De acordo com o livro “Lotes Vagos” de Breno Silva e Louise Ganz grande parte das pessoas considera a beleza como um principio fixo, assim antes mesmo de projetar praças, edifícios, parques, etc; já se pensa na forma, fisionomia que elas irão possuir. No entanto seria mais interessante pensarmos na cidade através de seus vazios, dos lotes vagos, transformando-os através de ações mínimas em espaços públicos com diversos usos coletivos.
Podendo possuir atividades de acordo com as características do local, das atividades existentes do entorno e do interesse das pessoas da região. Tornando assim esse lugar bem aproveitado e prazeroso para a população local. Podendo ser transformados em jardins, em locais de encontro, em locais para plantação de verduras, criação de animais, locais de descanso, de realização de almoços, jantares, local para assistir televisão, para estender roupas, para colocar piscinas plásticas, realizar casamentos, festas, etc. Desse modo as pessoas passam a pensar na cidade de outra maneira, enxergando as varias possibilidades de transformação dos espaços onde habitam. E é através dessas transformações e dos usos desses espaços que vai ser determinado o grau de privacidade e publico de um determinado local.
Assim sendo não adianta projetar um espaço como sendo publico, pois na realidade quem vai determinar isso são os usos e atividades realizadas nesse local, no então muitas vezes a arquitetura do espaço define a maneira e o comportamento das pessoas, deixando poucas possibilidades para apropriação livre. Assim sendo beleza é muito relativo, não apenas uma bela arquitetura é o que se pode ser considerado bonito, por exemplo, um lote vago ocupado pela vizinhança com plantações de flores e redes para se descansar também pode ser considerado belo, pois alem de estabelecer uma relação do lugar com a população gera prazer a quem ocupa esse espaço.
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