Can Dialectics Break Bricks?

sexta-feira, 15 de junho de 2007

[d11] - Marcel Duchamp [paris-zurique-new york] + [1887-1968]

documentarista: janine
conceito: faça voce mesmo
texto: marcel duchamp, engenheiro do tempo perdido [cap05]
autor: pierre cabanne


Arte ou não-arte?A arte não é mais forma de decoração, mas um meio de contestação e diversão.Marcell Duchamp em um dos seus ataques de “destruição” à obra de arte eirresponsabilidade* lança na cena artística de New York a figura de RoseSélavy, uma “artista” dotada de uma profunda ironia (aspecto esse própriodele mesmo). Uma espécie de transfiguração artística de uma personalidadereal de Duchamp, uma tentativa de desvincular sua imagem à obra. Essa talirresponsabilidade está atribuída ao fato de que ao invés de assinar seupróprio nome em seus trabalhos, usou de pseudônimos para dar outro valor auma “obra de arte”. Valor esse que poder traduzido na idéia de desviar aatenção do observador para a obra e não para a assinatura. Se ele seconsiderava um não artista, porque então não se identificou em alguns dosseus trabalhos? Talvez por saber que seria um desses artistas? Ou por puradiversão? Através de um pensamento pessoal, não acho que essairresponsabilidade se restringe apenas numa assinatura, e sim, também, emseus atos de “destruição” à obra de arte de outros artistas.O artista se torna um personagem, sendo exposto como obra de arte.Para Duchamp a arte estava se tornando mais a forma de um signo, osentimento que se dirigiu durante toda sua vida. O que importa, na verdade,é a intenção do artista, a abstração e não mais o objeto em si.Duchamp, quando abandona a pintura, em 1915, assume uma atitude derompimento com o conceito de arte, considera que o gosto estético é fruto demero hábito e busca outros modos de expressão. Ele nega a própria noçãomoderna de obra de arte do séc.XVIII e séc.XIX, iniciando assim a construçãoda antiarte. O artista destrói a definição de mesma de maneiraesquizofrênica, se negando como artista, brincando com as coisas docotidiano de fazer arte, ou melhor, não-arte. A partir desse conceito de que o objeto produzido não interessa, mas sim opróprio artista enquanto obra de arte, Duchamp passa a definir uma visão provocativa da arte contemporânea.

“Picasso transformou tudo em arte, enquanto Duchamp, sem transformar nada,fez com que tudo pudesse ser arte”.

O fato de tudo poder ser arte, não implica em que qualquer coisa seja arte.Na verdade a “coisa” pouco importa. Arte é arte porque foi feito por umartista e está exposto num museu ou fotografado em uma revista. Até queponto podemos dizer que uma coisa é arte ou não-arte? Até que ponto pode-sedizer que um “artista” é um artista ou um Duchamp? O Duchamp era um artista?Na verdade, ela não está nos museus mas sim entranhada em nossa cultura ecomportamento, inspirando constantemente nossa imaginação.

“Ao invés de tentar se expor na vitrine esperando o olhar de alguém, por quenão vive e faz da sua vida uma obra de arte?”

Duchamp tentou buscar inspiração no clima artístico de Paris, onde fezexposições/mostras, fundando uma indústria cultural da arte. Baseando-se naidéia de que na Europa já existe um passado histórico, uma história da arte,de ruínas e construções (Paris – séc.XIX), um lugar menos agitado, “menossolto”. Onde que em New York, a primeira cicatriz de um passado recente foio acontecimento de 11 de setembro de 2001, lugar de maior agitação e liberdade artística.
Por New York, Duchamp circulava com suas maletas expondo seus trabalhos, como interesse de fazer a arte também circular.
Apesar de sua inteligência e sincera aversão à arte academizada e acomodada,a atitude antiarte e o exemplo que deu geraram, talvez por um mal-entendido,uma “arte” da facilidade e do improviso inconseqüente, da esquizofrenia e dodesrespeito, a que faltam exatamente exigência e rigor ético.
Contraditoriamente, a rebeldia de Duchamp tornar-se-ia arte oficial, aceitae financiada por fundações e museus, exposta em galerias. A própria obra deDuchamp terminou no Museu de Arte da Filadélfia. Ironia? Cultura, lixo ouarte? Duchamp x Arte.
Como exemplo de seguidores de Duchamp e da dissipação do seu trabalho tem-seBenjamin Vautier, que foi chamado até de Duchamp nº 2, com o conceito de quea obra de arte reside, acima de tudo, na intenção, procurando fazer de suavida uma obra artística. No lugar de se expor, ele se expõe.
A arte começa a se tornar história.Duchamp faz a distinção: O que é arte? O que é estética?

* Irresponsabilidade: s. f., qualidade do que é irresponsável.* Irresponsável: adj. 2 gén., não responsável;que não tem responsabilidade.* Responsável: adj. 2 gén.,que tem ou assumiu responsabilidade; que tem decumprir obrigações suas ou alheias; s. 2 gén., aquele que responde por.

Fluxus
Fluxus foi criado por George Maciunas, com intenção de ser o título de umarevista, que continha publicações de textos de artistas de vanguarda. Omovimento acontece nas décadas de 60 e 70 (EUA, Europa e Japão). O mesmocontestava o sistema de museu e galeria de arte através de performances,happenings e vídeo-arte. Tinha como objetivo transmitir para o cotidiano semter que ser exposto.
Os principais artistas são Jonhn Cage, com a peça 4’33’’. Nam June Paikapresentando instalações para exposições de vídeo-arte. Yoko Ono, mostrando instruções de obra arte.
Dentro de Fluxus existem as várias formas de manifestações artísticas: aarte conceitual, a performance, o happening. A arte conceitual foi ummovimento artístico moderno ou contemporâneo. Baseava-se no conceito paraobra antes dela ser produzida e tinha como preocupação a idéia e não oproduto final. A performance é um movimento mais elaborado que o happening,envolvendo a dança, o teatro, a música para uma platéia ou não platéia. Podeser uma ação mais aleatória, dependendo do acaso. Os happenings, paraDuchamp, é uma manifestação de aborrecimento, fazer algo para aborrecer aspessoas que estão ao redor servindo de espectadores. O verdadeiro happening não dura mais do que vinte minutos, pois normalmente acontecem em lugaresabertos, sem assentos.
Todas essas três manifestações estão vinculadas com a idéia de levar a artepara o meio urbano. Fluxus era uma manifestação artística sem regras esócios, como o Surrealismo. Cada um era Fluxus por si próprio. Qualquercoisa podia ser usada para arte, qualquer coisa pode ser arte e qualquerpessoa pode fazê-la.
O Fluxus, na verdade, tinha como conceito básico o “Faça Você Mesmo”, ondequalquer um pode ir para o meio urbano e apresentar uma manifestação ou uma“obra de arte” de uma forma mais teatral. Liberdade artística tão sustentadana idéia de Duchamp e Vautier.
Fluxus é uma arte não mais figurativa, nem abstrata, o que está em “jogo” é a vida das pessoas.

Biografia
Ben Vautier (1935)Nascido em Nápoles, o trabalho de Ben foi influenciado pela obra de MarcelDuchamp e Yves Klein de quem foi muito amigo. Associou-se ao grupo Fluxus em1962. Foi um dos pioneiros na criação e apresentação de happenings naEuropa. Ao longo dos anos 60 e 70, foi responsável por várias publicações. Participou de inúmeras mostras internacionais entre as quais a XVII Bienalde São Paulo com o Grupo Fluxus, apresentando o happening “Fluxus Concerto”(1983).

Questões
Fluxus não existe
Fluxus é manipulado pela CIA
Realidade é comer, dormir ...Não Fluxus.
Se na política tudo é mentira, porque não em Fluxus?
Se Fluxus fosse uma árvore onde estariam suas raízes?Cage? Duchamp? Zen? Malewitch?
Cultura é somente um meio de se lembrar quem somos nós
Cultura contém outro modo de contar para o outro: você não sou eu
Fluxus pode mudar isso.
Fluxus é uma piada, uma brincadeira.
Mas quando penso em arte e sua suposta importância eu não sinto vontade de brincar.

Bibliografia
*http://www.niteroiartes.com.br/cursos/la_e_ca/modulos2.html*http://www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=63
*http://bienalsaopaulo.globo.com/artes/artistas/artista_descritivo.asp?IDArtista=5875
*http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/exposicoes/exposicao_homenagem_pierre/exposicao_homenagem_restany.asp*http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=362
*www.mac.usp.br/.../arteconceitual/vautier.htm
*http://www.museofotografiacontemporanea.com/contemporanea/atelier/Atelier/vau001.htm
*http://www.sztaki.hu/providers/kirakat/projekt/gyujtes/ben1.html
*http://www.sztaki.hu/providers/kirakat/projekt/gyujtes/ben3.html
*http://www.ben-vautier.com/
*http://br.geocities.com/ideia_form/semana_22/duchamp.html*http://www.zmario.hpg.ig.com.br/textos.html*http://www.portalartes.com.br/portal/artigo_read.asp?id=612

Links de reportagens:
http://www.ambafrance.org.br/rj/francais/activite_culturelles4.htm
http://www.revista.art.br/site-numero-07/trabalhos/RESENHAS/RESENHA3.htm
http://ruibebiano.net/zonanon/artes/rr030105.htm
http://www.niteroiartes.com.br/cursos/la_e_ca/modulos2.html
http://www.eletronicbrasil.com.br/materiasarq.asp?Cod=8http://www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=63
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult2707u32.shtml (*adoreiesse!!!)

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notas sobre a produção de teorias urbanas quaisquer

sobre fazer teoria .Como se conhece .O que é especular ou hipóteses .Como racionalizar .Sobre teoria e prática ou a importância da consideração do fenômeno teórico como histórico presentificável .Quem formula uma teoria sobre o Urbano .Potências [in]disciplinares .Virtualidade e Transdução .Dialética e Gradações: necessidades da realidade .vida cotidiana .Urbanismo .Sobre valores .Festa .[bio]Potência [...]quaisquer?

sobre [panf]letagens [2sem2009]

usar a palavra-chave dada a partir dos seguintes textos como ponto de partida para produção de um construto
01. Kitchen Stories [direção: Bent Hammer] + ABALOS, I. O que é Paisagem = paisagens íntimas
02. KOOLHAAS, R. Cidade Genérica + KOOLHAAS, Rem. Vida na Metrópole ou a Cultura da Congestão = fantasias genéricas / congestão genérica
03. TSCHUMI, B. O Prazer da Arquitetura IN: NESBIT, K. Uma Nova Agenda para a Arquitetura = funcional / inutilidade
04. VIDLER, A. Teoria do Estranhamento Familiar IN: NESBIT, K. Uma Nova Agenda para a Arquitetura = roberto / dessimbolização
05. MAAS, W. FARMAX = leveza
06. NEGRI, A, HARDT, M. Multidão = maria de fátima
07. FLUSSER, V. Design: Obstáculo para a remoção de Obstáculos IN: _______. O Mundo Codificado = reciclagem / sofá
08. GANZ, Louise. Lotes Vagos na Cidade: Proposições para Uso Livre IN: ____ SILVA, B. Lotes Vagos = beleza
09. CRIMP, Douglas. Isto não é um Museu IN: _________. Sobre as Ruínas do Museu = coleção de museu / admiração imparcial
10. WEIZMAN, Eyal. Desruição Inteligente IN: v.v.a.a. 27a Bienal de Arte de São Paulo. Como Viver Junto = infestação / desparedamento
11. Koolhaas Houselife = funcionalidade
12. CORTEZAO, Simone. Paisagens Engarrafadas = paisagismo marcado
13. BRANDAO, Luis Alberto. Mapa Volátil. Imaginário Espacial: Paul Auster IN: _______. Grafias de Identidade. Literatura Contemporânea e Imaginário Nacional = andarilho
14. CANUTO, Frederico. Notas Sobre Ecologias Espaciais = ecossistemas
15. SANTANA, P. A Mercadoria Verde: A natureza = fotografias verdes
16. Central da Periferia = calypso amazônico / brega
17. BECKER, B. Amazônia: mudanças Estruturais e Urbanização IN: GONCALVES, M.F. et al. Regiões e Cidades. Cidades nas Regiões = fotografias verdes
19. Edifício Master. Direção: Eduardo Coutinho + CANUTO, Frederico. Apto[s], 01qrt, 1sl, 1coz, s/vg. =
20. WISNIK, Guilherme. Estado Crítico =

[d] - 1sem2009 = [doc]01 - 1osem2007 = [doc]

Documentário: Documentar os conteúdos ministrados durante a aula do dia, sendo obrigatório entregar no dia posterior, um arquivo digital contendo:
-fotografias/imagens do que foi escrito nas carteiras ou no quadro negro, bem como as discussões em sala de aula;
-outras imagens podem ser colocadas, porém devem ser relacionadas ao conteúdo da aula;
-um texto como o resumo da aula, podendo ou não conter colocações do aluno-autor;
-biografia dos autores citados em sala de aula [pesquisar no curriculo lattes, wikipedia e outros sites]. Na biografia dos autores citados deve, necessariamente, conter os trabalhos mais relevantes, bem como vínculo a escolas de pensamento;
-indicações de sites relacionados aos assuntos trabalhados em sala [mínimo de 05 links];
-notícias relacionadas ao assunto discutido em sala [mínimo de 05 notícias];

[a]02 - 1osem2007

Apresentações Grupo A: Apresentação para a sala de aula dos seguintes temas:[SURREALISMO]+[DADAISMO]+[FLUXUS], segundo os seguintes critérios mínimos: -exposição do pensamento do grupo e diversas correntes internas, através de seus conceitos; -exposição das diversas modalidades: pintura, escultura, arquitetura...; -período e países onde atou; -principais nomes e respectivos trabalhos; -articulação obra-conceitos-ambiente urbano. Grupo B: Apresentação para a sala dos seguintes temas: [KOOLHAAS01 – Delirous New York+SMLXL]+ [KOOLHAAS02 – Mutations+Project on the City 01+02]+ [KOOLHAAS03 – Content +Reconsidering OMA], segundo os seguintes critérios mínimos: -conceitos; -eviolução de pensamento; -textos e questões trabalhadas; -cronologia dos trabalhos; -articulação obra-conceitos-ambiente urbano.

[ps]03 - 1osem2007 = [ps]

Paisagens Superabundantes: Texto a ser entregue contendo imagens e textos, a partir dos conceitos operativos definidos diariamente na disciplina Teoria Urbana.