Can Dialectics Break Bricks?

sábado, 19 de maio de 2007

[d05] - Karl Marx [paris-londres-berlim] + [1818-1883]

documentarista: giselle
conceito: ismo
texto: teoria da alienação em marx [p.32-39]
autor: istvan meszáros
texto: arte, inimiga do povo
autor: roger taylor

Faz-se necessário compreender, num primeiro instante, sob a perspectiva de Stallybrass em sua obra o Casaco de Marx a significação e o sentido das artes a partir do habito burguês do século XVIII. Como “escultura grega”, seus aspectos estéticos teóricos carregados de sentido apenas se vinculados à historicidade da própria obra. Nesse momento, mudança de foco: não se trata de entender política ou economia sob perspectivas de Stallybras, mas o que nos interessa são questões de sensibilidade, ainda que se fale de números, na obra de Marx. Partindo do ponto de que a sensibilidade se define pela forma que cada indivíduo percebe ou sente o mundo, passamos assim a tornar um problema de relações entre o mundo e as coisa, um problema estético.
É o que a teoria de Marx , vinculada ao conceito de beleza nos coloca. O que realmente importa são questões de sensibilidade, sobretudo relacionados aos objetos.
Entender Marx não se trata de entender apenas de uma economia desumanizada, o plano de fundo para seus escritos é a própria vida. Partindo do ponto que sensibilidade é a forma com que cada pessoa tem de sentir o mundo, ela passa a ser um problema estético. Alienação e capital, dentre outros conceitos, são postos como problema de sensibilidade e não como econômico e político.
As pessoas só são uma realidade objetiva no mundo porque são capazes de senti-lo de forma diferenciada: pensar em termos objetivos significa pensar em termos que descartam qualquer objetividade. Segundo Marx o número homogeneíza de forma falsa, pois o olhar de cada um é dispare. A única maneira do homem se objetivar na natureza e aparecer como ser humano (em contínuo processo de construção de um humano) é humanizando os sentidos. Considerando que todos os sentidos humanos têm que ser criados, isso significa que só podemos pensar na nossa existência no mundo se ela for construída, o que é muito diferente da existência animal que é instintiva. Deve-se ter um olhar mais atento sobre as coisas, [a exemplo do pedaço de carne que deve ser pensado sensivelmente, analisando-se toda uma cadeia de fatos consecutivos: uma vaca precisou ser morta para que aquele pedaço de carne estivesse ali e ainda a sua alusao história já vivida].
Eis a similitude do casaco de Marx, meio pelo qual se é remetido à história, é memória e ao mesmo tempo material que perde corpo, fim de si mesmo. Para Marx um pedaço de carne tem significações diferentes para animal e homem porque o olho humano¹ é diferente, ele é uma produção criativa de sentidos. Cada vez que você olha a arquitetura e consegue produzir uma nova história sobre ela, se esta produzindo um novo sentido para a sua vida.
Em Peter Stallybrass percebemos que é necessário humanizar os sentidos tanto quanto criar um.
E se é necessário criar um, podemos concluir que ele não existe por que é peculiar do humano. A criação do sentido humano começa na infância e termina com a morte ainda que aos 90 anos de idade sejamos capazes de descobrir novas coisas.
Uma discussão é aberta sobre o sentido de ser humano e fica esclarecido que o sentido a que o autor se refere é o de significado. Ao se falar de humano, digo de sentido, é preciso se repensar significados, criar novas formas de perceber o ser. A visão primeva se torna achatada por uma economia onde todos os humanos são considerados números.
O processo de significação do que significa ser humano precisa ser reavaliado. Hoje o capitalismo esta customizado, o que permite uma superação de si mesmo, dentro de seus próprios modos.
Em sua obra A Arte inimiga do povo, Roger Taylor colocará as concepções de Marx como um estilo. Para este não existe uma realidade a qual se deve chegar. Quando escreve sobre revolução, capitalismo e comunismo, parece colocar o ultimo como inexistente, dando a entender que se tem um ponto aonde chegar, uma nova ditadura, uma substituição de modelos (capitalismo por comunismo). A obra nos diz que enquanto a arte é produzida por uma classe que se acha superior à outra, ela continuará sendo uma classe que é sempre exterior á realidade, ou seja, um processo alienante. Neste caso, se definirá como processo de construção de um sentido humano, mas sempre uma doação do sentido pré - existente.
Exemplo: o jazz, a principio uma manifestação cultural de não artistas. Que ao se torna um problema quando se torna um estilo musical por que institucionaliza o campo da arte.
Marx não escreve para uma classe em especial e sim para todos, mas o problema é que seus escritos se tornam o estilo de uma classe muito especifica.
No seminário I [próximo exercício da disciplina], com o texto de Michel Lowy perceberemos que tudo o que Marx fala sobre alienação, sensibilidade [principalmente com seus 'escritos econômico-filosóficos' e o 'manifesto comunista'] de alguma forma se transforma em um novo espaço na cidade, que são as comunas de 48 e 71. Walter Benjamin fala que a historia existente é uma historia dos vencedores, não existe a dos vencidos, então ele mapeia a historia dos vencidos através de recortes de jornais e dos romances. Assim ele procura saber como as pessoas estavam construindo um novo sentido de cidade quando estes conflitos acontecem, ou seja, o que acontece quando duas classes se enfrentam.
O casaco é um sentido humano que esta sendo criado pelo próprio homem e que se torna cada vez mais humano e refinado, pois ele esta sendo usado como poder de mercadoria, seja para pagar o aluguel ou para dar de comer aos filhos.
Este processo de refinamento e humanização dos sentidos é social e não individual, ou seja, atinge formações coletivas e não pode ser mapeadas por uma pessoa só. A história dos vencidos acontece debaixo das formas vencedoras e quando acontecem desaparecem facilmente, pois são momentâneas. Elas só conseguem ser mapeadas no romance (lugar na literatura que quem escreve pode ser tão pessoal a ponto de ser impessoal) e no jornal (onde a pessoa pode mapear um milhão de noticias sobre o que acontece no mundo, sem cair no simbologismo). Estes processos de transformação que Marx chama de processo de humanização e significação humana são processos socias e coletivos.
“A carência ou a fruição perderam assim a sua natureza egoísta e a sua natureza de mera utilidade na medida em que a utilidade se tornou utilidade humana.”. Partindo do ponto que uma coisa útil é aquilo que serve para outra coisa e se considerarmos que comer chocolate é útil percebemos que esta utilidade humana é muito mais uma utilidade prática. Esta fruição (experimentação) só tem uma utilidade humana se for para fazer com que a gente crie. O casaco tem marcas, que a pessoa que olha não vê sentido, porém se pensarmos que este casaco faz parte de uma fruição humana conseguimos enxergar que os rasgos são as historias do casaco e que são eles que dizem respeito à construção de um casaco ao longo vida de alguém. É o rasgo que diz o preço e porque ele é velho; determina se ele conseguiu sobreviver ao longo do tempo.
Os sentidos e o raciocínio são duas partes diferentes do corpo humano. Para entender se um quadro é bonito, por exemplo, temos que possuir um cálculo cultural no qual você precisa estar sensibilizado para entender o que ele te possibilita em termos de fruição, o que é a mesma historia do casaco, que você só pode entender que as características que ele tem (surrado, todo marcado pelo tempo de uso) lhe permite um valor muito maior do que um novo se você possuir no primeiro momento sentido de beleza que diz que o rastro é que mostra se é belo ou não. Beleza esta, que só pode ser captada se você investir totalmente (corpo) nela. Desta maneira podemos pensar que sentido humano é um processo onde os sentidos usuais estão inseridos junto com minha capacidade de raciocínio e a carga histórica que carregamos.

BIOGRAFIA
· Peter Stallybrass
Peter Stallybrass é professor do inglês, um membro do programa na literatura comparativa e da teoria literária na universidade de Pensilvânia, e supervisor do instituto inglês. O professor Stallybrass é autor das tecnologias de Produção literária e Cultural (1996), co-autor (com branco de Allon) da política e Poetics de Transgression (1986, 1990), co-editor (com David Kastan) de encenar o renascimento: Estudos em Elizabethan e em Jacobean Drama (1991), e co-editor (com Margreta de Grazia e Maureen Quilligan) do assunto e objeto no renascimento Cultura (1996). Atualmente, é co-editor da série Cultural nova dos estudos da universidade da imprensa de Pensilvânia, e está trabalhando em um artigo prolongado no revestimento de Marx e pawnbroking. · Michel Lowy Nascido em São Paulo no ano de 1938, tem 61 anos, formou-se em Ciências Sociais na USP. Participou da fundação da organização Política Operária (Polop) e fez doutorado na Sorbonne, defendendo tese sobre o jovem Marx. É cientista social brasileiro radicado há quatro décadas na França. É especialista em Karl Marx, Rosa Luxemburgo e Georg Lukács. É autor de "Marxismo na América Latina". É autor de livros e artigos traduzidos em 22 idiomas. Atualmente, leciona na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, da Universidade de Paris

Noticias
· http://www.pontodevista.jor.br/ pergunta/michel.htm
· http://www.historianet.com.br/conteudo /default.aspx?codigo=218
Sites relacionados ao assunto
· http://administracao.faccat.br/mod/resource/ view.php?id=89
· http://www.fau.ufrj.br/prolugar /arq_pdf/Diversos/OS%20SENTIDOS%20HUMANOS-safe.pdf

[d04] - Karl Marx [paris-londres-berlim] + [1818-1883]

documentarista: karen t.
conceito: loja de penhora
texto: o casaco de marx
autor: peter stallybrass

Antes mesmo de se interpor definições de políticas de classe, a roupa em Marx era um agente condiocional.

Se sua roupa está avaliada acima de vinte libras, isto significa que não se é mais poibre, disse Charlas Dickens a respeito do valor de troca que as vestimentas adquiriam.
Elas definiam para os operários, burgueses e, sobretudo para Marx, nas suas constantes idas a casa de penhora, um meio de sobrevivência, um determinante econômico ou ainda o quanto de trabalho poderia se produzir se elas não estivessem penhoradas.
As pessoas não querem objetos, querem mercadorias afirma stallybrass, a respeito dos valores dos objetos e das socializações produzidas pelas idas a loja de penhora.
Não é preciso ser operário para se frequentar esses espaços. Nesse instante o que interessa são os valores de troca, porque as mercadorias dizem o quanto poderei obter de lucro com a penhora. MAs em outro momento, elas poderão abranger valores de uso, quando na escolha de seu colar, opta-se por um que poderá se transformar em dinheiro, mas será, sobretudo, usado. Por isso, pode-se dizer que não se pode resumir valor de uso e valor de troca a quando se usa e quanto vale.
Quando se há marcas de giz, que definem a altura que seu filho progressivamente vai ganhando ao longo dos anos, o valor memorial ganha atualidade. Tal parede, a ser vendida por um valor, é usado numa relação de troca. Prefere-se pintura brana nas paredes, a fim de não se tocar, sentir, experimentar [experiência de uma descorporificação do espaço].
Marx a respeito da alienação provocada pela substituição dos valores de uso para troca, o que não ocorrerá de forma definida e permenente pois está em jogo são relações, chega a dizer que os brinquedos perdem sua magia,quando oscilam entre o espaço de sua casa e da loja de penhora. Diz por causa da perda frequente da relação de seus filhos com esses objetos.
Usando o objeto de arte como paralelo, uma experi~encia de memória condensada noobjeto se perde com tal valor de troca. Uma aura se perde. Tem-se descoisificado nessa transição de valores.
Esse processo de alienação [distanciamento do indivíduo do objeto que ele mesmo produz] é facilmente percebido nas relação entre operários e os produtos produzidos pelos mesmos: estão sempre vendo em catálogos de carro ou produtos, identidades distanciadas.

[d04] - Karl Marx [paris-londres-berlim] + [1818-1883]

documentarista: rodolfo
conceito: loja de penhora
texto: o casaco de marx
autor: Peter Stallybrass

As roupas usadas (o Fustão) determinavam a Classe de cada um.
Os pobres escolhiam seus objetos através do valor de penhora.
Após penhorar os utensílios domésticos e os brinquedos de seus filhos, Marx freqüentava tanto a loja de penhores que já tratava o dono da loja como um parente.
“As memórias estavam, assim, inscritas, para os pobres, em objetos que eram assombrados pela perda. Pois os objetos estavam num estado constante de estarem prestes a
desaparecer.”( o casaco de Marx, pagina 89)
O casaco de Marx, que para ele possuía um valor sentimental, para o dono da loja de penhores, valia pouco mais q algumas folhas, onde Marx faria seus trabalhos jornalísticos para ter dinheiro e sustenta sua família por algum tempo e em seguida recuperar seu casaco e seu “direito de sair”. Ou seja a roupa como valor de troca definia a classe econômica do individuo.
Descoisificação dos objetos na transição de valores (USO-TROCA).
A alienação distancia cada vez mais o objeto de quem o produz, não se toca mais no objeto que se produz.

MAIS-VALIA

Marx repensa o problema nos seguintes termos: cada capitalista divide
seu capital em duas partes, uma para adquirir insumos (máquinas,
matérias-primas) e outra para comprar força de trabalho; a primeira,
chamada capital constante, somente transfere o seu valor ao produto
final; a segunda, chamada capital variável, ao utilizar o trabalho dos
assalariados, adiciona um valor novo ao produto final. É este valor
adicionado, que é maior que o capital variável (daí o nome "variável":
ele se expande no processo de produção), que é repartido entre capitalista e trabalhador. O capitalista entrega ao trabalhador uma
parte do valor que este último produziu, sob forma de salário, e se
apropria do restante sob a forma de mais-valia


Links:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marxismo . Acesso em:13/03/2007
http://www.economiabr.net/economia/1_hpe6.html. Acesso em:12/03/2007
http://www.culturabrasil.org/marx.htm. Acesso em:12/03/2007
http://www.awtw.org/portuguese/mri/llmlm_por.htm. Acesso em:12/03/2007
http://www.unicap.br/neal/artigos/Texto8AndreRegis. Acesso em:13/03/2007

Links Notícias:
DUARTE, Cláudio. O ato falho da maquinaria social capitalista
http://militante-imaginario.blogspot.com/2006/02/grtis-o-ato-falho-da-maquinaria-social.html. Acesso em:14/03/2007
TELLES, Jorge. Um poeta nos passos da História
http://www.alagamares.net/artigo255.html . Acesso em:13/03/2007
ARRUDA, Maria Lucia. Trabalho e alienação
http://okanorun.sites.uol.com.br/trabalie.htm. Acesso em:13/03/2007
BUKHARINE, Nikolai. Crescimento e Decadência do Capitalismo
http://mundomoribundo.blogspot.com/ . Acesso em:14/03/2007
SILVEIRA, Fabrício. O Parque dos Objetos Mortos. Disponível em:
http://www.cisc.org.br/ghrebh/ghrebh2/artigos/02fabriciosilveira032003.html. Acesso em:13/03/2007

quarta-feira, 21 de março de 2007

[d03] - Karl Marx [paris-londres-berlim] + [1818-1883]

documentarista: Marcus Vinícius
conceito: fetiuches [prefiro fantasmas]

texto: O casaco de marx
autor: Peter Stallybrass


Where Marx was born, in Trier May 5 1818

Marx: October 1843 to January 1845, 30 rue Vanneau, Paris

Marx: May 1845 to May 1846, 5-7 Rue d'Alliance, Brussels

Marx: December 1850 to September 1856, 28 Dean Street, Soho, London

Marx: March 1875 till his death in 1883. 41 Maitland Park Road, London

O casaco de Marx Enquanto em sua jornada pelo conhecimento, Karl Marx recorrentemente se via às voltas com complicações econômicas. Como forma de driblá-las, penhorava seu casaco. Mas nessa época, para se freqüentar uma biblioteca era exigido que se trajasse um casaco. Então, houve momentos em que Marx teve que abdicar de seu direito de ir á biblioteca por longos períodos, pois seu casaco encontrava-se sob as mãos do penhor. Inclusive isso aconteceu justamente durante o duro inverno londrino em que estudava na biblioteca do Museu Britânico para a redação de sua obra máxima, "O Capital". O mais engraçado é que é na obra "O Capital" que Marx opera uma inversão ousada de conceitos, e rediscute a questão da mercadoria e do fetiche.

Forma Mercadoria = objeto qualquer que é convertido em mercadoria;
A economia depende da mercadoria;
O valor de uso é diminuído pelo valor de troca. Aí é que entra a contradição do capitalismo. A sociedade que mais se alimenta deste valor de uso é a sociedade que mais se abstrai;
O casaco para Marx é sempre essa abstração (o seu valor de troca);
Ou se tem uma mercadoria, ou se tem uma "coisa" (“... A mochila que a minha vó me deixou em seu leito de morte...");

· Como este valor abstrato pode se transformar no seu valor de uso;
· A forma mercadoria não tem a ver com a sua forma física. O que importa é a sua conversibilidade em cifras;
· Como coisa, o fetiche acaba por tomar conta da vida do portador.

E a casa do sítio? Onde fica?
· O consumidor pode ser um grande incorporador e ainda sim não ser um alienado que compra mercadorias pelo seu valor abstrato e sim pelo seu valor sensível. Pela coisa. Como no caso do colecionador que conhece as cicatrizes de suas mercadorias.
· A roupa como mecanismo de poder. Essa roupa é uma tentativa de colocar no presente parte do passado que é uma farsa.
· O estado começa a se desmantelar à lógica do lucro. Vias começam a ser alargadas, construções de belas casas no Centro e especulação imobiliária.

Stallybrass demonstra a importância do casaco de Karl Marx, em suas idas e vindas à loja de penhores, num momento crucial de sua vida de intelectual que mudaria a história da humanidade. Justamente durante o duro inverno londrino em que estudava na biblioteca do Museu Britânico para a redação de sua obra máxima, O capital. Operando uma inversão ousada de conceitos, o autor rediscute a questão da mercadoria e do fetiche, termos centrais na filosofia marxista, a partir de relação sofrida do filósofo e economista com seu casaco, reflexos de suas crises financeiras. Stallybrass faz uma surpreendente reflexão sobre o valor de uso e o valor afetivo, demonstrando que os objetos que amamos e que transformamos em extensão de nossa sensibilidade assumem valores que muitas vezes transcendem a mera relação de mercado.


"O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da produção veloz, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz em grande escala, tem provocado a escassez. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade; mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura! Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido."
(Charles Chaplin, em discurso proferido no final do filme O grande ditador.)


Links
http://www.marxists.org/portugues/marx/1867/ocapital-v1/index.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx
http://www.comunismo.com.br
http://www.culturabrasil.org/marx.htm
http://www.geocities.com/Vienna/2809/Marx.html (tem Imagine, de John Lennon como fundo musical – uma graça!)

Biografias
Friedrich Engels (1820-1895), filho de um rico industrial de Barmen (Alemanha), é o principal colaborador de Karl Marx na elaboração das teorias do materialismo histórico. Na juventude, fica impressionado com a miséria em que vivem os trabalhadores das fábricas de sua família. Quando estudante, adere a idéias de esquerda, o que o leva a aproximar-se de Marx. Assume por alguns anos a direção de uma das fábricas do pai em Manchester e suas observações nesse período formam a base de uma de suas obras principais, A situação das classes trabalhadoras na Inglaterra, publicada em 1845. Muitos de seus trabalhos posteriores são produzidos em colaboração com Marx, o mais famoso deles sendo o
Manifesto Comunista (1848). Escreve sozinho, porém, algumas das obras mais importantes para o desenvolvimento do Marxismo, como Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia alemã , A evolução do socialismo, de utopia a ciência e A origem da família, da propriedade privada e do Estado .

quinta-feira, 1 de março de 2007

[d02] - Karl Marx [paris-londres-berlim] + [1818-1883]

documentarista: Eunério Júnior
conceito: $$$ [cifras]
texto: o espaço infiel: quando o giro da economia capitalista impõe-se a cidade
autora: Alícia Duarte Penna [Possui graduação em curso de Arquitetura pela Universidade Federal de Minas Gerais(1986) e Mestrado em Geografia (palavra-chave:espaço urbano,dinâmica urbana,produção do espaço urbano) pela Universidade Federal de Minas Gerais(1997).Atualmente é professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC). Setores de atividade: Desenvolvimento Urbano, Planejamento e Gestão das cidades,inclusive política e planejamento habitacional].

Paris (1830-1878)
-Passagem do modo de Produção Feudal para o modo de produção industrial
-Paris que não existe mais.
-A indústria não é só um fato tecnológico mas sinônimo de crescimento.
-A cidade passa a ser o lugar da oportunidade.
-Domínio da indústria sobre a organização do espaço na cidade.
-O Estado passa a ser o maior proprietário de terra.
-Muita gente, não cabe nas casas, aglomeram na rua.
-Acontece o adensamento de população.
-Para abrir vias era necessário destruir casas, quem tinha condições ficava na cidade,quem não tinha condição ia para o subúrbio.
- A arquitetura só tem valor quando é usada.
-A cidade começa a ser vista como valor de uso.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

[d01] - sobre teoria urbana

documentarista: karen queiroga
texto: notas sobre a produção de teorias urbanas quaisquer
autor: frederico canuto

O conceito de Teoria é igual a prática. Teoria/produto. A teoria explica e produz a prática, ao mesmo tempo que a prática explica e produz a Teoria.
Fatos também podem levar á espaços. Como exemplo temos o espaço de um aeroporto, onde esse diferencia da casa pelo simples fato de seu um “não lugar”. Esse lugar é entendido como aquilo, porque alguém o descreveu e formulou uma teoria em algum momento da história. O mesmo acontece com o itinerante de um ônibus, onde seu destino é definido de acordo com as necessidades de um bairro, uma cidade..
Para que haja uma Teoria, depende-se da interdependência e transversalidade entre prática e escrita.

No entanto podemos afirmar que toda teoria é provisória, ou seja, não durável e está sempre sujeita a modificação e discussões, dependendo sempre do conhecimento de alguém.
A Teoria não é história e nem crítica
A teoria é diferente de História que é diferente de crítica.
Teoria é igual a prática/ História é igual a prática anteriores/ Crítica = Hoje
História=Teoria/ crítica


Século XX até hoje
A experiência do mundo hoje é diferente da experiência da idade média.O mundo não gira em torno do homem, Deus não existe. Ainda depois da descoberta da psicanálise o homem não consegue controlar seus impulsos.
Benjamim- (Livros e textos) fragmentos de livros, notícias e romances.
Procurar informações em romances e jornais porque são informais, vividas por alguma pessoa, diz respeiro a quem escreve. Jornalísticas são subjetivas mas não deixam de ser verdadeiras.
A internet.

Como formular uma teoria urbana. Parte do pressuposto de quem conhece de como especula, e, racionaliza no presente.
Urbano é igual a fenômeno.


Links
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4781194H2
http://www.unb.br/ics/sol/urbanidades/arielfoina.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Henri_Lefebvre
http://www.anppas.org.br/encontro_anual/encontro2/GT/GT08/klaus_josiane.pdf
http://www.unb.br/ics/sol/urbanidades/arielfoina.htm
http://servicos.capes.gov.br/arquivos/avaliacao/estudos/dados/2002/32001010/029/2002_029_32001010049P0_Teses.pdf

Biografias
Roberto Luís de Melo Monte-Mór
possui graduação em Arquitetura (1970) e Urbanismo (1971) pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, mestrado em Planejamento Urbano e Regional (1980) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, e Ph.D. em Planejamento Urbano (2004) pela Universidade da California, Los Angeles - UCLA. Atualmente é Professor Associado no Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional -Cedeplar, da Face - Faculdade de Ciências Econômicas e no Núcleo de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo - NPGAU, da Escola de Arquitetura, ambas da UFMG. Leciona e pesquisa nas áreas de Economia e de Urbanismo, com ênfase em Teorias da Urbanização e do Planejamento Urbano e Regional, atuando principalmente nos seguintes temas: planejamento urbano e regional, economia regional e urbana, urbanização (extensiva), organização do espaço e meio ambiente.

Jeanne Marie Gagnebin de Bons: possui graduação em Filosofia pela Universite de Geneve (1973) , doutorado em Filosofia pela Universitat Heidelberg (Ruprecht-Karls) (1978) , pos-doutorado pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (1988) , pos-doutorado pela Universitat Konstanz (1990) , pos-doutorado pela Freie Universitat Berlin (1996) e pos-doutorado pela Zentrun Fur Literaturforschung (2000) . Atualmente é professor titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Livre-docente da Universidade Estadual de Campinas. Tem experiência na área de Filosofia , com ênfase em História da Filosofia. Atuando principalmente nos seguintes temas: Walter Benjamin, Filosofia da História. (Texto gerado automaticamente pela aplicação CVLattes)
Walter Benedix Schönflies Benjamin (Berlim, 15 de julho de 1892Portbou, 27 de setembro de 1940) foi um crítico literário e ensaísta alemão. Foi refugiado judeu alemão, diante da perspectiva de ser capturado pelos nazistas, escolheu o suicídio. Algumas obras:Via de Mão Única (1928) , A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica (1936) , Paris, Capital do século XIX
Henri Lefebvre, francês, nasceu a 16 de junho de 1901 e faleceu a 29 de junho de 1921. A partir de 1927, Henri Lefebvre adere ao marxismo de que se torna o primeiro divulgador, não só na europa, mas em todo o mundo. Foi um importante filósofo e sociólogo. Principais obras:O marxismo (1948), O direito à cidade(1968), Lógica Formal/ Lógica dialética (1975), A Linguagem e a sociedade (n/d), A revolução urbana (1971).

notas sobre a produção de teorias urbanas quaisquer

sobre fazer teoria .Como se conhece .O que é especular ou hipóteses .Como racionalizar .Sobre teoria e prática ou a importância da consideração do fenômeno teórico como histórico presentificável .Quem formula uma teoria sobre o Urbano .Potências [in]disciplinares .Virtualidade e Transdução .Dialética e Gradações: necessidades da realidade .vida cotidiana .Urbanismo .Sobre valores .Festa .[bio]Potência [...]quaisquer?

sobre [panf]letagens [2sem2009]

usar a palavra-chave dada a partir dos seguintes textos como ponto de partida para produção de um construto
01. Kitchen Stories [direção: Bent Hammer] + ABALOS, I. O que é Paisagem = paisagens íntimas
02. KOOLHAAS, R. Cidade Genérica + KOOLHAAS, Rem. Vida na Metrópole ou a Cultura da Congestão = fantasias genéricas / congestão genérica
03. TSCHUMI, B. O Prazer da Arquitetura IN: NESBIT, K. Uma Nova Agenda para a Arquitetura = funcional / inutilidade
04. VIDLER, A. Teoria do Estranhamento Familiar IN: NESBIT, K. Uma Nova Agenda para a Arquitetura = roberto / dessimbolização
05. MAAS, W. FARMAX = leveza
06. NEGRI, A, HARDT, M. Multidão = maria de fátima
07. FLUSSER, V. Design: Obstáculo para a remoção de Obstáculos IN: _______. O Mundo Codificado = reciclagem / sofá
08. GANZ, Louise. Lotes Vagos na Cidade: Proposições para Uso Livre IN: ____ SILVA, B. Lotes Vagos = beleza
09. CRIMP, Douglas. Isto não é um Museu IN: _________. Sobre as Ruínas do Museu = coleção de museu / admiração imparcial
10. WEIZMAN, Eyal. Desruição Inteligente IN: v.v.a.a. 27a Bienal de Arte de São Paulo. Como Viver Junto = infestação / desparedamento
11. Koolhaas Houselife = funcionalidade
12. CORTEZAO, Simone. Paisagens Engarrafadas = paisagismo marcado
13. BRANDAO, Luis Alberto. Mapa Volátil. Imaginário Espacial: Paul Auster IN: _______. Grafias de Identidade. Literatura Contemporânea e Imaginário Nacional = andarilho
14. CANUTO, Frederico. Notas Sobre Ecologias Espaciais = ecossistemas
15. SANTANA, P. A Mercadoria Verde: A natureza = fotografias verdes
16. Central da Periferia = calypso amazônico / brega
17. BECKER, B. Amazônia: mudanças Estruturais e Urbanização IN: GONCALVES, M.F. et al. Regiões e Cidades. Cidades nas Regiões = fotografias verdes
19. Edifício Master. Direção: Eduardo Coutinho + CANUTO, Frederico. Apto[s], 01qrt, 1sl, 1coz, s/vg. =
20. WISNIK, Guilherme. Estado Crítico =

[d] - 1sem2009 = [doc]01 - 1osem2007 = [doc]

Documentário: Documentar os conteúdos ministrados durante a aula do dia, sendo obrigatório entregar no dia posterior, um arquivo digital contendo:
-fotografias/imagens do que foi escrito nas carteiras ou no quadro negro, bem como as discussões em sala de aula;
-outras imagens podem ser colocadas, porém devem ser relacionadas ao conteúdo da aula;
-um texto como o resumo da aula, podendo ou não conter colocações do aluno-autor;
-biografia dos autores citados em sala de aula [pesquisar no curriculo lattes, wikipedia e outros sites]. Na biografia dos autores citados deve, necessariamente, conter os trabalhos mais relevantes, bem como vínculo a escolas de pensamento;
-indicações de sites relacionados aos assuntos trabalhados em sala [mínimo de 05 links];
-notícias relacionadas ao assunto discutido em sala [mínimo de 05 notícias];

[a]02 - 1osem2007

Apresentações Grupo A: Apresentação para a sala de aula dos seguintes temas:[SURREALISMO]+[DADAISMO]+[FLUXUS], segundo os seguintes critérios mínimos: -exposição do pensamento do grupo e diversas correntes internas, através de seus conceitos; -exposição das diversas modalidades: pintura, escultura, arquitetura...; -período e países onde atou; -principais nomes e respectivos trabalhos; -articulação obra-conceitos-ambiente urbano. Grupo B: Apresentação para a sala dos seguintes temas: [KOOLHAAS01 – Delirous New York+SMLXL]+ [KOOLHAAS02 – Mutations+Project on the City 01+02]+ [KOOLHAAS03 – Content +Reconsidering OMA], segundo os seguintes critérios mínimos: -conceitos; -eviolução de pensamento; -textos e questões trabalhadas; -cronologia dos trabalhos; -articulação obra-conceitos-ambiente urbano.

[ps]03 - 1osem2007 = [ps]

Paisagens Superabundantes: Texto a ser entregue contendo imagens e textos, a partir dos conceitos operativos definidos diariamente na disciplina Teoria Urbana.