A palavra ócio significa vagar; repouso; lazer; descanso; estado de quem não faz nada; preguiça. Mas será que realmente não estamos fazendo nada no ócio? Nossa mente fica parada no espaço? Em que pensamos?
Charles Baudelaire cria um de seus maiores personagens literários, o Flâneur. Que é um ser que observa o mundo que o cerca de maneira real e descritiva, levando a vida para cada lugar que vê. Descreve as cidades, as ruas, os becos, o externo. Desvincula-se do particular, recrimina o privado, de forma a ver a rua como lar, refúgio e abrigo. O olhar ocioso, vindo de um perambular pela cidade, faz com que o Flâneur possua um olhar crítico sobre a realidade.
Na cidade do século XXI as informações são lançadas a todo o momento e a mudança torna-se o signo da vivência. Com essa configuração, fica difícil possuir um olhar crítico sobre a nossa realidade. A observação desse espaço urbano requer uma abstração do excesso de informações, sejam elas visuais, sensoriais ou mesmo setoriais.
E abstrair é gerar ócio, é desprender dos objetivos, libertar a mente para a captação de novos ângulos com novos olhares, dentro de um urbanismo saturado.
Referência
http://www.webartigos.com/articles/1285/1/trilhando-dialogos-com-baudelaire acessado em 15/03/09.
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