Estas unidades habitacionais seriam auto-suficientes trocando bens entre si, dispondo de terras para o cultivo agricola e outras atividades econômicas. Cada pessoa seria livre para escolher seu trabalho, e o poderia mudar quando assim desejasse. Uma rede extensa desses falanstérios seria a base da transformação social que por meio da experimentação daria origem a um novo mundo, encontrando na América condições favoráveis para sua implantação.
Fourier acreditava que viver com as mesmas pessoas a vida inteira e o tempo todo, mantendo relações amorosas e sexuais com a mesma pessoa por toda a vida condenava os envolvidos à monotonia e ao tédio, assim como ao conformismo, impedindo um maior desenvolvimento da personalidade se comparado às possibilidades existentes nas relações mais múltiplas de duração diversa, pois as pessoas aspiram à realização de seus desejos, no entanto se reprimem e recorrem à moral para se auto-justificarem e reprimirem os que quiserem perseguir seus desejos, ou como diria Fourier suas paixões. Neste contexto, é precavido imaginar o espaço em que se caracterizavam os fanlastérios, imagino um corredor, com infindas portas, destas algumas entreabertas, configurando o espaço dito como livre e independente, de experimentações e relações sociais distintas.
Por fim, o destino das coisas sem uma organização racional e ocidentalmente pensada, o fracasso destes fanlastérios, dado pelas dificuldades intrínsecas e por seu rápido crescimento, atraindo em pouco tempo uma quantidade enorme de pessoas pouco preparada e menos comprometida.
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