Can Dialectics Break Bricks?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

[doc-janims] cópia

cópia  pode ser entendida como aquilo que agride a individualidade de algo ou de alguém. É um atentado à originalidade e ao potencial imaginativo. A busca de referências em estilos e técnicas antigas é válida , porém não deve ser tomada como regra, pois tende a travar o potencial e criador de um profissional.  
No campo do Urbanismo, entende-se que a cópia pode ser útil como fonte de pesquisa, pois ao tratarmos de cidade vemos que cada caso é um caso e soluções pré-estabelecidas não se aplicam a todos lugares e/ou situações.  Estilos do passado são  pressupostos para o novo do futuro. Viva o convívio harmonioso com a  ruína!!!!? 
Ruskin entendia a Arquitetura como uma expressão forte e duradoura capaz de se eternizar carregando em si uma enorme carga de valor histórico e cultural. Ruskin defendia a idéia de que as edificações deveriam atravessar os séculos de maneira intocada envelhecendo segundo seu destino, lhe admitindo a morte se fosse o caso. Com algumas exceções permitia pequenos trabalhos de intervenção que evitassem a queda prematura das edificações.
Do mesmo modo, recomendava a execução de reforços estruturais em elementos de madeira e metal quando estes estavam em risco de se perder, assim como reparos pontuais de fixação ou colagem de esculturas em risco de ruir, mas de maneira nenhuma admitia imitações, cópias e acréscimos.? 

sábado, 2 de maio de 2009

[doc-francine] cópia

A temática da aula foi John RUSKIN + Willian MORRIS + Giovanni Baptista PIRANESI e os modelos que estes pensadores criaram de uma “cidade ideal”, formatada no ideário do retorno ao passado pré-industrial, onde o homem relacionava-se cotidianamente com a natureza. Imbuídos de uma nostalgia do passado, cada um teoriza novas formas de cidades, sempre buscando um passado que imaginam ser o ideal, longe das angústias e mazelas das cidades industrializadas. 
John Ruskin cria uma um modelo de cidade limitada e circundada por parques, onde cidade e natureza deveriam ser “preservadas” da mesma maneira. 
Willian Morris teorizou que as cidades deveriam ser pequenas aldeias, fluidas e irregulares, circundadas por reservas naturais, sem nenhum tipo de industrialização. 
E finalmente, Piranesi; que estudando a antiguidade clássica, reunia os fragmentos que encontrava, e diante de um questionamento sem resposta; simplesmente reinventava as cidades e os seus cotidianos. Para Piranesi “em matéria de arquitetura, não havia um Éden ao qual retornar”. Ele acreditava que deveríamos ser livres e interpretar a história da nossa própria maneira. O vazio é o espaço para ser preenchido da maneira que se queira.
Todas essas teorias são cópias de um passado idealizado. Não passam de uma invenção, de uma interpretação subjetiva de um passado que cada um dos teóricos idealizou. É um mundo de sonhos numa dimensão extraordinária de espaço, sendo ele grande ou pequeno, sem nenhuma limitação criativa.   

[doc-saulo] banqueiro anarquista

O Anarquismo pode ser compreendido como uma idéia política e social genérica que expressa negação de todo poder, soberania, dominação, divisão hierárquica, e o desejo de sua dissolução.  “Anarquismo é, portanto mais que anti-estatismo do governo (estado) sendo, apropriadamente, o foco central da crítica anarquista”.      
Na verdade é como se cada um tivesse autonomia, para proceder sem nenhum tipo de controle, ou lei.      
Então como falar de um banqueiro anarquista, que se encontra sob o total controle dos funcionários do banco, é contraditório, mas surge o problema de como se manter sem que haja controle, administração, então no anarquismo trabalha-se junto em questões espaciais, mas,  totalmente separado no desempenho das atividades.Tudo isso para evitar criar “tirania”.  Portanto essa prática torna-se irrealizável, pois sempre precisará existir uma hierarquia entre as atividades afim de controlar e distribuir os ganhos proporcionalmente entre os indivíduos de cada nível hierárquico. É como se fosse os salários dos bancários, o salário do gerente do banco + gratificações e o lucro total gerado pelo banco ao banqueiro.    
E assim, acabamos por considerar como justa a sociedade burguesa, que trabalha exatamente da forma citada.     
Aí está a capacidade do banqueiro se tornar um anarquista podendo influenciar os clientes de seu banco através do vinculo que os unem, o dinheiro, e assim não só o banqueiro, mas todos que de uma certa maneira possam influenciar demais indivíduos através de um objeto de dominação sob o controle dele.

[doc-gabriela] paixões

As cidades do século XIX refletiam o momento de mudança vivido pela sociedade. O homem que acreditava que com o domínio da máquina aumentaria a produção e conseqüentemente melhoraria sua vida, se viu escravo da sua própria ambição, deixando de lado suas vontades e prazeres para entrar na “corrida” em busca de algo que nem mesmo ele sabe o que é. 
Desta forma não só a vida das pessoas, mas a situação da cidade industrial estava em total descontrole, com uma densidade populacional assustadora, habitações e condições precárias, poluição, tudo isso causava repulsa e desprezo por parte das pessoas com o meio em que viviam. Diante deste caos, surgiram propostas de reformas urbanas, como é o caso dos utopistas discutidos em sala, mais especificamente Charles Fourier. 
Charles Fourier foi um grande crítico deste novo ambiente urbano e suas idéias contrapõem aquelas que estavam sendo absorvidas pela sociedade. Ele defendia que as ações não derivassem de um proveito econômico, mas de paixões, que poderiam ser alcançadas através de uma vivência coletiva e harmônica.  
Fourier coloca a paixão radical descontrolada como algo natural e fundamental na vida do homem, que deve ser aflorada e vivenciada no cotidiano. 
O Falanstério foi um projeto de Fourier  para o “caos urbano” vivido neste período. 
Esta nova proposta sugeria construções coletivas, estilo alojamentos, com quartos não familiares, onde todos pudessem se relacionar e ter uma vida em comum sem “barreiras individuais”. Um lugar propício para satisfazer os desejos sexuais e vivenciar as paixões. 
Este novo conceito reflete o pensamento socialista de Fourier que defendia a liberdade social e direitos iguais, negando tudo que tende ao individualismo.

[doc-frank] paixões

Falanstério era o modelo de comunidade proposto por Chales Fourier que consistia em grandes construções comunais com uma organização descentralizada, onde cada um trabalharia conforme desejasse. Para Fourier as paixões são impulsos e necessidades que podem ser desenvolvidas e que se fosse permitido às pessoas realizar livremente sues desejos, se produziria um estado de equilibrio e harmonia entre todos.  
Estas unidades habitacionais seriam auto-suficientes trocando bens entre si, dispondo de terras para o cultivo agricola e outras atividades econômicas. Cada pessoa seria livre para escolher seu trabalho, e o poderia mudar quando assim desejasse. Uma rede extensa desses falanstérios seria a base da transformação social que por meio da experimentação daria origem a um novo mundo, encontrando na América condições favoráveis para sua implantação.  
Fourier acreditava que viver com as mesmas pessoas a vida inteira e o tempo todo, mantendo relações amorosas e sexuais com a mesma pessoa por toda a vida condenava os envolvidos à monotonia e ao tédio, assim como ao conformismo, impedindo um maior desenvolvimento da personalidade se comparado às possibilidades existentes nas relações mais múltiplas de duração diversa, pois as pessoas aspiram à realização de seus desejos, no entanto se reprimem e recorrem à moral para se auto-justificarem e reprimirem os que quiserem perseguir seus desejos, ou como diria Fourier suas paixões. Neste contexto, é precavido imaginar o espaço em que se caracterizavam os fanlastérios, imagino um corredor, com infindas portas, destas algumas entreabertas, configurando o espaço dito como livre e independente, de experimentações e relações sociais distintas. 
Por fim, o destino das coisas sem uma organização racional e ocidentalmente pensada, o fracasso destes fanlastérios, dado pelas dificuldades intrínsecas e por seu rápido crescimento, atraindo em pouco tempo uma quantidade enorme de pessoas pouco preparada e menos comprometida.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

[doc-joão marcos] elefante

Depois da primeira intervenção de Haussmann na França, onde ele tentava proteger a cidade contra a guerra civil, impedindo o levantamento de barricadas, alargando as avenidas,  e tirando assim os bairros operários do centro de Paris.  A França em busca de expandir-se fez ataques a Alemanha e Rússia,que acabaram sendo mal sucedidos, já enfraquecidos pelas batalhas  a França sofre ataques da Rússia e/ou (Prússia). 
O grande extermínio do exército francês faz com que o proletário ou seja o povo francês, voltassem as Comunas com isso as barricadas reaparece novamente coincidentemente nos mesmos pontos antes da intervenção Haussmaniana,  as Comunas eram cercadas por muralhas e a Praça da Bastilha volta ser o “centro de comando” das Comunas. 
Mesmo com a Guerra acontecendo o povo que estava cercado continuava normalmente suas vidas, trabalhando, tendo lazer, só que com um diferencial, a aproximação. O contato entre a população aumenta e as necessidades vão surgindo, por exemplo, os zoológicos que antes eram visto como objeto de contemplação de trazer o estranho para próximo de suas próprias vidas passam a fazer parte da vida da população. 
Animais como Elefantes, Urso, entre outros, servem agora de alimento para a população, assim eles começam a criar novos “tipologias” de vida, o que antes era apenas objeto estranho, feito para contemplação agora passar a fazer parte da vida e do prato da população francesa. 

[doc-kettine] elefante

Na aula do dia 19/03/2009 falamos sobre a guerra entre a França e a Alemanha (Império Prussiano) ocorrida em meados de 1868 a 1871. Paris fica cercada durante essa guerra, entretanto seu interior vira uma “festa”. Isso porque enquanto a guerra ocorria ao redor de Paris, internamente a vida tinha que continuar e a população era obrigada a buscar formas de sobrevivência diferentes das usuais. Dentre as necessidades que surgiram na época, há algumas que dizem respeito à alimentação. Neste período, devido à escassez de comida, as pessoas começaram a se alimentar de carne de ratazana, avestruz, gato e até mesmo carne de elefante. Essa necessidade acaba gerando criatividade no ser humano que passa a inventar variados pratos usando a carne destes animais que antes ocupavam espaço no zoológico.   
Sites relacionados ao assunto: http://www.marxists.org/portugues/marx/1850/11/lutas_class/introducao.htm Acessado em 26/03/2009 as 11h50 http://books.google.com/books?hl=pt-BR&lr=&id=9demMFjyd5UC&oi=fnd&pg=PA287&dq=guerra+1865+a+1870+-+Fran%C3%A7a+e+Alemanha+-+Alimenta%C3%A7%C3%A3o&ots=feVhoZ_f5Z&sig=0udsX1oChABxiu8_Qmj8ZrUiEmA#PPA286,M1

[doc-matilde] ócio

A palavra ócio significa vagar; repouso; lazer; descanso; estado de quem não faz nada; preguiça. Mas será que realmente não estamos fazendo nada no ócio? Nossa mente fica parada no espaço? Em que pensamos?   
Charles Baudelaire cria um de seus maiores personagens literários, o Flâneur. Que é um ser que observa o mundo que o cerca de maneira real e descritiva, levando a vida para cada lugar que vê. Descreve as cidades, as ruas, os becos, o externo. Desvincula-se do particular, recrimina o privado, de forma a ver a rua como lar, refúgio e abrigo. O olhar ocioso, vindo de um perambular pela cidade, faz com que o Flâneur possua um olhar crítico sobre a realidade.   
Na cidade do século XXI as informações são lançadas a todo o momento e a mudança torna-se o signo da vivência. Com essa configuração, fica difícil possuir um olhar crítico sobre a nossa realidade. A observação desse espaço urbano requer uma abstração do excesso de informações, sejam elas visuais, sensoriais ou mesmo setoriais.   
E abstrair é gerar ócio, é desprender dos objetivos, libertar a mente para a captação de novos ângulos com novos olhares, dentro de um urbanismo saturado.   
Referência 
http://www.webartigos.com/articles/1285/1/trilhando-dialogos-com-baudelaire acessado em 15/03/09.

[doc-rosilaine] visão

Relacionado a palavra proposta visão, pode-se dizer que ela esta diretamente relacionada com o panorama citado na última aula. O uso de imagens pintadas da história trouxe inúmeras inovações, inclusive as de ordem técnica.     
O processo de composição dos painéis móveis ou fixos de grande dimensão, serve para apontar as novas tecnologias e os recursos de instrumentos óticos mecânicos, usados pelos pintores para facilitar o trabalho artístico, alteraram a percepção dos artistas e do público. Verdadeiros espetáculos visuais envolvendo imagens pintadas ou projetadas de vistas instantâneas, sobre painéis com a superfície plana ou cilíndrica.       
A origem dos panoramas é obscura, a montagem do primeiro foi realizada no fim do século XIII por Henry Aslon Baker, em Londres (1971).

[doc-andré calixto] cemitério

Quando pensamos em cemitério logo vem em nossa mente a idéia de morte, de fim, ali, no fundo da sepultura  termina a vida, a alegria, a tristeza, a angústia, ali se inicia o nosso descanso eterno, onde nosso corpo será guardado, como algo precioso, como uma relíquia a ser preservada em um pedaço de chão com um monte de ossos que um dia teve uma história e fez parte de um contexto social, político e econômico. 
O desejo de guardar algo que um dia fez parte nossa vida sempre esteve presente na sociedade. Durante o século XIX, momento grande transformação gerada pela Revolução Industrial, as pessoas com medo de perder suas raízes, sua história, seus parâmetros e referenciais, criavam  espaços onde a tradição e a história seriam preservados como algo muito precioso.
Do mesmo jeito que são as casas de nossos avós, cheio de fotos e objetos que contam sua história, o interior burguês se torna um modo ilusório, um abrigo. O exterior se torna uma ameaça, por causa da sua evolução. O aparecimento de novos materiais nas fachada e a transformação do modo de vida das pessoas, fazem com que elas transfigurem o objeto em uma coisa sua, e sua casa se  torna um “cemitério” guardando coisas que nunca vão ser usadas, apenas mostradas, tirando o seu valor de troca.

[doc-luciana chaves] sexo

A cidade de Paris, no século XVIII, passa por importantes transformações culturais, econômicas e sociais devido a inúmeros fatores como: superpopulação, a seca, doenças causadas por organismos oriundos do esgoto mal canalizado e de corpos em putrefação em cemitérios trazidos pela chuva. A burguesia une-se aos plebeus contra a aristocracia, em busca de seus direitos gerando revoltas constantes através de ideais como “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” (Revolução Francesa, 1789). A industrialização chega à parte norte da França com maior intensidade, pois existe uma grande influência decorrente da Inglaterra. A crescente implantação de fábricas e a economia girando à partir do lucro e da industrialização faz com que os trabalhadores migrem do campo para a cidade gerando várias conseqüências em seu padrão de vida. 
O significado da palavra “sexo”, no contexto em que foi inserida em sala de aula, refere-se à mudança brusca do comportamento e da ocupação social de trabalhadores, que saem de um sistema agrícola de produção para um sistema fabril, de industrialização e serialização dos meios de produção. Acostumados a uma jornada de trabalho própria, onde não se cumpria horários previamente estabelecidos, tais trabalhadores passam a fazer 16 horas de trabalho diário, ou seja, não sobra tempo para o lazer em geral. Atividades de cunho pessoal, como por exemplo, o sexo, são praticados dentro do próprio ambiente de trabalho. Pode-se dizer que o corpo é domesticado em função do tempo o que gera alta produtividade, através de um trabalho repetitivo e seriado que visa quantidade e não a qualidade do produto final.

[doc-jessica] sexo

Paris, a cidade que teve todos os motivos para “não dar certo” reverteu seu quadro de maneira surpreendente, sendo apelidada por grandes filósofos como a Capital do século XIX. A capital da França pode ser pitorescamente comparada a uma “colcha de retalhos” já que esta cidade é uma metrópole “remendada”, constituída de vários outros pedaços de cidade... Pedaços de cidade antiga em uma cidade nova.... 
Em um dos seus períodos mais complexos, em que as ruas de Paris foram tomadas por guerras e revoluções que levaram a sociedade a lutar pela liberdade, pela igualdade e por fraternidade derrotando a aristocracia e valorizando o novo modelo econômico proposto pelos burgueses, algumas mudanças culturais também foram impostas. A cidade romana passou a ser uma cidade mercantil que evoluiu, posteriormente, para o modelo de cidade industrial. Pronto! Chegou-se a um ponto importante em que será feita uma análise sob uma perspectiva inovadora proposta por esse modelo de cidade e as manifestações culturais ocorridas nessa “era da tecnologia”. O progresso ocasionado pela revolução industrial foi causador de uma crise muito intensa de valores políticos, morais e tradicionais e que, naturalmente acelerou a reestruturação de toda a sociedade que estava envolvida nesse processo caótico. A mentalidade, costumes e valores regidos durante séculos tiveram que ser “adaptados” a um novo “modo de viver” capitalista. 
Para ilustrar essa situação temos como exemplo a perda da autonomia para agir e fazer os próprios horários que as pessoas possuíam. Na cidade romana, os camponeses tinham o papel decisivo sobre o tempo. Eles controlavam seus horários e os associavam às suas atividades. Por exemplo: as pessoas não possuíam horário definido para fazerem sexo! E esse costume se refletiu de uma maneira polêmica quando esse camponês migrou para a cidade industrial: as pessoas tinham relações sexuais nos locais de trabalho, nas fábricas. E, para esses seres que estavam sob o comando dessa nova política espacial, tais atitudes são vistas atualmente com maus olhos... 
Mas, mesmo confrontando a política capitalista, deve-se compreender que esse foi o preço que a burguesia teve que pagar por impor ao sujeito esse novo modo de viver....  A modernização da cidade simultaneamente inspira, força e impõe a modernização da “alma” de seus cidadãos, mas é importante ressaltar que esse processo demanda tempo especial já que costumes primitivos e tradicionais terão que ser reconstruídos  e sua esfera de valores secularmente embutidos sofrerá alteração.  

sexta-feira, 6 de julho de 2007

[ps] faça voce mesmo

[lanara]





[ps] caixa verde

[marcelo]


[ps] jogo de xadrez

[geziel]



“ ...Considero a pintura um meio de expressão e não um fim. Um meio de expressão entre outros e não um fim destinado a preencher uma vida. E é assim que a cor é apenas um meio de expressão e não o fim da pintura. Noutros termos, a pintura não deve ser exclusivamente visual ou retiniana. Ela deve interessar-se também pela matéria cinzenta, o nosso apetite de compreensão. É por isto que, por exemplo, jogo ao xadrez. Em si mesmo, o jogo de xadrez é um passatempo, um jogo que toda a gente pode jogar. Mas levei-o a sério e isso agradou-me porque encontrei pontos de semelhança entre a pintura e o xadrez. Com efeito, quando se joga ao xadrez é como esboçar alguma coisa, ou como construir a mecânica que fará perder ou ganhar. O lado competitivo do empreendimento não tem nenhuma importância, mas o jogo em si mesmo é muito, muito plástico e provavelmente foi isto que me atraiu” ... – Marcel Duchamp – França (Blainville-Crevon) 28 de Julho em 1887 – (Neuilly-sur-Seine) 2 de outubro de 1968.
Com as próprias palavras de Marcel Duchamp inicio, e pretendo expandir este trabalho me apropriando de imagens, comentários alheios e daqueles que mesmo de maneira simples possam expressar meus pensamentos a respeito de Duchamp.
Sua postura é algo inigualável, pois se trata de uma pessoa que não se preocupava com aquilo que diziam de si, mas se importava em fazer o que o emocionava; para ele a vida entorno do fazer a obra deve ser minimamente divertida, para ser percebida nos momentos de distração. “Se não há diversão é arte, portanto ele não a faz, e por isso não se considera artista”.
Se considerarmos a anti-arte característica essencial do Dadaísmo, Duchamp é um Dadaísta por excelência.



Ele é o responsável pelo conceito de ready made, a saber, o transporte de um elemento da vida cotidiana, a priori não reconhecido como artístico, para o campo das artes. Os ready made passaram, então, a ser o elemento de destaque da produção de Duchamp. Entre os mais famosos, podemos citar a obra L.H.O.O.Q. (sigla que, lida em francês, assemelha-se ao som da frase "Elle a chaud au cul", que, traduzida para o português, significa "Ela tem fogo no rabo"), que nada mais é do que uma reprodução do célebre quadro de Leonardo Da Vinci, Mona Lisa, acrescida de bigodes e barba. Quando abandona a pintura e rompe com o conceito de arte, considera que o gosto estético é fruto de mero hábito e busca outros modos de expressão – os Ready-Made, manifestações muito radicais – é uma delas; o outro “O Grande Vidro”, construído com procedimentos científicos (cálculos matemáticos). Nesses casos está implícito também o propósito de chocar o espectador; por isso afirma que: “será arte tudo o que eu disser que é arte”.


Portanto todo o acervo que nos foi legado pelo passado só é considerado arte porque alguém assim o disse. Duchamp corria atrás de experiências novas, talvez por isso tenha abandonado a pintura de cavaletes – ela tornara um hábito – abandonou o grande vidro, pois se habituara a ele; deixara de ser experiência nova, pois para ele ser artista não é produzir pinturas ou esculturas usando uma técnica dominante e sim revelar o novo, o inesperado, o incomum. Por isso em vez de tela, um painel de vidro; em vez de tintas, matérias pictóricas; e ainda outros recursos tecnológicos. Ele cria um tipo de arte diferente da já existente, a arte da diversão e estética da vida no mundo. “Quando assina suas obras com pseudônimos, Duchamp se desloca de sua própria imagem, criando novos personagens artistas, que no fim são outras pessoas, com nomes e características específicas, sem nenhum sentido subjetivo ou interpretativo para aqueles que os vêem, mas totalmente objetivos para ele”. Depois de O Grande Vidro, Duchamp dedicou-se principalmente ao jogo de xadrez. Permitiu, inclusive, que o fotografassem durante uma partida com uma mulher, aparentemente nua. Na foto, Duchamp está curvado sobre o tabuleiro, concentrado no jogo, assim como sua adversária. A imagem parece reforçar a questão: Se pretendermos assumir o alcance cultural da arquitetura, não podemos nos distrair com os encantos do adversário. Mas, se não nos encantarmos, é possível realizar um grande jogo?


JOGOEm 1963, Marcel Duchamp jogou uma partida de xadrez com uma jovem nua de 20 anos; Julian Wasser fotografou Um dia, em Paris, o artista Naum Gabo perguntou-lhe diretamente por que havia deixado de pintar: “O que você queria que eu fizesse?”, respondeu Duchamp abrindo os braços. “Acabaram-se as minhas idéias”.


Vale a pena ressaltar que a obra de Duchamp deixou um legado importante para as experimentações artísticas subseqüentes, tais como o Dadaísmo, o Surrealismo, o Expressionismo Abstrato, a Arte Conceitual, entre outros. Muitos dos artistas identificados com essas tendências prestaram tributo a Duchamp, quando não o conheceram de fato, tendo com ele um contato direto (ou, às vezes, íntimo), o que influenciou as suas respectivas obras. John Cage, por exemplo, trocou idéias com Duchamp, e André Breton, pai do Surrealismo, por várias vezes tentou atrair Duchamp para a causa do movimento surrealista; Tristan Tzara, um dos responsáveis pelo Dadaísmo, também reconheceu na obra de Duchamp, apesar do pouco contato da arte norte-americana com a arte européia, uma espécie de precursora.





Conclusão
Usando o próprio vocabulário do jogo de xadrez, Affonso Romano de Sant'Anna ¹, afirma:
“Marcel Duchamp deu um xeque-mate na arte há quase
cem anos. Desde então ela ficou paralisada, prisioneira, dependente de uma solução que teria que passar pela desconstrução do impasse que criou. Duchamp encurralou o conceito de arte da época ao convencer seu auditório, que tudo era arte, desde que alguém assim o quisesse, desde que o artista apusesse em qualquer objeto, modificado ou não, sua assinatura. No instante em que, atônitos, seus interlocutores e, depois, as gerações vindouras, caíram neste jogo, a arte, como o Rei, ficou imobilizada, pois se tudo é arte, nada é arte.”.
Mesmo não admitindo,
Duchamp é o artista que mais radicalmente redefiniu o fazer artístico desde Leonardo da Vinci.
Sem ideologia ou moral, descrente dos grandes gestos ou das grandes causas, sua estética foi essencialmente ética. Antes de tudo, viveu e criou em nome da liberdade. Recusou todos os compromissos, da família à profissão, em nome da integridade e da coerência de sua obra e de sua vida.
Tal qual o jogo de xadrez – grande paixão de Duchamp e que se reflete na criação do artista – cada lance espera a resposta do espectador. É o desejo inflamado e estratégico de produzir, agir de forma objetiva e na hora certa, para dar o “xeque-mate” final, que é o prazer de incomodar, aguçar, provocar um interagir obra/observador; despertar as ilimitadas possibilidades de se praticar a arte...
Portanto, pode-se dizer que, aqueles que quiserem fazer parte de seu “Jogo de Xadrez”, aprender as estratégias, interessar-se pelo mecanismo da arte (do engenheiro do tempo perdido) propondo mudanças para aquilo que se pensava imutável; quebrar dogmas, paradigmas, preconceitos (ready made) e superar barreiras até mesmo do tempo com relação à arte, têm em Duchamp, não receitas, mas exemplo de disposição para promover mudanças que podem, como aconteceu, marcar época e produzir ao mundo um novo conceito nas atitudes que se pode corroborar.
Procura-se por Duchamp’s que queiram assumir tal postura...






Bibliografia
http://escritaemword.blogspot.com/2007/06/marcel-duchamp-jogador-de-xadrez-1911.html
http://antologiadoesquecimento.blogspot.com/2007/02/perguntar-ofende-4.html
http://www.arquitetonica.com/editorial2.html
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.moma.org/images/collection/FullSizes/82583003.jpg&imgrefurl=http://www.moma.org/collection/browse_results.php%3Fcriteria%3DO%253AAD%253AE%253A8312%26page_number%3D2%26template_id%3D1%26sort_order%3D1&h=450&w=360&sz=16&hl=pt-BR&start=15&tbnid=cbN05saBmpVaQM:&tbnh=127&tbnw=102&prev=/images%3Fq%3DAndr%25C3%25A9%2BBreton,%2B...%26gbv%3D2%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR
http://www.niteroiartes.com.br/cursos/la_e_ca/duchamp.html (Engenheiro do tempo perdido)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcel_Duchamp
http://www.releituras.com/arsant_bio.asp (1)
http://pontoscegos.blogspot.com/2007_04_01_archive.html
http://www.niteroiartes.com.br/cursos/la_e_ca/modulos2.html
http://www.eca.usp.br/nucleos/nce/cristina/duchamp.html

[ps] tradução

[juliana]










[ps] lojas de penhora

[leonardo]
























[ps] loja de penhora

[eunério]
Pe.nhor (ô) sm 1. Direito real que vincula coisa móvel, ou mobiliza a dívida, como garqantia de pagamento desta. 2. A coisa que constitui essa garantia. 3. Ggarantia,segurança.

Pe.nho.ra sf. Apreensão judicial de bens, valores,etc., De de vedor executado, em quantidade bastante para garantir a execução.

Pen.nho.ra.do adj. 1. Aprendido po penhora. 2. Grato, reconhecido.

Pe.nho.rar v.t.d 1. Dar em garantia ou penhor;empenhar. 2. Dar motivo de gratidão a.P. 3. Mostrar-se reconhecido, grato.{conj.: 1 [penhor]ar


Antes mesmo de citar definições do que seria,ou seja,do que é “penhora” o qual vimos com Marx e Peter podemos pensar primeiro no objeto que se é penhorado, qual o seu valor tanto de uso quanto seu valor de troca, mesmo quando se tem a possibilidade de tê-lo de volta. Marx peenhorava seu casaco para poder cumprir o seu dever e suas necessidades e com certeza o seu casaco “valia” ou tinha mais valor para ele do que para o dono da loja de penhora. Para o dono da loja o qu valia para ele era o tanto que podia ser dado por garantia, mas para Marx o valor que era pago pelo casaco não chegava nem aos pés do valor sentimental que o casaco tinha e passou a ter depois que começou a acontecer essa “troca” para se manter tornando para ele um objeto que tem uma história.
Baseado nessa história lembro da minha avó que tem uma história quase parecida com a de Marx ela chegou a penhorar jóias que seu marido ,no caso meu avô,deu pra ela de presente inclusive um par de aliança que quando foi embora deixou pra trás, ela precisava fazer isso pois tinha filhos pequenos para criar e fazia dessa “troca” o seu sustento.
Hoje quando lembra disso pensa o quanto valeu apesar de que quando ai penhorar aquelas jóias o dono da “loja de penhora” não pagava nem a metade do que as jóias valiam mas deu para se sustentar e sustentar seus filhos, hoje as jóias estão guardadas e com certeza hoje vale muito mais do valia naquele tempo pois existe além do seu valor em reais tem uma história, e com certeza esses objetos não foi desnudado totalmente a não ser quando surgiu o necessidade de “troca”, só ela sabe qual o verdadeiro valor de suas jóias.

notas sobre a produção de teorias urbanas quaisquer

sobre fazer teoria .Como se conhece .O que é especular ou hipóteses .Como racionalizar .Sobre teoria e prática ou a importância da consideração do fenômeno teórico como histórico presentificável .Quem formula uma teoria sobre o Urbano .Potências [in]disciplinares .Virtualidade e Transdução .Dialética e Gradações: necessidades da realidade .vida cotidiana .Urbanismo .Sobre valores .Festa .[bio]Potência [...]quaisquer?

sobre [panf]letagens [2sem2009]

usar a palavra-chave dada a partir dos seguintes textos como ponto de partida para produção de um construto
01. Kitchen Stories [direção: Bent Hammer] + ABALOS, I. O que é Paisagem = paisagens íntimas
02. KOOLHAAS, R. Cidade Genérica + KOOLHAAS, Rem. Vida na Metrópole ou a Cultura da Congestão = fantasias genéricas / congestão genérica
03. TSCHUMI, B. O Prazer da Arquitetura IN: NESBIT, K. Uma Nova Agenda para a Arquitetura = funcional / inutilidade
04. VIDLER, A. Teoria do Estranhamento Familiar IN: NESBIT, K. Uma Nova Agenda para a Arquitetura = roberto / dessimbolização
05. MAAS, W. FARMAX = leveza
06. NEGRI, A, HARDT, M. Multidão = maria de fátima
07. FLUSSER, V. Design: Obstáculo para a remoção de Obstáculos IN: _______. O Mundo Codificado = reciclagem / sofá
08. GANZ, Louise. Lotes Vagos na Cidade: Proposições para Uso Livre IN: ____ SILVA, B. Lotes Vagos = beleza
09. CRIMP, Douglas. Isto não é um Museu IN: _________. Sobre as Ruínas do Museu = coleção de museu / admiração imparcial
10. WEIZMAN, Eyal. Desruição Inteligente IN: v.v.a.a. 27a Bienal de Arte de São Paulo. Como Viver Junto = infestação / desparedamento
11. Koolhaas Houselife = funcionalidade
12. CORTEZAO, Simone. Paisagens Engarrafadas = paisagismo marcado
13. BRANDAO, Luis Alberto. Mapa Volátil. Imaginário Espacial: Paul Auster IN: _______. Grafias de Identidade. Literatura Contemporânea e Imaginário Nacional = andarilho
14. CANUTO, Frederico. Notas Sobre Ecologias Espaciais = ecossistemas
15. SANTANA, P. A Mercadoria Verde: A natureza = fotografias verdes
16. Central da Periferia = calypso amazônico / brega
17. BECKER, B. Amazônia: mudanças Estruturais e Urbanização IN: GONCALVES, M.F. et al. Regiões e Cidades. Cidades nas Regiões = fotografias verdes
19. Edifício Master. Direção: Eduardo Coutinho + CANUTO, Frederico. Apto[s], 01qrt, 1sl, 1coz, s/vg. =
20. WISNIK, Guilherme. Estado Crítico =

[d] - 1sem2009 = [doc]01 - 1osem2007 = [doc]

Documentário: Documentar os conteúdos ministrados durante a aula do dia, sendo obrigatório entregar no dia posterior, um arquivo digital contendo:
-fotografias/imagens do que foi escrito nas carteiras ou no quadro negro, bem como as discussões em sala de aula;
-outras imagens podem ser colocadas, porém devem ser relacionadas ao conteúdo da aula;
-um texto como o resumo da aula, podendo ou não conter colocações do aluno-autor;
-biografia dos autores citados em sala de aula [pesquisar no curriculo lattes, wikipedia e outros sites]. Na biografia dos autores citados deve, necessariamente, conter os trabalhos mais relevantes, bem como vínculo a escolas de pensamento;
-indicações de sites relacionados aos assuntos trabalhados em sala [mínimo de 05 links];
-notícias relacionadas ao assunto discutido em sala [mínimo de 05 notícias];

[a]02 - 1osem2007

Apresentações Grupo A: Apresentação para a sala de aula dos seguintes temas:[SURREALISMO]+[DADAISMO]+[FLUXUS], segundo os seguintes critérios mínimos: -exposição do pensamento do grupo e diversas correntes internas, através de seus conceitos; -exposição das diversas modalidades: pintura, escultura, arquitetura...; -período e países onde atou; -principais nomes e respectivos trabalhos; -articulação obra-conceitos-ambiente urbano. Grupo B: Apresentação para a sala dos seguintes temas: [KOOLHAAS01 – Delirous New York+SMLXL]+ [KOOLHAAS02 – Mutations+Project on the City 01+02]+ [KOOLHAAS03 – Content +Reconsidering OMA], segundo os seguintes critérios mínimos: -conceitos; -eviolução de pensamento; -textos e questões trabalhadas; -cronologia dos trabalhos; -articulação obra-conceitos-ambiente urbano.

[ps]03 - 1osem2007 = [ps]

Paisagens Superabundantes: Texto a ser entregue contendo imagens e textos, a partir dos conceitos operativos definidos diariamente na disciplina Teoria Urbana.