documentarista: fabiana
conceito: fruição
texto: a obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica
autor: walter benjamin
À obra de arte pode-se agregar dois valores distintos: o valor da obra como objeto de culto e o seu valor de exposição.
No valor de culto a produção da obra de arte está direcionada à magia, aos rituais. Assim, esta pode ter importância mesmo que não esteja exposta. Esta forma de valorização da obra está diretamente relacionada ao cotidiano das pessoas, ou seja, o valor agregado a um determinado objeto é dado a partir da presença do mesmo na vida das pessoas.
Mas à medida que as obras de arte são expostas elas conseqüentemente perdem o seu valor de culto.
É diante das novas técnicas de reprodução que a obra de arte ganha um outro valor: o de exposição. Neste, a sua reprodução permite a circulação da obra despertando nas pessoas o desejo de posse. Assim, a função do objeto não é mais de culto, mas sim uma função artística, cujo destino é o mercado.
A fotografia fortalece ainda mais o valor expositivo da obra de arte, mas valor de culto ainda pode ser compreendido na figura do rosto humano já que no retrato é praticado o culto da lembrança. A fotografia sem a figura humana não é considerada uma obra de arte, somente uma forma de documentar.
Com a fotografia há uma mudança no modo de percepção da arte. Ela permite que qualquer obra seja contemplada através do papel diminuindo a distancia geográfica entre o expectador e a obra.Ou seja, ela transforma a obra de arte em um fenômeno de massa, pois a retira de seu lugar original retira sua historicidade.
As técnicas de reprodução da arte também modificam a atitude da massa diante de uma obra de arte. O seu comportamento é medido pelo conhecimento ou vivencia da massa diante de determinada obra. Há uma ligação social entre a arte e o público que pode comprometer significamente à fruição da obra.
Com o cinema o valor de culto de uma obra de arte desaparece por completo, já que o cinema foi desde o início destinado às massas e ao mercado. É da massa que surgem as novas atitudes diante de uma obra de arte e assim a quantidade tornou-se qualidade. É um conceito coletivo, uma experimentação coletiva da arte que possui conseqüências sociais e políticas. Pode- se facilmente separar o espírito crítico da fruição da obra. As massas buscavam diversão mas a arte exige recolhimento.
Diversão e recolhimento possuem conceitos distintos. Diante de uma obra de arte é necessário o recolhimento para ser envolvido pela arte ao contrário da diversão onde a obra penetra na massa.
A arquitetura é uma das obras de arte mais antiga, já que desde a Pré- história o homem construía. Ela possui uma relação direta com as massas de duas maneiras: utilizando-a ou contemplando-a. A fruição pode ser tátil ou visual.
A fruição visual é uma compreensão racional do processo artístico, está ligada à contemplação onde predomina a estética. Já a fruição tátil está relacionada à parte sensorial, onde tudo que é percebido nos atinge. Esta se realiza mais pelo hábito do que pela atenção.
Can Dialectics Break Bricks?
sábado, 19 de maio de 2007
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notas sobre a produção de teorias urbanas quaisquer
sobre fazer teoria
.Como se conhece
.O que é especular ou hipóteses
.Como racionalizar
.Sobre teoria e prática ou a importância da consideração do fenômeno teórico como histórico presentificável
.Quem formula uma teoria
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.Sobre valores
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.[bio]Potência
[...]quaisquer?
sobre [panf]letagens [2sem2009]
usar a palavra-chave dada a partir dos seguintes textos como ponto de partida para produção de um construto
01. Kitchen Stories [direção: Bent Hammer] + ABALOS, I. O que é Paisagem = paisagens íntimas
02. KOOLHAAS, R. Cidade Genérica + KOOLHAAS, Rem. Vida na Metrópole ou a Cultura da Congestão = fantasias genéricas / congestão genérica
03. TSCHUMI, B. O Prazer da Arquitetura IN: NESBIT, K. Uma Nova Agenda para a Arquitetura = funcional / inutilidade
04. VIDLER, A. Teoria do Estranhamento Familiar IN: NESBIT, K. Uma Nova Agenda para a Arquitetura = roberto / dessimbolização
05. MAAS, W. FARMAX = leveza
06. NEGRI, A, HARDT, M. Multidão = maria de fátima
07. FLUSSER, V. Design: Obstáculo para a remoção de Obstáculos IN: _______. O Mundo Codificado = reciclagem / sofá
08. GANZ, Louise. Lotes Vagos na Cidade: Proposições para Uso Livre IN: ____ SILVA, B. Lotes Vagos = beleza
09. CRIMP, Douglas. Isto não é um Museu IN: _________. Sobre as Ruínas do Museu = coleção de museu / admiração imparcial
10. WEIZMAN, Eyal. Desruição Inteligente IN: v.v.a.a. 27a Bienal de Arte de São Paulo. Como Viver Junto = infestação / desparedamento
11. Koolhaas Houselife = funcionalidade
12. CORTEZAO, Simone. Paisagens Engarrafadas = paisagismo marcado
13. BRANDAO, Luis Alberto. Mapa Volátil. Imaginário Espacial: Paul Auster IN: _______. Grafias de Identidade. Literatura Contemporânea e Imaginário Nacional = andarilho
14. CANUTO, Frederico. Notas Sobre Ecologias Espaciais = ecossistemas
15. SANTANA, P. A Mercadoria Verde: A natureza = fotografias verdes
16. Central da Periferia = calypso amazônico / brega
17. BECKER, B. Amazônia: mudanças Estruturais e Urbanização IN: GONCALVES, M.F. et al. Regiões e Cidades. Cidades nas Regiões = fotografias verdes
19. Edifício Master. Direção: Eduardo Coutinho + CANUTO, Frederico. Apto[s], 01qrt, 1sl, 1coz, s/vg. =
20. WISNIK, Guilherme. Estado Crítico =
[d] - 1sem2009 = [doc]01 - 1osem2007 = [doc]
Documentário: Documentar os conteúdos ministrados durante a aula do dia, sendo obrigatório entregar no dia posterior, um arquivo digital contendo:
-fotografias/imagens do que foi escrito nas carteiras ou no quadro negro, bem como as discussões em sala de aula;
-outras imagens podem ser colocadas, porém devem ser relacionadas ao conteúdo da aula;
-um texto como o resumo da aula, podendo ou não conter colocações do aluno-autor;
-biografia dos autores citados em sala de aula [pesquisar no curriculo lattes, wikipedia e outros sites]. Na biografia dos autores citados deve, necessariamente, conter os trabalhos mais relevantes, bem como vínculo a escolas de pensamento;
-indicações de sites relacionados aos assuntos trabalhados em sala [mínimo de 05 links];
-notícias relacionadas ao assunto discutido em sala [mínimo de 05 notícias];
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[a]02 - 1osem2007
Apresentações
Grupo A: Apresentação para a sala de aula dos seguintes temas:[SURREALISMO]+[DADAISMO]+[FLUXUS], segundo os seguintes critérios mínimos:
-exposição do pensamento do grupo e diversas correntes internas, através de seus conceitos;
-exposição das diversas modalidades: pintura, escultura, arquitetura...;
-período e países onde atou;
-principais nomes e respectivos trabalhos;
-articulação obra-conceitos-ambiente urbano.
Grupo B: Apresentação para a sala dos seguintes temas: [KOOLHAAS01 – Delirous New York+SMLXL]+
[KOOLHAAS02 – Mutations+Project on the City 01+02]+
[KOOLHAAS03 – Content +Reconsidering OMA], segundo os seguintes critérios mínimos:
-conceitos;
-eviolução de pensamento;
-textos e questões trabalhadas;
-cronologia dos trabalhos;
-articulação obra-conceitos-ambiente urbano.
[ps]03 - 1osem2007 = [ps]
Paisagens Superabundantes: Texto a ser entregue contendo imagens e textos, a partir dos conceitos operativos definidos diariamente na disciplina Teoria Urbana.
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