Can Dialectics Break Bricks?

sábado, 21 de novembro de 2009

[doc+bruna] funcionalidade

Maison à Bordeaux, koolhas
"A casa é uma máquina de viver”
Antes de atentarmos nossos olhares para uma habitação e observarmos suas formas , cores , espaços e significados, devemos nos ater a sua real função, ou seja, o modo como ela se insere no coditiano de quem nela habita , melhor dizendo, de quem nela trabalha, de quem a faz funcionar de verdade.
Mas fazer funcionar é algo que nos faz pensar. Tratando–se de uma casa , que nos remete à ideia de lar , moradia. Como outrora dito por Le corbusie “a casa é maquina de morar.” Mas se tratando de Maison à Bordeaux , de Koollhas , a “casa é maquina de viver .” Pois agora o dever da casa não é somente atender as necessidades básicas , como proteger , descansar, alimentar e higienizar, pois a casa tem que atender à sua razao primordial, que é o viver dentro dela. E cada pessoa vive de modo diferente, cada um tem suas necessidades especiais e isso independe do espaço fisíco.
Mas, em se tratando de Maison à Bordeaux , de Koolhas, o proprio dono da casa já se tratava de pessoa com necessidades especiais; pensando nisso, o arquiteto idealizou e projetou uma habitação onde o foco primordial seriam os acessos internos para o propriotario, facilitando e ligando ambientes através de uma passarela (elevador), que ligaria a biblioteca particular do proprietário aos outros pavimentos da casa, isto é, a passarela (elevador) é o coração da edificação , pois é o que a faz funcionar pra quem nela vive. É o que faz a casa ser “uma maquina para viver”.
Sob o olhar de Guadalupe
Por outro lado existe a manutenção, o que deixa a edificação em estado habitável, admiravel, e, até mesmo, funcional. Funcional? Pra quem? Para quem a projetou ? Para quem nela vive? Para turistas? Ou para quem a limpa e conhece cada um de seus aspectos “positivos”?
Para cada um citado acima, a casa é funcional de um jeito, pois, para cada um, a função da edificação é uma. Ninguem a vê com os mesmos olhos; contudo, irei me ater ao olhar de quem a limpa, ou seja, a catalã Guadalupe , pois é ela que com seus quadris largos e todo o seu excesso de peso fazem as formas de koolhas funcionar. Ou pelo menos tenta .
Segundo Guadalupe a casa funciona mas precisa de “retoques’, pois tudo é muito cinza, além de existirem aspectos bastante relevantes, como, por exemplo, a escada em caracol onde, todos os dias, Guadalupe desce com o aspirador de pó . Tal escada não foi feita pra descer esse maquinário, porém a real necessidade fez com que fosse utilizada pra tal fim.
A necessidade faz a utilidade, isto é algo que fica bastante explicito no dia a dia da Catalã Guadalupe, ao limpar o “objeto de arte” , que denominamos casa. Para ela a cozinha não se parece com uma cozinha (com a sua cozinha) mas funciona , os quartos são grandes, porém as aberturas nao privilegiam as melhores visadas do entorno. Entao, Guadalupe se pergunta:
- “Pra que ter essas janelas ?? Ainda mais desse jeito...”
Não importa, pois, para a patroa, deve haver uma razão pra tudo isso, assim pensa a funcionária .Mas, se tratando de Guadalupe, ela consegue se adequar à casa e a limpa apesar das limitaçoes que a arte de se morar daquele lugar impõe .
Vejo Guadalupe como um camaleao de se adequa em cada ambiente da casa, em cada situação, tapando cada buraco, limpando cada estrago .... Se contorcendo e rebolando em cada espaço pra passar com seus rodos, vassouras e aparelhos .Tudo isso para fazer o seu oficio direito e trazer um pouco de “identidade” a algo já conta com tanta identidade , porém com pouca funcionalidade. Pois o que faz uma casa funcionar é como a mantémos . E o que a faz uma casa ser algo vivo é como nos adequamos à sua funcionalidade ou à falta dela, quero dizer, é como limpamos o cantinho debaixo da escada.
sites
1-http://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/2928,1.shl
2-http://www.pucminas.br/imagedb/documento/DOC_DSC_NOME_ARQUI20081029100129.pdf
3- http://www.youtube.com/watch?v=-nwsh1-SFfM (com este link vc vai para o youtube , sendo que esta pagina tem todos os videos referentes ao video koolhas life)
4 - www.koolhaashouselife.com
5 - http://gizmodo.com/371814/koolhaas-transforming-house-is-worthy-of-iron-man-batman-and-optimus-prime-combined

[doc+wellington] funcionalidade

Meu nome é Wellington Vicente de Paula Aguiar, tenho 25 anos e curso graduação em Arquitetura e Urbanismo na Faculdade do Instituto Metodista Isabela Hendrix, fixado à rua da Bahia, 1050, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
Adquiri durante os 3,5 anos que estou neste curso algumas percepções e técnicas sobre o tema “Construção Civil”, mas falarei apenas do ponto de vista humano, normal, civil e leigo de uma pessoa que percebe seu meio por usá-lo.
Chego na Faculdade entre 18:30 e 19:30 horas, entro na maioria das vezes pela Rua da Bahia, é muito agradável o muro baixo, dá uma sensação de segurança, de que não é preciso temer a rua ou quem passa por ela, uma dessas pessoas que passa sou eu, e essa pessoa entra pelo portão baixo e largo, um portão sem medos do exterior.
Desço a primeira escada externa e acesso o Atelier sob a Igreja, um espaço lindo, integrado, muito avançado, mas que em sua utilização total ou seja, 4 aulas simultâneas, se torna um covil de vozes emboladas, uma guerra para prestar atenção, outra para falar mais alto, outra para entender. Apesar disso é bastante interessante pois tem uma vida intensa, a disputa é muito engraçada.
Descendo mais acesso o grande pátio gramado, fabuloso e agradabilíssimo, a decisão mais acertada nos últimos tempos por parte da direção do Isabela, nele temos percepção de espaço, de profundidade, de verde, de vida, de sorrisos, coisas que os prédios não proporcionam. Chego às quadras integradas com as novas salas que inundaram na última chuva, os alunos ficaram presos nelas, sem luz, foi muito bom, jogamos mímica como nunca tínhamos feito, as coisas poderiam estragar mais já que isso nos uniu.
O mais estranho é termos um curso de arquitetura no campus e o que foi construído agora estar fora de norma, cito as escadas do prédio 2, os banheiros de PNE, as indicações falhas de localização, a biblioteca que parece um inferno de tão quente. Fora isso, as mentiras no site com relação à qualidades das instalações, os erros de gerenciamento, ver caso da Unidade Nova Lima, a Secretaria que não funciona, os boletos que não chegam, o sistema fora do ar. Salva-se disso tudo, e digo, incrivelmente, o corpo docente, que deve estar desanimado também.
É possível fazer funcionar, mas não é possível controlar pois a funcionalidade depende do uso que se aplica, é preciso então estar alerta aos outros, ao usuário, não é preciso prever, é preciso perceber e com isso atender, meu local de estudo falha nisto.
Sites
MERA PROPAGANDA: http://www.metodistademinas.edu.br/downloads/colegio/jornal_colegio_10_09.pdf
NÃO FUNCIONA: http://www.metodistademinas.edu.br/novo/ouvidoria.php
REFERÊNCIA: http://www.mpdft.gov.br/sicorde/NBR9050-31052004.pdf

[doc+lara] infestação

Na aula do dia 06/10/09, durante a aula de História e Teoria da Arquitetura e da Cidade IV, foi discutido o texto Destruição “inteligente” de Eyal Weizman. A destruição inteligente acontece quando as forças armadas têm o conhecimento arquitetônico do lugar a ser invadido. De acordo com uma entrevista feita pelo autor com Aviv Kokhavi, um jovem comandante da Brigada de Pára-quedistas das Forças de Defesa de Israel, o combate teria que ser feito com o máximo de cautela para não cair em armadilhas. Essas manifestações eram contra a violência nas favelas. Os policiais penetravam na vila e não construíam postos de comando com objetivo de não criarem hábitos para não evitar o inesperado, para isso “trabalham o tempo inteiro na surpresa”. A metodologia citada por Kokhavi é deslocar-se pelas paredes, abrindo um buraco e surgindo de repente por ele. Os policiais não seguiam a linha arquitetônica, mas transgrediam o próprio uso da arquitetura, estudando a função e transgredindo essa função, a fim de “pegar de surpresa”.
O terrorismo com terroristas também era uma forma usada como tática do medo e um exemplo disso é a forma como agia Bin Laden. Essas formas de invasão tinham grande significado para as cidades, pois se tem como fazer um controle militar na favela, é melhor que realizar uma reurbanização. Mas mudam-se as estratégias conforme a política do lugar, ou seja, de 4 em 4 anos. § Sites relacionados: http://www.45graus.com.br/geral/46772/tentativa_de_invasao_de_favela_deixa_cinco_policiais_feridos_no_rio.html http://visaodafavelabr.blogspot.com/
http://www.omovimento.com.br/modules/news/article.php?storyid=179
http://pt.wikipedia.org/wiki/Invas%C3%A3o

[doc+juliano] infestação


sites
http://www.youtube.com/watch?v=vxJ_B6UyDjc
o vídeo apresenta varias situações onde a infestação está presente quando se leva em consideração o significado dado durante a aula de historia. Mostra como os traficantes conseguem controlar o espaço da favela utilizando estratégias inesperadas pela policia. Durante o vídeo, com aproximadamente com 00:02:10s um delegado federal é entrevistado, ele descreve uma manobra de infestação clara ao descrever a estratégia adotada pelas organizações criminosas para defender os seus lideres. Ao mesmo tempo ele descreve a necessidade que a policia tem de usar a infestação, quando descreve a dificuldade de usar os acessos existentes que são protegidos pelos traficantes.

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1310620-5602,00-EM+GAZA+TUNEIS+SAO+USADOS+NO+CONTRABANDO+DE+CARROS+DESMONTADOS.html
Exemplo do uso da infestação pelos contrabandistas . Através de rotas inesperadas pela fiscalização, os contrabandistas conseguem transportar peças e carros inteiros sem serem flagrados

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u111782.shtml
Descrição: Quadrilha usa tunel para assaltar banco e consegue fugir de forma fácil, passando por todos os sistemas de seguranças previstos pelo banco e conseguindo enganar a policia.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u328028.shtmlAssalto a transportadora explode muro

http://www.ip.usp.br/docentes/ebottoni/CompAnimal/arquivos/Comportamento_Animal_Aula5_2009.pdf
Descrição: Mostra o comportamento animal em relação ao seu território, formas e motivos dos quais usam o espaço de tal
maneira. Relata estratégias para fugir de predadores e para adaptar as condições climáticas dos seus respectivos habitat.

http://blog.uncovering.org/archives/2009/01/valsa_com_bashir.htmlFilme valsa com bashir

[doc+anna carolina] reciclagem

http://www.philippemalouin.com/
esse dsigner utiliza objetos que existem e os dão novas funções, como a cadeira que virou cabide!

http://arquitetandonanet.blogspot.com/2009/03/luminaria-de-pratos-e-peneira.html
esse blog chama-se arquitetando na net, ou seja, cria novos objetos, então, como exemplo que se refere ao texto, achei a essa luminária que foi feita de pratos e outros objetos que antes tinha suas funções originais e hoje juntos formam uma luminária.

www.campanas.com.br
os irmãos campana utilizam vários objetos como urso de pelucio, e os colocam de forma que possuam outros usos, gerando uma nova função que por eles serem dsgner de móveis, eles transformam esses objetos em móveis, em especial cadeiras.

http://designnobrasil.blogspot.com/2009_09_01_archive.html
essa dsigner pegou uma xícara e começou a utlizá-la como castiçal, ou seja, ela coloca velas dentro das xícaras.

http://www.amigosdopeito.com.br/decoracao/casa/coluna06_13mai06.html
esse site mostra um bule que é utilizado para colocar talheres, e eles fazem até uma comparação com vários objetos que perderam suas funções para receberem outras novas.

[doc+debora] coleção museus

A partir do texto Isto não é um Museu de Arte foi dada a palavra chave ´´Coleção de Museu``.
Trata se de Marcel Broodthaers, que aos quarenta anos cria seu próprio museu de arte moderna em sua casa/stúdio entre 1968 a 1972.
Mas o que seria uma coleção de museu? São objetos designados, autorizados e instituídos refletores do nosso passado, portanto são objetos que são dignos de ser vistos e lembrados.
Marcel Broodthaers em seu “Musée d’Art Moderne. Départament deAigles” critica o museu como local de poder e de manipulação da cultura/memória, pontuando numa fórmula de imparcialidade mais admiração e de transformação da arte em mercadoria,ou seja sua designação literária na qual a arte existe enquanto idéia e linguagem.
sites
http://marcelonada.redezero.org/artigos/marcel-broodthaers.html
http://bienalsaopaulo.globo.com/artes/noticias/noticias_evento.asp?IDNoticia=63
http://en.wikipedia.org/wiki/Marcel_Broodthaers
www.macba.es/antagonismos/castellano/09_18.html
http://entretenimento.uol.com.br/arte/ultnot/2006/01/26/ult988u498.jhtm


[doc+fernanda morais] coleção museu

De acordo com a aula do dia 29 de setembro em que foi ministrado o texto “Isto não é um museu de arte”,aborda o conceito do que seria uma coleção de museus. Para tentar entender um pouco mais definamos os termos “coleção e museus”.
Em termos gerais:
Coleção: Na grafia brasileira, é um grupo de itens ou objectos que tenham uma ou mais características em comum. Coleções comuns empreendidas por indivíduos que praticam tal hobby envolvem selos, canetas de ouro, carros, papéis de carta,é o conjunto; reunião de objetos; compilação; ajuntamento; série; grupo.
Museu: Estabelecimento,normalmente público, onde estão reunidas coleções de objetos de arte, da ciência,é uma instit?uição de caráter permanente, administrado para interesse geral, com a finalidade de recolher, conservar, pesquisar e valorizar de diversas maneiras um conjunto de elementos de valor cultural e ambiental: coleções de objetos artísticos, históricos, científicos e técnicos.
Então o que seria uma colação de museus ? Seria a distinção de objetos variados que são denominados obra de arte a serem expostas ao público? Mas quem determinaria tal objeto ou obra como obra de arte? Seria os críticos,os historiadores ou o próprio homem em comum a todos nós ? E se por um acaso não houver a concordância mútua em determinado objeto que foi dado como obra de arte ? O que se deveria fazer ? Protestar,brigar ou reivindicar ? Mas como ? Se a arte é um sistema,e ao final de tudo nada deixa de ser um selo determinante como arte ou museu. Que determina exatamente dentro desse ambiente o que é arte ? Se for assim,quaisquer um de nós podemos determinar o que é ou não é uma obra de arte ? O que é ou não é museu ? Enfim,passamos todos nós a vender a nossa própria idéia do que é ou não é obra de arte dentro de um museu.
Sites relacionados
http://entretenimento.uol.com.br/arte/ultnot/2006/01/26/ult988u498.jhtm http://entretenimento.uol.com.br/27bienal/artistas/marcel_broodthaers.jhtm http://www.embap.pr.gov.br/arquivos/File/anais3/bernadette_panek.pdf http://vs40.pytown.com:8080/portal/.event_pres/simp_sem/semin-bienal/bienal-marcel/marcel30-doc/marcel30-conf02 http://forumpermanente.incubadora.fapesp.br/portal/.event_pres/simp_sem/semin-bienal/bienal-marcel/marcel30-doc/marcel30-deb04

[doc+marina] beleza

De acordo com o livro “Lotes Vagos” de Breno Silva e Louise Ganz grande parte das pessoas considera a beleza como um principio fixo, assim antes mesmo de projetar praças, edifícios, parques, etc; já se pensa na forma, fisionomia que elas irão possuir. No entanto seria mais interessante pensarmos na cidade através de seus vazios, dos lotes vagos, transformando-os através de ações mínimas em espaços públicos com diversos usos coletivos.
Podendo possuir atividades de acordo com as características do local, das atividades existentes do entorno e do interesse das pessoas da região. Tornando assim esse lugar bem aproveitado e prazeroso para a população local. Podendo ser transformados em jardins, em locais de encontro, em locais para plantação de verduras, criação de animais, locais de descanso, de realização de almoços, jantares, local para assistir televisão, para estender roupas, para colocar piscinas plásticas, realizar casamentos, festas, etc. Desse modo as pessoas passam a pensar na cidade de outra maneira, enxergando as varias possibilidades de transformação dos espaços onde habitam. E é através dessas transformações e dos usos desses espaços que vai ser determinado o grau de privacidade e publico de um determinado local.
Assim sendo não adianta projetar um espaço como sendo publico, pois na realidade quem vai determinar isso são os usos e atividades realizadas nesse local, no então muitas vezes a arquitetura do espaço define a maneira e o comportamento das pessoas, deixando poucas possibilidades para apropriação livre. Assim sendo beleza é muito relativo, não apenas uma bela arquitetura é o que se pode ser considerado bonito, por exemplo, um lote vago ocupado pela vizinhança com plantações de flores e redes para se descansar também pode ser considerado belo, pois alem de estabelecer uma relação do lugar com a população gera prazer a quem ocupa esse espaço.

[doc+flavia] reciclagem

O documentário desta semana está relacionado à palavra chave“reciclagem” e tentaremos dentro do texto abordar seu significado.
O texto lido pelos alunos em sala de aula “Design: Obstáculo para a remoção de obstáculos” é parte integrante do livro “O Mundo Codificado” do filósofo Vilém Flusser nascido na cidade de Praga. No livro O Mundo Codificado, o autor faz uma análise das transformações que ocorreram e continuam acontecendo com nós seres humanos em partir dos códigos de comunicação usados. Após a leitura do texto, o professor Frederico iniciou a discussão com os alunos e pudemos entender que Flusser dá ênfase às noções e conceitos do que é “objeto” apontando os diferentes enfoques no seu processo de produção e sua interação com o homem. Sobre a lógica de Flusser a interferência do objeto na vida das pessoas já começa na fase de concepção das idéias. Como Flusser cita o objeto na sua origem, inclusive em latim, quer dizer “obstáculo” e ele próprio é usado para retirar os obstáculos; o que mostra a amplitude da utilização do objeto. Além disso, de acordo com Flusser o objeto ultrapassa o aspecto funcional e passa a ser um elo entre as pessoas, ele não é apenas usado pelo seu projetista.
Durante a aula o professor Frederico usou de vários exemplos para explicar as idéias do autor, assim concluímos que os objetos de uso são ao mesmo tempo, solução e obstáculo, e como a cultura tende a se tornar “objetiva, objetal e problemática”. Segundo Vilém Flusser, a problemática do design é que todo objeto criado pelo homem visa resolver um problema, porém acabam criando novos problemas, novos obstáculos.
No transcorrer do texto vimos que Flusser cria um fluxo de consciência onde parar para refletir é essencial.
Segundo o professor Frederico o design tem tudo a ver com o uso que se faz, ou seja, o design só existe quando há mudança de uso. Há objetos que são categorizados pelo senso comum como tipicamente design, mas quando estão dentro de um museu ou atrás de uma vitrine mudam sua função. Passaram a ter um uso mais próximo de uma obra de arte num museu, como o exemplo do vaso sanitário exposto em um museu, citado pelo nosso colega Uelington. Dando sequência, outro ponto abordado no texto de Flusser passa pelo objeto imaterial. Interpretamos que o objeto imaterial interliga-se a uma nova liberdade, na qual o uso depende da concepção do objeto, mas não de sua existência concreta. Essa situação incita a idéia de interferência pessoal, pois algo imaterial não pode gerar influência direta a alguém, porém ao mesmo tempo pode restringir a liberdade alheia. Como o exemplo citado pelo professor em relação à internet (sites), sob a perspectiva do autor redes de comunicação e programas de computador são objetos, mas imateriais, há uma mediação entre “eu e o outro”.
Ao contrário do que se buscou desde o Renascimento até agora, o design responsável volta-se para a intersubjetividade, com a consequente ampliação da liberdade entre o usuário e o objeto; e a preocupação com o fim que o produto terá. É justamente esse método , que Flusser defende como eficaz para diminuir os empecilhos, sem que para isso o caminho do outro seja obstruído. Todo objeto tende a perder sua forma porque uma hora ele vai ser descartado e as formas mudam porque os objetos podem ser utilizados de outra maneira. Neste momento o professor Frederico comenta que de acordo com o texto, Flusser já expunha pensamentos sobre a questão “reciclagem”.
Refletindo sobre as discussões durante a aula, percebemos que o autor defende a criação de objetos que não sejam limitados como obstáculos ou ferramentas para retirá-los, mas que possam exercer ambas as funções e muitas outras, o que acontece freqüentemente, mas nem sempre. Existem alguns objetos com funções limitadas e que após um tempo se tornam um problema para todos os usuários à sua volta.
Como conclusão entende-se que o texto de Flusser discute as possibilidades de uma revisão do papel do arquiteto: usualmente orientado para o design de produtos, ele pode voltar-se ao design de instrumentos para processos nos quais o usuário se torna produtor do seu próprio espaço. Para ele, a maioria dos designs é criada irresponsavelmente, ou seja, o designer se ocupa do objeto, em vez da possibilidade de abertura às pessoas. As funções da criação não dependem somente da sua existência ou mesmo da idéia do próprio criador, mas essencialmente da maneira como os usuários vão lidar com ela.
Baseado no texto nota-se então a importância de pensar não somente na utilidade imediata, mas em como produzir algo que, ao invés de transformar-se logo em obstáculo, pode ser usado por outros que ainda passarão pelo caminho. É preciso atuar estrategicamente e não apenas operacionalmente. É necessário Repensar, Reduzir, Reutilizar, Recusar e Reciclar. Sites indicados
1 Design E-é Arte (Mônica Moura)
http://www.scribd.com/doc/7396224/Design-Ee-Arte-Monica-Moura
2 Design e Indústria Cultural
http://www.reveladesign.com.br/oficinas.html
3 Rafael Cardoso: "O design tende a se afastar da materialidade" http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2720&cd_materia=450
4 Ecodesign http://www.fiesp.com.br/download/publicacoes_meio_ambiente/apres_cyntia_malaguti.pdf
5 http://www.interact.com.pt/interact10/ensaio/ensaio3.html
6 http://www.vemprabrotas.com.br/pcastro5/campanas/campanas.htm

terça-feira, 22 de setembro de 2009

[doc+emanuelle] reciclagem

O significado da palavra “Reciclagem” no contexto da aula ministrada pelo professor Frederico Canuto na data 15/09/2009 se desenvolveu a partir do texto discutido de Villen Flüsser – “Design: Obstáculo para remoção de obstáculos?” Segundo a teoria de Flüsser, um “objeto” é algo que está no meio, lançado no meio do caminho e o Mundo, a medida em que estorva, é objeto, objetal, problemático. Em contrapartida, o objeto de uso, é um objeto que se necessita e que se utiliza para afastar outros objetos do caminho, são, portanto, objetos que fazem mediações entre os seres humanos, dialogando com seu usuário, se tornando assim objetos indispensáveis. Para exemplificar tal teoria, discute-se a ação do objeto empregado na arquitetura; que em dias atuais se mostra cada vez mais objetual e problemática, estática e sem inovação dialógica, ou seja, a arquitetura não provoca modificações no seu modo de uso e não cria novas possibilidades de apropriação dos espaços, pois espaço é o que faz mediação entre eu e o outro e não simplesmente vazios as serem rotineiramente preenchidos.
Na arquitetura, muito se preocupa com a modificação da forma, da estética, mas muito raro, a modificação do uso. Edifícios de apartamentos, na sua concepção projetual seguem o padrão, impondo aos seus usuários o jeito de morar, assim como a teoria de Le Corbusier –“A máquina de morar”. Nada se difere, a não ser os revestimentos e acabamentos, a plástica e estética.
Esse questionamento proposto por Flüsser,é importante para consciência atual da produção de objetos de uso/objetos de design na substituição do objeto objetal, em que o Design tem por excelência a transgressão da sua função primária. E dessa forma, sendo ele dialógico com seu usuário, perpetua-se no tempo e se faz necessário, permitindo sua reutilização e RECICLAGEM, ao contrário do objeto “objetal, problemático”, que se torna um estorvo e por conseqüência um obstáculo, e que, em curta vida útil é facilmente descartado. (“Design: Obstáculo para remoção de obstáculos?”).
Sites:
http://br.geocities.com/vilemflusser_bodenlos/bibliografiaartigos.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Design
http://www.starck.com/

[doc+marina azevedo] sofá

[FLUSSER, Vilem. Design: obstáculos ou a remoção de obstáculos]
A palavra sofá nos sugere conforto, uso cotidiano. É um objeto utilizado em todos os locais do mundo, destinado à acomodação de pessoas e cada vez mais faz parte do design e da decoração das casas.
A cada dia surgem novos conceitos e designs de objetos, na maioria das vezes puramente estéticos, que fazem com que a população seja seduzida e sinta necessidade de obter o novo objeto. Nesta troca incessante surge a “dialética interna da cultura”, em que compra-se o novo para substituir o velho. Criando assim um círculo de criação de resíduos sem fim. O objeto antigo se torna lixo, criando um obstáculo, um problema.
É importante ressaltar o valor dos objetos em nossas vidas. Relações entre pessoas são estabelecidas a partir deles. O objeto é um meio, desta forma havemos de considerar tanto objetos, os materiais quanto os imateriais.
É intrigante pensar em algo imaterial como um objeto. Estamos acostumados a tocar, apalpar o que conhecemos como “objeto”.
Se utilizarmos a rede de computador, acessamos sites, assistimos programas de televisão e estes criam relações, sentimentos em nós, eles são objetos imateriais, mas são.
O objeto é capaz de modificar relações, criar novos conceitos, teorias, novas verdades.
Voltemos ao sofá. Um objeto bastante explorado por profissionais, sempre em busca de novos conceitos, matérias, formatos. O fator estética fala muito alto quando o quesito são móveis, chegando a ser uma das principais importâncias.
Mas ao parar para pensar, porque não procurar evoluções, mudanças mais significativas, que vão além do visual, novas características como a funcionalidade e a sustentabilidade.
A partir do momento que a dialética dos materiais é algo que já está incrustado na população, cabe a nós transformar essa troca constante em uma troca mais rica, com mais conteúdo e isolar o conceito que a estética é o fator mais importante. Ela é sim fundamental, mas que venha junto de outros valores e idéias, como a durabilidade, funcionalidade, sustentabilidade, biodegradabilidade.
Sites:
www.greenyoudecor.com
www.campanas.com
www.brasilnaweb.com.br
www.objetosdedesejo.com
theurbanearth.wordpress.com

[doc+amintas oliveira] leveza

Leve é o contrario de pesado, que num contexto de cidade pode também ser entendido como concentrado, aglomerado. Para muitos pensadores do urbanismo pratico, a concentração na cidade pode ser eficiente do ponto de vista de economia de tempo com deslocamento e investimentos em infra-estrutura urbana. Mais nem tudo que e concentrado e pesado, assim como nem tudo que esta espalhado, e leve.
A forma de organização dos elementos, que compõe o meio urbano vão produzir essa percepção do que e leve e do que e pesado, variando de acordo com o ponto de vista. Os dados que o texto utilizou para mostrar que num levantamento não de deve-se levar em conta apenas os números, ajudam a entender que um, adensamento vertical e muito diferente de um horizontal, e ambos podem ser considerados leves ou pesados, apenas mudando o ângulo de visão ( em planta, ou em perspectiva). Sabe-se também que o tipo de arquitetura contribui significativamente para essa sensação. Os aglomerados (favelas) produzem um tipo de urbanismo pesado, que pode ser comparado aos bairros de classe alta com grande concentração de edifícios , como já fez o arquiteto Silvio de Podesta em palestra no curso de arquitetura do Izabela Hendrix no primeiro semestre de 2009. O urbanismo se reproduz muitas vezes de forma autônoma, (sem a interferência dos agentes reguladores da cidade), e gera paisagens que na maiorias das vezes são tidas como pesadas (favelas), ao passo que quando existe maior interesse e maior fiscalização desse agentes pode produzir paisagens mais “leves”. região da Pampulha em Belo Horizonte. Mais existem ainda outros fatores que podem interferir na percepção do urbanismo, como a topografia por exemplo. Duas cidades com concentrações, e tipologia arquitetônica próximas terão percepções completamente diferentes se a topografia de uma for mais “leve” e a da outra mais “pesada”. A organização do espaço e que vai orientar sua percepção, e vai determinar que tipo de leitura esse espaço vai produzir, e o conceito de leveza, vai variar em função das combinações dos diversos componentes da cidade. Sites:
http://www.milazzo.com.br/wordpress
http://gollnick.blog.terra.com.br
http://urbanidades.arq.br/
http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/180/imprime128126.asp
http://mdc.arq.br/2009/01/20/a-praca-do-espanto/
http://www.mvrdv.nl http://www.dezeen.com/

[doc+caroline ferreira] maria de fátima

De acordo com a aula do dia 08 de setembro e o texto “Os rastros da multidão”, a nossa realidade de hoje nos causa grande estranhamento quando nos deparamos com as novas formas de organização da sociedade, o motivo deste sentimento se deve ao fato de estarmos presos a ideais passados de família, pátria, etc., o que nos garantia viver numa zona de conforto, estabilidade e segurança.
Hoje não existem mais referenciais, a sociedade pós-moderna é movida pelo caos e pela insegurança. Qualquer exemplo como o da Dona Maria de Fátima comprova este fato. Ela, assim como a maioria dos moradores de rua, taxados como a multidão, o povo, para nós pertencem a faixa dos marginalizados, aqueles que não prevíamos. E como que se fosse resposta aos nossos princípios e referencias, eles também não se importam com o que pensamos sobre eles, estão livres dos rótulos e rotinas que nos cercam e que nos tornam cada vez mais escravos do capitalismo. Estabeleceram suas subjetividades e vivem de acordo com seus princípios, seus comuns.
Para se entender o que acontece atualmente é necessário estabelecer novas formas de comunicação e cooperação uns com os outros e assim mudarmos nossos conceitos e subjetividades, somente com a troca de experiências e informações conseguiremos nos abrir e aceitar a nossa realidade pós-modernista. Para que haja uma formação de um senso comum entre as pessoas que possuem opiniões e formações diferentes, deve-se estabelecer um novo olhar sobre a sociedade descartado da nostalgia da sociedade tradicional que aos poucos vai se dissolvendo e formando novas formas de se viver e pensar. A nossa realidade nos mostra que somos todos diferentes e por isso se torna impossível entender a nova ordem social como algo unitário, simbolizado.
O que existe hoje é uma nova relação entre os povos em busca de um senso comum que não cause tanta estranheza e que seja compatível com a nossa realidade. Somente vivenciando e trocando idéias e experiências no dia-a-dia, poderemos aceitar como normal ou comum fatos como o da Dona Maria de Fátima, como os gays, rippies, etc.

notas sobre a produção de teorias urbanas quaisquer

sobre fazer teoria .Como se conhece .O que é especular ou hipóteses .Como racionalizar .Sobre teoria e prática ou a importância da consideração do fenômeno teórico como histórico presentificável .Quem formula uma teoria sobre o Urbano .Potências [in]disciplinares .Virtualidade e Transdução .Dialética e Gradações: necessidades da realidade .vida cotidiana .Urbanismo .Sobre valores .Festa .[bio]Potência [...]quaisquer?

sobre [panf]letagens [2sem2009]

usar a palavra-chave dada a partir dos seguintes textos como ponto de partida para produção de um construto
01. Kitchen Stories [direção: Bent Hammer] + ABALOS, I. O que é Paisagem = paisagens íntimas
02. KOOLHAAS, R. Cidade Genérica + KOOLHAAS, Rem. Vida na Metrópole ou a Cultura da Congestão = fantasias genéricas / congestão genérica
03. TSCHUMI, B. O Prazer da Arquitetura IN: NESBIT, K. Uma Nova Agenda para a Arquitetura = funcional / inutilidade
04. VIDLER, A. Teoria do Estranhamento Familiar IN: NESBIT, K. Uma Nova Agenda para a Arquitetura = roberto / dessimbolização
05. MAAS, W. FARMAX = leveza
06. NEGRI, A, HARDT, M. Multidão = maria de fátima
07. FLUSSER, V. Design: Obstáculo para a remoção de Obstáculos IN: _______. O Mundo Codificado = reciclagem / sofá
08. GANZ, Louise. Lotes Vagos na Cidade: Proposições para Uso Livre IN: ____ SILVA, B. Lotes Vagos = beleza
09. CRIMP, Douglas. Isto não é um Museu IN: _________. Sobre as Ruínas do Museu = coleção de museu / admiração imparcial
10. WEIZMAN, Eyal. Desruição Inteligente IN: v.v.a.a. 27a Bienal de Arte de São Paulo. Como Viver Junto = infestação / desparedamento
11. Koolhaas Houselife = funcionalidade
12. CORTEZAO, Simone. Paisagens Engarrafadas = paisagismo marcado
13. BRANDAO, Luis Alberto. Mapa Volátil. Imaginário Espacial: Paul Auster IN: _______. Grafias de Identidade. Literatura Contemporânea e Imaginário Nacional = andarilho
14. CANUTO, Frederico. Notas Sobre Ecologias Espaciais = ecossistemas
15. SANTANA, P. A Mercadoria Verde: A natureza = fotografias verdes
16. Central da Periferia = calypso amazônico / brega
17. BECKER, B. Amazônia: mudanças Estruturais e Urbanização IN: GONCALVES, M.F. et al. Regiões e Cidades. Cidades nas Regiões = fotografias verdes
19. Edifício Master. Direção: Eduardo Coutinho + CANUTO, Frederico. Apto[s], 01qrt, 1sl, 1coz, s/vg. =
20. WISNIK, Guilherme. Estado Crítico =

[d] - 1sem2009 = [doc]01 - 1osem2007 = [doc]

Documentário: Documentar os conteúdos ministrados durante a aula do dia, sendo obrigatório entregar no dia posterior, um arquivo digital contendo:
-fotografias/imagens do que foi escrito nas carteiras ou no quadro negro, bem como as discussões em sala de aula;
-outras imagens podem ser colocadas, porém devem ser relacionadas ao conteúdo da aula;
-um texto como o resumo da aula, podendo ou não conter colocações do aluno-autor;
-biografia dos autores citados em sala de aula [pesquisar no curriculo lattes, wikipedia e outros sites]. Na biografia dos autores citados deve, necessariamente, conter os trabalhos mais relevantes, bem como vínculo a escolas de pensamento;
-indicações de sites relacionados aos assuntos trabalhados em sala [mínimo de 05 links];
-notícias relacionadas ao assunto discutido em sala [mínimo de 05 notícias];

[a]02 - 1osem2007

Apresentações Grupo A: Apresentação para a sala de aula dos seguintes temas:[SURREALISMO]+[DADAISMO]+[FLUXUS], segundo os seguintes critérios mínimos: -exposição do pensamento do grupo e diversas correntes internas, através de seus conceitos; -exposição das diversas modalidades: pintura, escultura, arquitetura...; -período e países onde atou; -principais nomes e respectivos trabalhos; -articulação obra-conceitos-ambiente urbano. Grupo B: Apresentação para a sala dos seguintes temas: [KOOLHAAS01 – Delirous New York+SMLXL]+ [KOOLHAAS02 – Mutations+Project on the City 01+02]+ [KOOLHAAS03 – Content +Reconsidering OMA], segundo os seguintes critérios mínimos: -conceitos; -eviolução de pensamento; -textos e questões trabalhadas; -cronologia dos trabalhos; -articulação obra-conceitos-ambiente urbano.

[ps]03 - 1osem2007 = [ps]

Paisagens Superabundantes: Texto a ser entregue contendo imagens e textos, a partir dos conceitos operativos definidos diariamente na disciplina Teoria Urbana.