Can Dialectics Break Bricks?

sábado, 16 de junho de 2007

[a01] surrealismo

O que é o Surrealismo
Nas duas primeiras décadas do século XX, os estudos psicanalíticos de Freud e as incertezas políticas criaram um clima favorável para o desenvolvimento de uma arte que criticava a cultura européia e a frágil condição humana diante de um mundo cada vez mais complexo. Surgem movimentos estéticos que interferem de maneira fantasiosa na realidade.
O surrealismo foi por excelência a corrente artística moderna da representação do irracional e do subconsciente. Suas origens devem ser buscadas no dadaísmo e na pintura metafísica de Giorgio De Chirico.


Este movimento artístico surge todas às vezes que a imaginação se manifesta livremente, sem o freio do espírito crítico, o que vale é o impulso psíquico. Os surrealistas deixam o mundo real para penetrarem no irreal, pois a emoção mais profunda do ser tem todas as possibilidades de se expressar apenas com a aproximação do fantástico, no ponto onde a razão humana perde o controle
O Surrealismo apresenta relações com o Futurismo e o Dadaísmo. No entanto, se os dadaístas propunham apenas a destruição, os surrealistas pregavam a destruição da sociedade em que viviam e a criação de uma nova, a ser organizada em outras bases. Os surrealistas pretendiam, dessa forma, atingir uma outra realidade, situada no plano do subconsciente e do inconsciente. A fantasia, os estados de tristeza e melancolia exerceram grande atração sobre os surrealistas, e nesse aspecto eles se aproximam dos românticos, embora sejam muito mais radicais
A utilização, pela primeira vez, do termo Surrealismo, é atribuída ao escritor Guillaume Apollinaire, que se serviu dela, em 1917, para descrever dois momentos de inovação artística: o ballet de Jean Cocteau, "Parade", acerca do qual disse que era uma espécie de "sur-realismo", ou seja, uma verdade para além do realismo; o outro momento foi o da sua própria peça de teatro "Les Mamelles de Tirésias" que tinha como subtítulo "Um drama Surrealista". Contudo, o Surrealismo tal como o entendemos hoje, surge com o "Manifesto5 Surrealista", em 1924, do escritor André Breton e do seu amigo Philippe Soupault que adotaram o nome, entretanto já entrado \nem moda. Ao fazê-lo, Breton tinha a intenção de descrever a prática literária que ele e os seus amigos seguiam. Pode-se, por isso, considerar a designação de Surrealismo como uma aventura coletiva, iniciada nos anos 20, centrada na figura de Breton e que abarcava diversos campos da arte: literatura [poesia, prosa e teatro], pintura, escultura, fotografia, cinema e até manifestações intervencionistas. E, embora os escritores e artistas surrealistas partilhassem de objetivos, temas e assuntos comuns, a arte surrealista tomou diferentes formas.

Para muitos deles, o Surrealismo não era um estilo mas um «grito da mente virada para si mesma». O Surrealismo começou, assim, por ser uma expressão literária iniciada com o "Manifesto Surrealista", mas para as manifestações visuais não há uma data precisa. Terá sido também Breton ao escrever "Surrealismo e Pintura", em 1925, que lhe deu origem. A primeira exposição de arte considerada já como realmente surrealista aconteceu em 1926, na Galerie Surrealiste, \nem Paris. De entre os amigos de Breton e que tiveram uma grande importância para ele, destacam-se Soupault [que com ele escreveu o Manifesto], Louis Aragon que colaborou com ele na revista "Littérature", a qual se veio a tornar a base experimental e o principal veículo para os escritores que seguiram os seus ideais. A este grupo juntaram-se, mais tarde, outros artistas entre os quais se destacaram: Paul Eluard e Benjamin Péret. Assim, foi esta revista que despoletou toda a riqueza do Surrealismo. Para os seus seguidores, este "novo mundo" que procuravam explorar era o do espírito inconsciente, ao qual chamavam o "merveilleux" - o maravilhoso. O seu objetivo era procurar a comunicação com o irracional e o ilógico, desorientando e reorientando deliberadamente o consciente através do inconsciente. Um dos processos utilizados para o conseguir era através de uma "corrente-de-consciência" ou "escrita automática", mas não excluíam outras vias.
O que essencialmente importava era que o maravilhoso ocorresse em espaços onde a razão ainda não tinha penetrado, como na: infância, loucura, insónia, alucinação e sobretudo no sonho. Um outro espaço a explorar era o das sociedades ditas "primitivas", por estarem mais próximas dos seus instintos do que da sofisticação da "civilização". As primeiras exposições de artistas visuais que anunciam já uma tendência pré-Surrealista surgem ao longo dos anos 20 e são as de: Max Ernst [1921] com um prefácio de Breton no seu catálogo, André Masson [1924] e Joan Miró [1925] que são as antecessoras daquela que, em 1926, veio confirmar a arte surrealista. Esta foi uma década riquíssima em encontros de artistas, inaugurações, publicações e exposições e, Paris tornou-se o grande centro convergente e irradiador das novas ideias. A revista "Littérature", sua grande dinamizadora, foi substituída pelo periódico " La Révolution Surréaliste" o qual passou a ser o órgão de maior divulgação deste movimento. Ao grupo inicial, vêm juntar-se, aos poucos, outros artistas, como: Salvador Dalí, René Magritte [que fizera parte anteriormente do grupo surrealista belga], Yves Tanguy, Salvador Dalí, René Magritte [que fizera parte anteriormente do grupo surrealista belga]. . Em 1930, surge um novo periódico que vem substituir o "La Révolution Surréaliste"; é o "Le Surréalisme au Service de la Révolution". E, André Breton escreve o seu segundo "Manifesto do Surrealismo". Em 1933, uma nova publicação faz o seu aparecimento: é o "Minotaure". A década de 30 é marcada pela grande expansão do Surrealismo. Em 1936, surgiu na Grã-Bretanha, onde se realiza a primeira Exposição Internacional Surrealista. Breton, no seu segundo manifesto, proclamava as dificuldades experimentadas pelos seguidores do Surrealismo e insistia na sua compreensão como "um caminho para um mundo mental de possibilidades ilimitadas" ou "um certo ponto da mente onde a vida e a morte, o real e o imaginário, o passado e o futuro, o comunicável e o incomunicável, o alto e o baixo, deixarão de ser entendidos como contradições". O segundo manifesto de Breton é uma reiteração dos objetivos do primeiro mas menos insistente, devido ao fato de a maior parte dos artistas, seus seguidoresm estarem a atravessar momentos mais difíceis: a aproximação da Guerra Civil da Espanha e tempos conturbados, provocados pelo antagonismo das ideologias políticas que então grassavam pela Europa.


Principais Artistas
Salvador Dali - é, sem dúvida, o mais conhecido dos artistas surrealistas. Estudou em Barcelona e depois em Madri, na Academia de San Fernando. Nessa época teve oportunidade de conhecer Lorca e Buñuel. Suas primeiras obras são influenciadas pelo cubismo de Gris e pela pintura metafísica de Giorgio De Chirico. Finalmente aderiu ao surrealismo, junto com seu amigo Luis Buñuel, cineasta. Em 1924 o pintor foi expulso da Academia e começou a se interessar pela psicanálise de Freud, de grande importância ao longo de toda a sua obra. Sua primeira viagem a Paris em 1927 foi fundamental para sua carreira. Fez amizade com Picasso e Breton e se entusiasmou com a obra de Tanguy e o maneirista Arcimboldo. O filme O Cão Andaluz, que fez com Buñuel, data de 1929. Ele criou o conceito de "paranóia critica" para referir-se à atitude de quem recusa a lógica que rege a vida comum das pessoas .Segundo ele, é preciso "contribuir para o total descrédito da realidade". No final dos anos 30 foi várias vezes para a Itália a fim de estudar os grandes mestres. Instalou seu ateliê em Roma, embora continuasse viajando. Depois de conhecer em Londres Sigmund Freud, fez uma viagem para a América, onde publicou sua biografia A Vida Secreta de Salvador Dali (1942). Ao voltar, se estabeleceu definitivamente em Port Lligat com Gala, sua mulher, ex-mulher do poeta e amigo Paul Éluard. Desde 1970 até sua morte dedicou-se ao desenho e à construção de seu museu. Além da pintura ele desenvolveu esculturas e desenho de jóias e móveis.




Joan Miró - iniciou sua formação como pintor na escola de La Lonja, em Barcelona. Em 1912 entrou para a escola de arte de Francisco Gali, onde conheceu a obra dos impressionistas e fauvistas franceses. Nessa época, fez amizade com Picabia e pouco depois com Picasso e seus amigos cubistas, em cujo grupo militou durante algum tempo. Em 1920 Miró instalou-se em Paris (embora no verão voltasse para Montroig), onde se formara um grupo de amigos pintores, entre os quais estavam Masson, Leiris, Artaud e Lial. Dois anos depois adquiriu forma La masía, obra fundamental em seu desenvolvimento estilístico posterior e na qual Miró demonstrou uma grande precisão gráfica. A partir daí sua pintura mudou radicalmente. Breton falava dela como o máximo do surrealismo e se permitiu destacar o artista como um dos grandes gênios solitários do século XX e da história da arte. A famosa magia de Miró se manifesta nessas telas de traços nítidos e formas sinceras na aparência, mas difíceis de serem elucidadas, embora se apresentem de forma amistosa ao observador. Miró também se dedicou à cerâmica e à escultura, nas quais extravasou suas inquietações pictóricas.






André Breton nasce em Tinchebray, França, em 1896. Formado em Medicina presta auxílio durante a I Guerra Mundial a feridos em combate. Pioneiro no Dadaísmo, é o primeiro a introduzir esta corrente na poesia. Quebra relações com o movimento Dada em 1922 e escreve o "Manifesto do Surrealismo" [o primeiro de uma série de três], onde são definidos os seus princípios e a sua oposição ao Dadaísmo. Em 1928, escreve "Nadja", onde as suas idéias surrealistas são postas pela primeira vez em prática. Em 1927, torna-se membro do Partido Comunista Francês, que abandona em 1935, depois de várias querelas com Louis Aragon e Paul Eluard. Em 1940, troca a França pela a América do Sul, tornando-se um entusiasta pela cultura Asteca. Regressa de novo a Paris e organiza a exposição surrealista de 1947, só voltando a organizar outra em 1964. André Breton, teve fama de grande mulherengo. E proveito também. Falece em Paris, em 1966.

Manifesto Surrealista

Tamanha é a nossa crença na vida o no que a vida tem de mais precário, e se bem entendido, a vida que é afinal, essa crença que se perde. O homem, esse sonhador definitivo, cada dia mais desgostoso com o seu destino, a custo repara nos objetos de seu uso habitual e que lhe vieram por sua displicência, ou quase sempre por seu esforço, pois ele aceitou trabalhar, ou pelo menos, não lhe repugnou tomar essa decisão [o que ele chama decisão!]. Bem modesto é agora o seu quinhão. Sabe as mulheres que possuíu, as ridículas aventuras em que se meteu. A sua riqueza ou a sua pobreza para ele não valem nada, quanto a isso, continua recém-nascido e quanto à aprovação da sua consciência moral, admito que lhe é indiferente. Se conservar alguma lucidez, não poderá senão recordar-se da sua infância, que lhe parecerá repleta de encantos, por mais massacrada que tenha sido, com o desvelo dos ensinantes. Aí, a ausência de qualquer rigorismo conhecido dar-lhe-á a perspectiva de levar diversas vidas ao mesmo tempo. E ele agarra-se a essa ilusão. Só quer conhecer a facilidade momentânea e extrema, de todas as coisas. Todas as manhãs, crianças saem de casa sem inquietação. Está tudo perto, as piores condições materiais são excelentes. Os bosques são claros ou escuros, nunca se vai.

Mas é verdade que não se pode ir tão longe pois não é uma questão de distância, apenas. Acumulam-se as ameaças, desiste-se, abandona-se uma parte da posição a conquistar. Esta imaginação que não admitia limites, agora só lhe permite atuar segundo as leis de uma utilidade arbitrária. Ela é incapaz de assumir por muito tempo esse papel inferior e quando chega ao vigésimo ano, prefere em geral, abandonar o homem ao seu destino sem luz.
Procura ele mais tarde, daqui e dali, refazer-se por sentir que pouco a pouco lhe faltam razões para viver, incapaz como ficou de enfrentar uma situação excepcional, como seja o amor, pois ele muito dificilmente o conseguirá. É que doravante, pertence de corpo e alma, a uma necessidade prática imperativa, que não permite ser desconsiderada. Faltará amplidão aos seus gostos, envergadura às suas ideias. De tudo o que lhe acontece e que pode acontecer-lhe, só vai reter o que for ligação deste evento com uma porção de eventos parecidos, nos quais não toma parte. Os eventos perdidos. Que digo, ele fará a sua avaliação em relação a um desses acontecimentos, menos aflitivo que os outros e às suas consequências. Ele não descobrirá aí, sob pretexto algum, a sua salvação.

Imaginação querida, o que sobretudo amo em ti, é não perdoares.

Só o que me exalta ainda, é uma única palavra. Liberdade. Eu considero-a apropriada para manter, indefinidamente, o velho fanatismo humano. Atende, sem dúvida, à minha única aspiração legítima. Entre tantos infortúnios por nós herdados, deve-se admitir que a maior liberdade de espírito nos foi concedida. Devemos cuidar de não fazer mau uso dela. Reduzir a imaginação à servidão, fosse mesmo o caso de ganhar o que vulgarmente se chama a felicidade, é rejeitar o que haja, no fundo de si, de suprema justiça. Só a imaginação me dá contas do que pode ser e é o bastante para suspender por um instante a interdição terrível. É o bastante também para que eu me entregue a ela, sem receio de me enganar [como se fosse possível enganar-me mais ainda]. Onde começa ela a ficar nociva e onde se detém a confiança do espírito? Para o espírito, a possibilidade de errar, não é antes, a contingência do bem?
Fica a loucura. "A loucura que é encarcerada", como já se disse e bem. Essa ou a outra. Todos sabem, com efeito, que os loucos não devem a sua internação senão a um reduzido número de atos legalmente repreensíveis e que se não houvessem estes atos, a sua liberdade [ou o que se vê da sua liberdade] não poderia ser ameaçada. Que eles sejam, numa certa medida, vítimas da sua imaginação, concordo com isso, no sentido de que ela os impele à inobservância de certas regras, fora das quais o gênero se sente visado, o que cada um é pago para saber. Mas a profunda indiferença de que dão provas em relação às críticas que lhe fazemos, até mesmo quanto aos castigos que lhes são impostos, permite supor que eles colhem grande reconforto na sua imaginação e apreciam o seu delírio o bastante, para suportar que só para eles seja válido. E, de fato, alucinações, ilusões, etc. são uma fonte de gozo nada desprezível. A mais bem ordenada sensualidade encontra aí a sua parte e eu sei que passaria muitas noites a amansar com essa mão bonita nas últimas páginas do livro. "A Inteligência de Taine", dedica-se a singulares malefícios. As confidências dos loucos, passaria a minha vida a provocá-las. São pessoas de escrupulosa honestidade, cuja inocência só tem a minha como igual. Foi preciso Colombo partir com loucos para descobrir a América. E vejam, como essa loucura cresceu e durou.

Não será o medo da loucura, que nos vai obrigar a colocar a meia-haste, a bandeira da imaginação.

Para seu conhecimento
"O sonho não pode ser também aplicado à solução das questões fundamentais da vida?" (fragmento do Manifesto do Surrealismo de André Breton, francês que lançou o movimento).
No mesmo manifesto, Breton define Surrealismo: "Automatismo psíquico pelo qual alguém se propõe a exprimir, seja verbalmente, seja por escrito, seja de qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento".

Conclusão
O Surrealismo foi uma corrente onde se integrou um grande número de artistas, fascinados pelas suas enormes possibilidades e pelo seu maravilhoso potencial. Muitos desses artistas vieram de outros movimentos já existentes [Dadaísmo, Cubismo] fazendo nele uma passagem mais ou menos duradoura e ainda de outros, que embora não se tendo associado ao grupo surrealista, como Frida Kahlo, revelaram nítidas influências do mesmo. O seu centro foi indubitavelmente Paris mas aos poucos foi-se expandindo, sobretudo nos anos 30 e 40 para a Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos e outros países. A maior expansão para os Estados Unidos verificou-se a partir de 1940, altura em que a França foi ocupada pelos alemães. No entanto, já em 1932 se realizara naquele país uma exposição surrealista que deu a conhecer e projetou os seus autores, nos meios artísticos norte-americanos. Dalí, que para lá se deslocou em 1934, foi considerado como o embaixador do Surrealismo, obtendo um enorme sucesso, sobretudo com o seu quadro "A Persistência da Memória". Muitos foram os artistas que se deslocaram para os Estados Unidos. Entre eles podem-se apontar: Breton, Tanguy, Masson, Matta, etc. Também Max Ernst para lá emigra, depois de um período bastante conturbado da sua vida [detenções e fugas constantes] graças à influência e protecção da sua amiga e mecenas Peggy Guggenheim. O Surrealismo não foi apenas um estilo [há até quem o não considere como tal], foi um estado de espírito e uma maneira de viver. Influenciou sucessivas gerações de artistas, dando origem a outras correntes [como o Situacionismo e o Fluxus] e ainda nos nossos dias a sua influência continua a fazer-se sentir por se tratar de uma arte que tem como tema as funções da mente e a subjetividade. Ultrapassou os limites que habitualmente eram definidos para uma corrente artística. Depois dele, a qualquer obra de arte [seja qual for o seu género], desde que desarticulada, onírica, alucinada ou incoerente é classificada de "surreal". Para além da literatura, da pintura e da escultura, este movimento aparece ligado a outros géneros de arte, como o teatro e o cinema. Aliás, como já foi referido anteriormente, o teatro e o ballet estão na base do seu nascimento pois foi após ter assistido à representação de dois destes espetáculos que Apollinaire utilizou, pela primeira vez, o nome pelo qual ficou conhecido. Além disso, o Surrealismo sempre transmitiu um sentido de teatralidade, ao transformar as exposições de alguns dos seus elementos em autênticos espetáculos teatrais. O mesmo se poderá dizer no que respeita aos próprios artistas. Dalí é bem o exemplo disso, não só na maneira como se apresentava, como nas atitudes que frequentemente exibia. Um exemplo bastante elucidativo das suas excentricidades é a fotografia tirada na Exposição Internacional Surrealista de Londres, em 1936, em que posa junto de alguns dos seus amigos, equipado com um fato de mergulho. Apesar de parecer contraditório, o Surrealismo tinha pouco interesse pelo teatro como forma de arte, em si próprio. Talvez por isso mesmo, em determinadas ocasiões, tenha chegado a ser satirizado, nomeadamente por Jean Cocteau, na sua peça "Orphée". Contudo, estas ironias não pareceram afetar muito os surrealistas que as consideraram como que uma forma de expressão surrealista. Também o cinema, devido às possibilidades que oferece, utilizou os ideais surrealistas, sobretudo no que concerne à exploração dos sonhos. Em "Un Chien Andalou", exibido em 1928, Buñuel, recentemente integrado no Surrealismo, escreveu o argumento do filme em colaboração com Dalí, em que, aliás, entram os dois como atores. Este filme é quase um "manifesto" do cinema surrealista, pois que o enredo é incoerente e onírico e a sua técnica alucinatória. Depois deste, outros filmes surrealistasA surgem, como "L'Âge d'Or", em 1930, também com a participação do realizador espanhol, de Dalí e ainda de Max Ernst num dos seus raros papéis como ator de cinema. Há ainda a acrescentar que alguns dos quadros de Ernst, aparecem no décor deste filme. Até no mundo da moda a sua influência está presente. Este fato não nos pode espantar pois que alguns surrealistas trabalharam em publicidade, entre os quais se destaca novamente Dalí, pois que ele próprio ditou "um certo estilo", na sua época, construindo uma imagem extravagante e mundana que o converteu depois numa personagem popular e reconhecida em qualquer lado. O mesmo aconteceu com Magritte, cujas as imagens pictóricas foram sobejamente copiadas pelos publicitários.

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notas sobre a produção de teorias urbanas quaisquer

sobre fazer teoria .Como se conhece .O que é especular ou hipóteses .Como racionalizar .Sobre teoria e prática ou a importância da consideração do fenômeno teórico como histórico presentificável .Quem formula uma teoria sobre o Urbano .Potências [in]disciplinares .Virtualidade e Transdução .Dialética e Gradações: necessidades da realidade .vida cotidiana .Urbanismo .Sobre valores .Festa .[bio]Potência [...]quaisquer?

sobre [panf]letagens [2sem2009]

usar a palavra-chave dada a partir dos seguintes textos como ponto de partida para produção de um construto
01. Kitchen Stories [direção: Bent Hammer] + ABALOS, I. O que é Paisagem = paisagens íntimas
02. KOOLHAAS, R. Cidade Genérica + KOOLHAAS, Rem. Vida na Metrópole ou a Cultura da Congestão = fantasias genéricas / congestão genérica
03. TSCHUMI, B. O Prazer da Arquitetura IN: NESBIT, K. Uma Nova Agenda para a Arquitetura = funcional / inutilidade
04. VIDLER, A. Teoria do Estranhamento Familiar IN: NESBIT, K. Uma Nova Agenda para a Arquitetura = roberto / dessimbolização
05. MAAS, W. FARMAX = leveza
06. NEGRI, A, HARDT, M. Multidão = maria de fátima
07. FLUSSER, V. Design: Obstáculo para a remoção de Obstáculos IN: _______. O Mundo Codificado = reciclagem / sofá
08. GANZ, Louise. Lotes Vagos na Cidade: Proposições para Uso Livre IN: ____ SILVA, B. Lotes Vagos = beleza
09. CRIMP, Douglas. Isto não é um Museu IN: _________. Sobre as Ruínas do Museu = coleção de museu / admiração imparcial
10. WEIZMAN, Eyal. Desruição Inteligente IN: v.v.a.a. 27a Bienal de Arte de São Paulo. Como Viver Junto = infestação / desparedamento
11. Koolhaas Houselife = funcionalidade
12. CORTEZAO, Simone. Paisagens Engarrafadas = paisagismo marcado
13. BRANDAO, Luis Alberto. Mapa Volátil. Imaginário Espacial: Paul Auster IN: _______. Grafias de Identidade. Literatura Contemporânea e Imaginário Nacional = andarilho
14. CANUTO, Frederico. Notas Sobre Ecologias Espaciais = ecossistemas
15. SANTANA, P. A Mercadoria Verde: A natureza = fotografias verdes
16. Central da Periferia = calypso amazônico / brega
17. BECKER, B. Amazônia: mudanças Estruturais e Urbanização IN: GONCALVES, M.F. et al. Regiões e Cidades. Cidades nas Regiões = fotografias verdes
19. Edifício Master. Direção: Eduardo Coutinho + CANUTO, Frederico. Apto[s], 01qrt, 1sl, 1coz, s/vg. =
20. WISNIK, Guilherme. Estado Crítico =

[d] - 1sem2009 = [doc]01 - 1osem2007 = [doc]

Documentário: Documentar os conteúdos ministrados durante a aula do dia, sendo obrigatório entregar no dia posterior, um arquivo digital contendo:
-fotografias/imagens do que foi escrito nas carteiras ou no quadro negro, bem como as discussões em sala de aula;
-outras imagens podem ser colocadas, porém devem ser relacionadas ao conteúdo da aula;
-um texto como o resumo da aula, podendo ou não conter colocações do aluno-autor;
-biografia dos autores citados em sala de aula [pesquisar no curriculo lattes, wikipedia e outros sites]. Na biografia dos autores citados deve, necessariamente, conter os trabalhos mais relevantes, bem como vínculo a escolas de pensamento;
-indicações de sites relacionados aos assuntos trabalhados em sala [mínimo de 05 links];
-notícias relacionadas ao assunto discutido em sala [mínimo de 05 notícias];

[a]02 - 1osem2007

Apresentações Grupo A: Apresentação para a sala de aula dos seguintes temas:[SURREALISMO]+[DADAISMO]+[FLUXUS], segundo os seguintes critérios mínimos: -exposição do pensamento do grupo e diversas correntes internas, através de seus conceitos; -exposição das diversas modalidades: pintura, escultura, arquitetura...; -período e países onde atou; -principais nomes e respectivos trabalhos; -articulação obra-conceitos-ambiente urbano. Grupo B: Apresentação para a sala dos seguintes temas: [KOOLHAAS01 – Delirous New York+SMLXL]+ [KOOLHAAS02 – Mutations+Project on the City 01+02]+ [KOOLHAAS03 – Content +Reconsidering OMA], segundo os seguintes critérios mínimos: -conceitos; -eviolução de pensamento; -textos e questões trabalhadas; -cronologia dos trabalhos; -articulação obra-conceitos-ambiente urbano.

[ps]03 - 1osem2007 = [ps]

Paisagens Superabundantes: Texto a ser entregue contendo imagens e textos, a partir dos conceitos operativos definidos diariamente na disciplina Teoria Urbana.