De acordo com a aula do dia 08 de setembro e o texto “Os rastros da multidão”, a nossa realidade de hoje nos causa grande estranhamento quando nos deparamos com as novas formas de organização da sociedade, o motivo deste sentimento se deve ao fato de estarmos presos a ideais passados de família, pátria, etc., o que nos garantia viver numa zona de conforto, estabilidade e segurança.
Hoje não existem mais referenciais, a sociedade pós-moderna é movida pelo caos e pela insegurança. Qualquer exemplo como o da Dona Maria de Fátima comprova este fato. Ela, assim como a maioria dos moradores de rua, taxados como a multidão, o povo, para nós pertencem a faixa dos marginalizados, aqueles que não prevíamos. E como que se fosse resposta aos nossos princípios e referencias, eles também não se importam com o que pensamos sobre eles, estão livres dos rótulos e rotinas que nos cercam e que nos tornam cada vez mais escravos do capitalismo. Estabeleceram suas subjetividades e vivem de acordo com seus princípios, seus comuns.
Para se entender o que acontece atualmente é necessário estabelecer novas formas de comunicação e cooperação uns com os outros e assim mudarmos nossos conceitos e subjetividades, somente com a troca de experiências e informações conseguiremos nos abrir e aceitar a nossa realidade pós-modernista. Para que haja uma formação de um senso comum entre as pessoas que possuem opiniões e formações diferentes, deve-se estabelecer um novo olhar sobre a sociedade descartado da nostalgia da sociedade tradicional que aos poucos vai se dissolvendo e formando novas formas de se viver e pensar. A nossa realidade nos mostra que somos todos diferentes e por isso se torna impossível entender a nova ordem social como algo unitário, simbolizado.
O que existe hoje é uma nova relação entre os povos em busca de um senso comum que não cause tanta estranheza e que seja compatível com a nossa realidade. Somente vivenciando e trocando idéias e experiências no dia-a-dia, poderemos aceitar como normal ou comum fatos como o da Dona Maria de Fátima, como os gays, rippies, etc.
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