O prazer da arquitetura a partir do texto homônimo de Bernanrd Tschumi não está em ser pragmático, onde tudo é perfeito e bem planejado, e não gera problemas, pois a maior forma de prazer em arquitetura é o inesperado, ou seja, o caos (outro nome para o inesperado). Mas isso não quer dizer que a geometria e a racionalidade também não produzem prazer, pois elas também produzem, que é o chamado prazer da ordem. E o prazer da arquitetura não se restringe a esses prazeres.
Pode-se pensar na cidade como uma cidade-jardim, onde acontece o inesperado já quem possui diferentes traçados em um mesmo espaço, ou seja, onde não se pode planejar, pois a natureza não é controlável.
Então a arquitetura que os arquitetos e urbanistas sempre se preocupam e buscam, com apoio teórico de vitrúvios, é a funcionalidade, mas ao contrario, é a não funcionalidade que gera prazer, e, além disso, pode-se dizer que as restrições também geram prazer.
O prazer máximo da arquitetura está nos aspectos mais proibidos dela, ou seja, o ponto de partida da arquitetura é justamente “driblar” as proibições. Então exceder os dogmas funcionalistas não é uma questão de subversão, mas sim quebrar a forma de arquitetura que a sociedade conservadora espera dela, gerando ricas especulações.
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