginário Nacional = andarilho
14. CANUTO, Frederico. Notas Sobre Ecologias Espaciais = ecossistemas
15. SANTANA, P. A Mercadoria Verde: A natureza = fotografias verdes
16. Central da Periferia = calypso amazônico / brega
17. BECKER, B. Amazônia: mudanças Estruturais e Urbanização IN: GONCALVES, M.F. et al. Regiões e Cidades. Cidades nas Regiões = fotografias verdes
19. Edifício Master. Direção: Eduardo Coutinho + CANUTO, Frederico. Apto[s], 01qrt, 1sl, 1coz, s/vg. =
20. WISNIK, Guilherme. Estado Crítico =
[d] - 1sem2009 = [doc]01 - 1osem2007 = [doc]
Documentário: Documentar os conteúdos ministrados durante a aula do dia, sendo obrigatório entregar no dia posterior, um arquivo digital contendo:
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-um texto como o resumo da aula, podendo ou não conter colocações do aluno-autor;
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-indicações de sites relacionados aos assuntos trabalhados em sala [mínimo de 05 links];
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[a]02 - 1osem2007
Apresentações
Grupo A: Apresentação para a sala de aula dos seguintes temas:[SURREALISMO]+[DADAISMO]+[FLUXUS], segundo os seguintes critérios mínimos:
-exposição do pensamento do grupo e diversas correntes internas, através de seus conceitos;
-exposição das diversas modalidades: pintura, escultura, arquitetura...;
-período e países onde atou;
-principais nomes e respectivos trabalhos;
-articulação obra-conceitos-ambiente urbano.
Grupo B: Apresentação para a sala dos seguintes temas: [KOOLHAAS01 – Delirous New York+SMLXL]+
[KOOLHAAS02 – Mutations+Project on the City 01+02]+
[KOOLHAAS03 – Content +Reconsidering OMA], segundo os seguintes critérios mínimos:
-conceitos;
-eviolução de pensamento;
-textos e questões trabalhadas;
-cronologia dos trabalhos;
-articulação obra-conceitos-ambiente urbano.
[ps]03 - 1osem2007 = [ps]
Paisagens Superabundantes: Texto a ser entregue contendo imagens e textos, a partir dos conceitos operativos definidos diariamente na disciplina Teoria Urbana.