Desta forma não só a vida das pessoas, mas a situação da cidade industrial estava em total descontrole, com uma densidade populacional assustadora, habitações e condições precárias, poluição, tudo isso causava repulsa e desprezo por parte das pessoas com o meio em que viviam. Diante deste caos, surgiram propostas de reformas urbanas, como é o caso dos utopistas discutidos em sala, mais especificamente Charles Fourier.
Charles Fourier foi um grande crítico deste novo ambiente urbano e suas idéias contrapõem aquelas que estavam sendo absorvidas pela sociedade. Ele defendia que as ações não derivassem de um proveito econômico, mas de paixões, que poderiam ser alcançadas através de uma vivência coletiva e harmônica.
Fourier coloca a paixão radical descontrolada como algo natural e fundamental na vida do homem, que deve ser aflorada e vivenciada no cotidiano.
O Falanstério foi um projeto de Fourier para o “caos urbano” vivido neste período.
Esta nova proposta sugeria construções coletivas, estilo alojamentos, com quartos não familiares, onde todos pudessem se relacionar e ter uma vida em comum sem “barreiras individuais”. Um lugar propício para satisfazer os desejos sexuais e vivenciar as paixões.
Este novo conceito reflete o pensamento socialista de Fourier que defendia a liberdade social e direitos iguais, negando tudo que tende ao individualismo.
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