A cidade de Paris, no século XVIII, passa por importantes transformações culturais, econômicas e sociais devido a inúmeros fatores como: superpopulação, a seca, doenças causadas por organismos oriundos do esgoto mal canalizado e de corpos em putrefação em cemitérios trazidos pela chuva. A burguesia une-se aos plebeus contra a aristocracia, em busca de seus direitos gerando revoltas constantes através de ideais como “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” (Revolução Francesa, 1789). A industrialização chega à parte norte da França com maior intensidade, pois existe uma grande influência decorrente da Inglaterra. A crescente implantação de fábricas e a economia girando à partir do lucro e da industrialização faz com que os trabalhadores migrem do campo para a cidade gerando várias conseqüências em seu padrão de vida.
O significado da palavra “sexo”, no contexto em que foi inserida em sala de aula, refere-se à mudança brusca do comportamento e da ocupação social de trabalhadores, que saem de um sistema agrícola de produção para um sistema fabril, de industrialização e serialização dos meios de produção. Acostumados a uma jornada de trabalho própria, onde não se cumpria horários previamente estabelecidos, tais trabalhadores passam a fazer 16 horas de trabalho diário, ou seja, não sobra tempo para o lazer em geral. Atividades de cunho pessoal, como por exemplo, o sexo, são praticados dentro do próprio ambiente de trabalho. Pode-se dizer que o corpo é domesticado em função do tempo o que gera alta produtividade, através de um trabalho repetitivo e seriado que visa quantidade e não a qualidade do produto final.
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