Can Dialectics Break Bricks?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

[doc+barbara braga] paisagens íntimas

O filme assistido em sala de aula reflete claramente a oque é a posição do observador na vida cotidiana, somos sempre influenciados pela nossa posição de observador. Posição esta que define oque vemos e as conclusões que tiramos sobre oque vemos. No filme um pesquisador tenta reproduzir em um mapa de tensões o uso da cozinha residencial de um determinado homem, sueco e solteiro. Notamos que ao longo do filme este homem muda bruscamente a maneira de agir e conseqüentemente o uso que faz desta cozinha, levando assim ao total fracasso a conclusão da pesquisa.
Assim como no filme, isso acontece na vida, somos sempre influenciados pela nossa “posição de observador”, e esta posição de observador por sua vez nos é formada por infinitos fatores ao longo da vida. Assim entendemos que não existe imparcialidade, somos parciais a tudo, consciente ou inconscientemente.
Entendo por “paisagens intimas” a formação de opinião, de determinado individuo, baseada em todas as posições de observador que este individuo ocupa na vida. Esta paisagem intima, é única, pessoal e intransferível, tornando-se impossível de dois indivíduos construírem a mesma paisagem íntima.
Links:
1- WWW.novacozinha.com.br
2- WWW.politicaparapoliticos.com.br
3- WWW.newmann.com.br
4- WWW.meuartigo.brasilescola.com
5- WWW.inspiira.org

[doc+cristina coelho] paisagens íntimas

No dia 11 de agosto, durante a aula de História e Teoria da Arquitetura IV, foi apresentado o filme “Histórias de Cozinha”. No filme percebemos uma pesquisa sendo realizada por um instituto de pesquisa sueco, que decide criar a cozinha ideal para o homem moderno e solteiro. Assistimos a alguns trechos do filme, onde pesquisadores testam protótipos de design revolucionário e observam os hábitos de homens solteiros na cozinha. Folke, um dos técnicos, acampa na fazenda de Isak, um velho fazendeiro, que não parece muito disposto a cooperar com o estudo. As situações absurdas se sucedem, causando reações dos alunos.
Assim iniciou-se um debate sobre como seria superficial o projeto de uma cozinha levando em consideração apenas um meio. No caso, a leitura da realidade se daria parcialmente.
A partir daí surgiram indagações quanto à parcialidade da realidade. Que seria impossível existir uma realidade que abrangesse o todo,uma verdade absoluta para todos.
Começamos a questionar sobre a posição do pesquisado, se haveria possibilidade da pesquisa perder a parcialidade caso fosse alterada a forma de se pesquisar. Já que o pesquisador estava sentado em uma cadeira, visualizando a cena como planta... Haveria a possibilidade de se instalar câmeras sem que o pesquisado soubesse. Mas, constatamos que, de toda forma a pesquisa seria superficial.
Depois, foram citados trechos do texto “O que é paisagem”, onde dialogamos sobre a visão da arquitetura como escultura, sendo que precisamos pensar em ouvir os caracteres do lugar, e não apenas contemplar o mesmo.
Ao finalizar a aula foi lançado o tema “paisagens íntimas” para ser escrito conforme a aula dada. Assim, ao chegar em casa dissertei sobre o tema, porém não havia feito uma co-relação com os assuntos dados em sala, tendo, enfim que repetir o relatório e divagar mais sobre o assunto.
O que pude constatar sobre o significado de “paisagens íntimas”, utilizando da minha bagagem existencial aliado aos debates durante a aula supra citada, foi que a nossa paisagem íntima é composta por nossa trajetória. Que nossa paisagem é construída partir de fragmentos retirados dos momentos que vivemos. O modo como vemos o mundo é baseado no encaixe dos “nossos fragmentos”. Somos seres individuais, com histórias distintas, pensamentos e ações distintas. Não importa se somos artistas, arquitetos, designers, fazendeiros, pesquisadores... Falamos, criamos, criticamos, a partir de nossa experiência acumulada... E, de acordo com o lugar que ocupamos durante nossa vida, podemos alterar a análise dos fatos.Cada um conta a sua história de acordo com a sua verdade... e essa verdade nunca será absoluta...Poderemos apenas ter uma interpretação individual dos fatos, uma verdade parcial.... Sendo que até a nossa verdade individual, poderá ser formada por várias verdades distintas. Como disse a terapeuta Lidia Aratangy, em um programa de entrevistas: “Não existe o totalmente verdadeiro porque não somos homogêneos. Temos um monte de personagens dentro da gente”.
SITES: A escolha desses sites surgiu por acreditar que cada um dos citados concebe seu caminho de acordo com sua paisagem íntima.
http://www.vikmuniz.net/
Vik Muniz, artista plástico, brasileiro, mora em NY. A escolha deste site se deu por perceber a forma como Vik Muniz apresenta a sua maneira de ver o mundo através da sua arte. Citação do Banner de lançamento de sua eposição em São Paulo: “Seu último trabalho foi criado com lixo "Pictures of Garbage". Afinal "Admirar a borboleta é fácil, difícil é encontrar a mesma beleza em uma lagarta." Ele conseguiu encontrar o belo no lugar menos provável: o lixo.”
http://www.casasegura.arq.br/
A decisão por citar este site se deu a partir do fato que para averiguar a necessidade de se realizar um novo conceito de casa para os idosos foram realizadas inúmeras pesquisas. E após análises das mesmas foi demonstrado que 70% dos idosos que sofreram algum tipo de trauma em casa, não recuperaram os hábitos de vida normal. Assim, se tornava visível a aplicação de conceitos que promovessem a segurança contra riscos de acidentes banais dentro das residências.
Citação do Site: ‘A Casa Segura é um novo conceito de moradia que visa oferecer aos idosos, parcela cada vez maior e mais atuante da sociedade, uma ambientação mais adequada, segura e confortável que lhes dê mais independência : uma vida caseira de qualidade e dignidade.”
http://www.universalhome.com.br/
Uma visão do designer como ser contribuinte para a sociedade.
Citação do Site: “A premissa do universal design é projetar ambientes e produtos que possam ser usados por todos, com conforto e segurança, independentemente das habilidades, capacidade física ou idade. Seus princípios devem estar fundidos na infra-estrutura da edificação e prega o investimento na capacidade dos ambientes e produtos, com base na adequação ao uso, praticidade e segurança.”
http://www.ecodesenvolvimento.org.br
Site que dissemina informações sobre desenvolvimento sustentável. Pessoas comprometidas e atuantes nos mais diversos setores da sociedade que, com o seu trabalho, contribuem para uma sociedade mais justa e um modo de vida sustentável. Os mesmos lutam por esta visão por acreditar na “ verdade” ecologicamente correta fundamentada por eles.
Citação do site: “Acreditamos que há um longo caminho a ser percorrido para que o homem tenha total consciência do seu papel no mundo moderno, contribuindo para construção de um modo de vida sustentável em sua plenitude.” http://www.gaiagino.com/
Um designer que analisou o comportamento do seu cão em casa e julgou que o mesmo comportamento poderia acontecer em outras residências. Assim, inventou uma capa de borracha para proteger os pés dos móveis dos mordidas do cão. Percebo que ele acreditou que a sua realidade poderia ser compartilhada por outras pessoas.
Trecho do site: “Se o seu cão tem mania de roer os móveis de casa, a melhor opção é uma capa feita em borracha natural, LEG COVER / DOG TOY, ela envolve completamente os pés, evitando que pelo menos ali não aconteça algum estrago.”

segunda-feira, 8 de junho de 2009

[doc-wanessa]alphaville

O significado da palavra “Alphaville” no contexto da aulaministrada pelo professor Frederico Canuto na data 21/05/2009 serefere à uma companhia de Urbanização do maior empreendimentoimobiliário da América do Sul, economicamente viável e urbanística.Amparada pela experiência prática de Alphaville Urbanismo e deLagoa dos Ingleses Urbanismo essa nova concepção de moradiatransformou o empreendimento no grande responsável pelo novocenário da rodovia que liga Nova Lima a Ouro Preto, a 20 minutosda capital mineira. Porém essa nova concepção é nascimento de umanova cidade, totalmente planejada e ordenada, mas, que há uma divisão de classes sociais dentro da própria associação.Todas as portarias de acesso às áreas residenciais são controladas portecnologia importada de última geração.Esse pensamento refere-se também a organização de fluxo e inspiração altamente tecnicista, fonte de inspiração para o desenvolvimento do plano piloto de Lúcio Costa para uma cidade moderna.     
A ocupação de Brasília entra em contradição com a Cidade Satélite onde há o convívio, habitação popular “lugar político” e Brasília não há familistério, reconhecida como cidade “vazia”.
Da mesma forma, o pensamento da lógica de separação das unidades habitacionais de Le Corbusier assimilada à concepção dos princípios do Modernismo se assemelha ao familistério dentro de um único Edifício onde o projeto funciona como um espaço de comunicação entre o exterior e interior, assim como as unidades consistem na utilização de várias funções independentes. 
Sites indicados:                                                                       
www.alphavillemg.com.br                                                                       
www.guiadebrasilia.com.br

[doc-vitor]alphaville

Empreendimentos como o Alphaville correspondem a mais evidente manipulação dos instrumentos de especulação imobiliária. Os efeitos de sua implantação são o surgimento do fenômeno da segregação espacial no tecido urbano, criando barreiras físicas, sociais e culturais ao desenvolvimento harmônico da cidade, tornando privado, espaços públicos como a rua.    
Tal como ocorreu em Brasília, onde houve o entricheiramento do indivíduo moderno na sua unidade habitacional. O Condomínio invoca uma realidade sócio-cultural diferente da brasileira. Tanto em Brasília quanto no Alphaville as quadras residenciais não possuem barreiras físicas, muros, entre os prédios, dando uma imagem do subúrbio norte-americano.     
Contudo, a Brasília (moderna) e o Alphaville (pós-moderno) ilustram a enorme desigualdade social histórica presente no país.  
Sites relacionados:     
http://www.mp.am.gov.br/noticias/mpnoticias.2007-11-19.9299214670/     
http://www.casasalphaville.com/     
http://www.al.ma.gov.br/paginas/noticias.php?codigo1=12555
http://www.mapaalphaville.com.br/
http://www.alphavillemg.com.br/index.asp
http://www.alphaville.tecnologia.ws/


[doc-vanessa]escala humana

As máquinas modificaram o cotidiano das pessoas – o artesanato foi extinto, o campo ficou vazio e as cidades abarrotadas. Sem estrutura para acolher tantas pessoas, elas ficaram amontoadas em pequenos espaços, desprovidas de instalações sanitárias, sem a circulação de ar puro e a presença da luz do sol, já que as casas eram coladas umas nas outras. Água limpa e espaços verdes, um luxo que não lhes era dado. Em meio à sujeira, as doenças apareceram. Era o caos total.
A carta de Atenas veio com o objetivo de estabelecer prognósticos mínimos e estabelecer critérios para a intervenção e organização das cidades. Tinha um contexto estritamente higienista.  
Uma de suas conclusões é que as cidades não conseguiam satisfazer as necessidades biológicas e psicológicas do homem.  
O progressismo e maquinismo causaram a desordem onde as cidades eram regidas somente pelos interesses privados. Não havia planejamento algum. Para eles a cidade deveria assegurar a liberdade das pessoas e possibilitar que as mesmas pudessem agir coletivamente e serem felizes no plano espiritual e material.  
Outro ponto interessante foi a definição da escala humana como padrão para o dimensionamento dos dispositivos urbanos. A partir deste momento todas as escalas ligadas à vida e às funções do ser humano teriam como base a escala humana. Mas não seria um homem qualquer esta escala seria baseada no homem branco, ocidental e bem nutrido.
O tempo de ir e vir e as distâncias seriam baseados no ritmo natural do homem. O mobiliário, os equipamentos e a melhor relação entre a disposição, altura e distância entre os mesmos, tudo seria baseado na escala humana.Nesta época surge a figura do especialista que passa a projetar casas sem a intervenção do cliente. Isto só foi possível a partir da definição da escala humana. “Para que conversar com o cliente se já tenho todas as medidas de que preciso”.Até hoje a escala humana é utilizada em muitos projetos e levantamentos. Um exemplo é o livro “Arte de Projetar em Arquitetura” de Neufert. 
Sites: 
http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp204.aspAcesso em 22/05/2009 
http://sburbanismo.vilabol.uol.com.br/o_urbanismo.htmAcesso em 22/05/2009 

[doc-raquel]escala humana

Na última aula, discutimos sobre a Carta de Atenas resultante do CIAM em 1933, tendo em vista a realidade que antecedeu a carta, e o que foi realizado após sua publicação.
Antes da Carta de Atenas, foram listados os problemas vivenciados pela cidade e sociedade após a Primeira Guerra mundial, sendo portanto o caos que as cidades viraram, a situação psicológica e biológica da população, além de questões que relacionavam o envolvimento da iniciativa privada com o poder público.
As propostas de soluções foram feitas a partir de padrões que foram estabelecidos, como por exemplo o homem que desfrutaria dos benefícios ali propostos seria o homem branco ocidental, outro exemplo de um padrão pré-determinado está relacionado à escala humana que seria o norte para as criações, desconsiderando as diferenças entre as pessoas.
A Carta tinha em vista a idéia da cidade funcional, a partir de quatro funções básicas na cidade – habitar, trabalhar, recrear e circular – que seria portanto o ponto de partida para novas propostas de uma cidade onde fosse possível tornar as pessoas felizes dentro do plano espiritual e material, e realizar atividades coletivas, enfatizando sempre de forma excessiva o potencial da arquitetura para resolver os problemas urbanos.
Opinião: 
Acredito que formas de padronização na hora de criar soluções que atendam as necessidades da sociedade possam se converter em limites, barreiras, de forma que a criação se torna repetição, produção em série, e o novo perde a vez
sites:
http://plano.weblog.com.pt
http://blogdomauroodealmeida.blogspot.com (referente ao 26 dia de agosto de 2008) 

quarta-feira, 6 de maio de 2009

[doc-janims] cópia

cópia  pode ser entendida como aquilo que agride a individualidade de algo ou de alguém. É um atentado à originalidade e ao potencial imaginativo. A busca de referências em estilos e técnicas antigas é válida , porém não deve ser tomada como regra, pois tende a travar o potencial e criador de um profissional.  
No campo do Urbanismo, entende-se que a cópia pode ser útil como fonte de pesquisa, pois ao tratarmos de cidade vemos que cada caso é um caso e soluções pré-estabelecidas não se aplicam a todos lugares e/ou situações.  Estilos do passado são  pressupostos para o novo do futuro. Viva o convívio harmonioso com a  ruína!!!!? 
Ruskin entendia a Arquitetura como uma expressão forte e duradoura capaz de se eternizar carregando em si uma enorme carga de valor histórico e cultural. Ruskin defendia a idéia de que as edificações deveriam atravessar os séculos de maneira intocada envelhecendo segundo seu destino, lhe admitindo a morte se fosse o caso. Com algumas exceções permitia pequenos trabalhos de intervenção que evitassem a queda prematura das edificações.
Do mesmo modo, recomendava a execução de reforços estruturais em elementos de madeira e metal quando estes estavam em risco de se perder, assim como reparos pontuais de fixação ou colagem de esculturas em risco de ruir, mas de maneira nenhuma admitia imitações, cópias e acréscimos.? 

sábado, 2 de maio de 2009

[doc-francine] cópia

A temática da aula foi John RUSKIN + Willian MORRIS + Giovanni Baptista PIRANESI e os modelos que estes pensadores criaram de uma “cidade ideal”, formatada no ideário do retorno ao passado pré-industrial, onde o homem relacionava-se cotidianamente com a natureza. Imbuídos de uma nostalgia do passado, cada um teoriza novas formas de cidades, sempre buscando um passado que imaginam ser o ideal, longe das angústias e mazelas das cidades industrializadas. 
John Ruskin cria uma um modelo de cidade limitada e circundada por parques, onde cidade e natureza deveriam ser “preservadas” da mesma maneira. 
Willian Morris teorizou que as cidades deveriam ser pequenas aldeias, fluidas e irregulares, circundadas por reservas naturais, sem nenhum tipo de industrialização. 
E finalmente, Piranesi; que estudando a antiguidade clássica, reunia os fragmentos que encontrava, e diante de um questionamento sem resposta; simplesmente reinventava as cidades e os seus cotidianos. Para Piranesi “em matéria de arquitetura, não havia um Éden ao qual retornar”. Ele acreditava que deveríamos ser livres e interpretar a história da nossa própria maneira. O vazio é o espaço para ser preenchido da maneira que se queira.
Todas essas teorias são cópias de um passado idealizado. Não passam de uma invenção, de uma interpretação subjetiva de um passado que cada um dos teóricos idealizou. É um mundo de sonhos numa dimensão extraordinária de espaço, sendo ele grande ou pequeno, sem nenhuma limitação criativa.   

[doc-saulo] banqueiro anarquista

O Anarquismo pode ser compreendido como uma idéia política e social genérica que expressa negação de todo poder, soberania, dominação, divisão hierárquica, e o desejo de sua dissolução.  “Anarquismo é, portanto mais que anti-estatismo do governo (estado) sendo, apropriadamente, o foco central da crítica anarquista”.      
Na verdade é como se cada um tivesse autonomia, para proceder sem nenhum tipo de controle, ou lei.      
Então como falar de um banqueiro anarquista, que se encontra sob o total controle dos funcionários do banco, é contraditório, mas surge o problema de como se manter sem que haja controle, administração, então no anarquismo trabalha-se junto em questões espaciais, mas,  totalmente separado no desempenho das atividades.Tudo isso para evitar criar “tirania”.  Portanto essa prática torna-se irrealizável, pois sempre precisará existir uma hierarquia entre as atividades afim de controlar e distribuir os ganhos proporcionalmente entre os indivíduos de cada nível hierárquico. É como se fosse os salários dos bancários, o salário do gerente do banco + gratificações e o lucro total gerado pelo banco ao banqueiro.    
E assim, acabamos por considerar como justa a sociedade burguesa, que trabalha exatamente da forma citada.     
Aí está a capacidade do banqueiro se tornar um anarquista podendo influenciar os clientes de seu banco através do vinculo que os unem, o dinheiro, e assim não só o banqueiro, mas todos que de uma certa maneira possam influenciar demais indivíduos através de um objeto de dominação sob o controle dele.

[doc-gabriela] paixões

As cidades do século XIX refletiam o momento de mudança vivido pela sociedade. O homem que acreditava que com o domínio da máquina aumentaria a produção e conseqüentemente melhoraria sua vida, se viu escravo da sua própria ambição, deixando de lado suas vontades e prazeres para entrar na “corrida” em busca de algo que nem mesmo ele sabe o que é. 
Desta forma não só a vida das pessoas, mas a situação da cidade industrial estava em total descontrole, com uma densidade populacional assustadora, habitações e condições precárias, poluição, tudo isso causava repulsa e desprezo por parte das pessoas com o meio em que viviam. Diante deste caos, surgiram propostas de reformas urbanas, como é o caso dos utopistas discutidos em sala, mais especificamente Charles Fourier. 
Charles Fourier foi um grande crítico deste novo ambiente urbano e suas idéias contrapõem aquelas que estavam sendo absorvidas pela sociedade. Ele defendia que as ações não derivassem de um proveito econômico, mas de paixões, que poderiam ser alcançadas através de uma vivência coletiva e harmônica.  
Fourier coloca a paixão radical descontrolada como algo natural e fundamental na vida do homem, que deve ser aflorada e vivenciada no cotidiano. 
O Falanstério foi um projeto de Fourier  para o “caos urbano” vivido neste período. 
Esta nova proposta sugeria construções coletivas, estilo alojamentos, com quartos não familiares, onde todos pudessem se relacionar e ter uma vida em comum sem “barreiras individuais”. Um lugar propício para satisfazer os desejos sexuais e vivenciar as paixões. 
Este novo conceito reflete o pensamento socialista de Fourier que defendia a liberdade social e direitos iguais, negando tudo que tende ao individualismo.

[doc-frank] paixões

Falanstério era o modelo de comunidade proposto por Chales Fourier que consistia em grandes construções comunais com uma organização descentralizada, onde cada um trabalharia conforme desejasse. Para Fourier as paixões são impulsos e necessidades que podem ser desenvolvidas e que se fosse permitido às pessoas realizar livremente sues desejos, se produziria um estado de equilibrio e harmonia entre todos.  
Estas unidades habitacionais seriam auto-suficientes trocando bens entre si, dispondo de terras para o cultivo agricola e outras atividades econômicas. Cada pessoa seria livre para escolher seu trabalho, e o poderia mudar quando assim desejasse. Uma rede extensa desses falanstérios seria a base da transformação social que por meio da experimentação daria origem a um novo mundo, encontrando na América condições favoráveis para sua implantação.  
Fourier acreditava que viver com as mesmas pessoas a vida inteira e o tempo todo, mantendo relações amorosas e sexuais com a mesma pessoa por toda a vida condenava os envolvidos à monotonia e ao tédio, assim como ao conformismo, impedindo um maior desenvolvimento da personalidade se comparado às possibilidades existentes nas relações mais múltiplas de duração diversa, pois as pessoas aspiram à realização de seus desejos, no entanto se reprimem e recorrem à moral para se auto-justificarem e reprimirem os que quiserem perseguir seus desejos, ou como diria Fourier suas paixões. Neste contexto, é precavido imaginar o espaço em que se caracterizavam os fanlastérios, imagino um corredor, com infindas portas, destas algumas entreabertas, configurando o espaço dito como livre e independente, de experimentações e relações sociais distintas. 
Por fim, o destino das coisas sem uma organização racional e ocidentalmente pensada, o fracasso destes fanlastérios, dado pelas dificuldades intrínsecas e por seu rápido crescimento, atraindo em pouco tempo uma quantidade enorme de pessoas pouco preparada e menos comprometida.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

[doc-joão marcos] elefante

Depois da primeira intervenção de Haussmann na França, onde ele tentava proteger a cidade contra a guerra civil, impedindo o levantamento de barricadas, alargando as avenidas,  e tirando assim os bairros operários do centro de Paris.  A França em busca de expandir-se fez ataques a Alemanha e Rússia,que acabaram sendo mal sucedidos, já enfraquecidos pelas batalhas  a França sofre ataques da Rússia e/ou (Prússia). 
O grande extermínio do exército francês faz com que o proletário ou seja o povo francês, voltassem as Comunas com isso as barricadas reaparece novamente coincidentemente nos mesmos pontos antes da intervenção Haussmaniana,  as Comunas eram cercadas por muralhas e a Praça da Bastilha volta ser o “centro de comando” das Comunas. 
Mesmo com a Guerra acontecendo o povo que estava cercado continuava normalmente suas vidas, trabalhando, tendo lazer, só que com um diferencial, a aproximação. O contato entre a população aumenta e as necessidades vão surgindo, por exemplo, os zoológicos que antes eram visto como objeto de contemplação de trazer o estranho para próximo de suas próprias vidas passam a fazer parte da vida da população. 
Animais como Elefantes, Urso, entre outros, servem agora de alimento para a população, assim eles começam a criar novos “tipologias” de vida, o que antes era apenas objeto estranho, feito para contemplação agora passar a fazer parte da vida e do prato da população francesa. 

[doc-kettine] elefante

Na aula do dia 19/03/2009 falamos sobre a guerra entre a França e a Alemanha (Império Prussiano) ocorrida em meados de 1868 a 1871. Paris fica cercada durante essa guerra, entretanto seu interior vira uma “festa”. Isso porque enquanto a guerra ocorria ao redor de Paris, internamente a vida tinha que continuar e a população era obrigada a buscar formas de sobrevivência diferentes das usuais. Dentre as necessidades que surgiram na época, há algumas que dizem respeito à alimentação. Neste período, devido à escassez de comida, as pessoas começaram a se alimentar de carne de ratazana, avestruz, gato e até mesmo carne de elefante. Essa necessidade acaba gerando criatividade no ser humano que passa a inventar variados pratos usando a carne destes animais que antes ocupavam espaço no zoológico.   
Sites relacionados ao assunto: http://www.marxists.org/portugues/marx/1850/11/lutas_class/introducao.htm Acessado em 26/03/2009 as 11h50 http://books.google.com/books?hl=pt-BR&lr=&id=9demMFjyd5UC&oi=fnd&pg=PA287&dq=guerra+1865+a+1870+-+Fran%C3%A7a+e+Alemanha+-+Alimenta%C3%A7%C3%A3o&ots=feVhoZ_f5Z&sig=0udsX1oChABxiu8_Qmj8ZrUiEmA#PPA286,M1

[doc-matilde] ócio

A palavra ócio significa vagar; repouso; lazer; descanso; estado de quem não faz nada; preguiça. Mas será que realmente não estamos fazendo nada no ócio? Nossa mente fica parada no espaço? Em que pensamos?   
Charles Baudelaire cria um de seus maiores personagens literários, o Flâneur. Que é um ser que observa o mundo que o cerca de maneira real e descritiva, levando a vida para cada lugar que vê. Descreve as cidades, as ruas, os becos, o externo. Desvincula-se do particular, recrimina o privado, de forma a ver a rua como lar, refúgio e abrigo. O olhar ocioso, vindo de um perambular pela cidade, faz com que o Flâneur possua um olhar crítico sobre a realidade.   
Na cidade do século XXI as informações são lançadas a todo o momento e a mudança torna-se o signo da vivência. Com essa configuração, fica difícil possuir um olhar crítico sobre a nossa realidade. A observação desse espaço urbano requer uma abstração do excesso de informações, sejam elas visuais, sensoriais ou mesmo setoriais.   
E abstrair é gerar ócio, é desprender dos objetivos, libertar a mente para a captação de novos ângulos com novos olhares, dentro de um urbanismo saturado.   
Referência 
http://www.webartigos.com/articles/1285/1/trilhando-dialogos-com-baudelaire acessado em 15/03/09.

[doc-rosilaine] visão

Relacionado a palavra proposta visão, pode-se dizer que ela esta diretamente relacionada com o panorama citado na última aula. O uso de imagens pintadas da história trouxe inúmeras inovações, inclusive as de ordem técnica.     
O processo de composição dos painéis móveis ou fixos de grande dimensão, serve para apontar as novas tecnologias e os recursos de instrumentos óticos mecânicos, usados pelos pintores para facilitar o trabalho artístico, alteraram a percepção dos artistas e do público. Verdadeiros espetáculos visuais envolvendo imagens pintadas ou projetadas de vistas instantâneas, sobre painéis com a superfície plana ou cilíndrica.       
A origem dos panoramas é obscura, a montagem do primeiro foi realizada no fim do século XIII por Henry Aslon Baker, em Londres (1971).

[doc-andré calixto] cemitério

Quando pensamos em cemitério logo vem em nossa mente a idéia de morte, de fim, ali, no fundo da sepultura  termina a vida, a alegria, a tristeza, a angústia, ali se inicia o nosso descanso eterno, onde nosso corpo será guardado, como algo precioso, como uma relíquia a ser preservada em um pedaço de chão com um monte de ossos que um dia teve uma história e fez parte de um contexto social, político e econômico. 
O desejo de guardar algo que um dia fez parte nossa vida sempre esteve presente na sociedade. Durante o século XIX, momento grande transformação gerada pela Revolução Industrial, as pessoas com medo de perder suas raízes, sua história, seus parâmetros e referenciais, criavam  espaços onde a tradição e a história seriam preservados como algo muito precioso.
Do mesmo jeito que são as casas de nossos avós, cheio de fotos e objetos que contam sua história, o interior burguês se torna um modo ilusório, um abrigo. O exterior se torna uma ameaça, por causa da sua evolução. O aparecimento de novos materiais nas fachada e a transformação do modo de vida das pessoas, fazem com que elas transfigurem o objeto em uma coisa sua, e sua casa se  torna um “cemitério” guardando coisas que nunca vão ser usadas, apenas mostradas, tirando o seu valor de troca.

[doc-luciana chaves] sexo

A cidade de Paris, no século XVIII, passa por importantes transformações culturais, econômicas e sociais devido a inúmeros fatores como: superpopulação, a seca, doenças causadas por organismos oriundos do esgoto mal canalizado e de corpos em putrefação em cemitérios trazidos pela chuva. A burguesia une-se aos plebeus contra a aristocracia, em busca de seus direitos gerando revoltas constantes através de ideais como “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” (Revolução Francesa, 1789). A industrialização chega à parte norte da França com maior intensidade, pois existe uma grande influência decorrente da Inglaterra. A crescente implantação de fábricas e a economia girando à partir do lucro e da industrialização faz com que os trabalhadores migrem do campo para a cidade gerando várias conseqüências em seu padrão de vida. 
O significado da palavra “sexo”, no contexto em que foi inserida em sala de aula, refere-se à mudança brusca do comportamento e da ocupação social de trabalhadores, que saem de um sistema agrícola de produção para um sistema fabril, de industrialização e serialização dos meios de produção. Acostumados a uma jornada de trabalho própria, onde não se cumpria horários previamente estabelecidos, tais trabalhadores passam a fazer 16 horas de trabalho diário, ou seja, não sobra tempo para o lazer em geral. Atividades de cunho pessoal, como por exemplo, o sexo, são praticados dentro do próprio ambiente de trabalho. Pode-se dizer que o corpo é domesticado em função do tempo o que gera alta produtividade, através de um trabalho repetitivo e seriado que visa quantidade e não a qualidade do produto final.

[doc-jessica] sexo

Paris, a cidade que teve todos os motivos para “não dar certo” reverteu seu quadro de maneira surpreendente, sendo apelidada por grandes filósofos como a Capital do século XIX. A capital da França pode ser pitorescamente comparada a uma “colcha de retalhos” já que esta cidade é uma metrópole “remendada”, constituída de vários outros pedaços de cidade... Pedaços de cidade antiga em uma cidade nova.... 
Em um dos seus períodos mais complexos, em que as ruas de Paris foram tomadas por guerras e revoluções que levaram a sociedade a lutar pela liberdade, pela igualdade e por fraternidade derrotando a aristocracia e valorizando o novo modelo econômico proposto pelos burgueses, algumas mudanças culturais também foram impostas. A cidade romana passou a ser uma cidade mercantil que evoluiu, posteriormente, para o modelo de cidade industrial. Pronto! Chegou-se a um ponto importante em que será feita uma análise sob uma perspectiva inovadora proposta por esse modelo de cidade e as manifestações culturais ocorridas nessa “era da tecnologia”. O progresso ocasionado pela revolução industrial foi causador de uma crise muito intensa de valores políticos, morais e tradicionais e que, naturalmente acelerou a reestruturação de toda a sociedade que estava envolvida nesse processo caótico. A mentalidade, costumes e valores regidos durante séculos tiveram que ser “adaptados” a um novo “modo de viver” capitalista. 
Para ilustrar essa situação temos como exemplo a perda da autonomia para agir e fazer os próprios horários que as pessoas possuíam. Na cidade romana, os camponeses tinham o papel decisivo sobre o tempo. Eles controlavam seus horários e os associavam às suas atividades. Por exemplo: as pessoas não possuíam horário definido para fazerem sexo! E esse costume se refletiu de uma maneira polêmica quando esse camponês migrou para a cidade industrial: as pessoas tinham relações sexuais nos locais de trabalho, nas fábricas. E, para esses seres que estavam sob o comando dessa nova política espacial, tais atitudes são vistas atualmente com maus olhos... 
Mas, mesmo confrontando a política capitalista, deve-se compreender que esse foi o preço que a burguesia teve que pagar por impor ao sujeito esse novo modo de viver....  A modernização da cidade simultaneamente inspira, força e impõe a modernização da “alma” de seus cidadãos, mas é importante ressaltar que esse processo demanda tempo especial já que costumes primitivos e tradicionais terão que ser reconstruídos  e sua esfera de valores secularmente embutidos sofrerá alteração.  

notas sobre a produção de teorias urbanas quaisquer

sobre fazer teoria .Como se conhece .O que é especular ou hipóteses .Como racionalizar .Sobre teoria e prática ou a importância da consideração do fenômeno teórico como histórico presentificável .Quem formula uma teoria sobre o Urbano .Potências [in]disciplinares .Virtualidade e Transdução .Dialética e Gradações: necessidades da realidade .vida cotidiana .Urbanismo .Sobre valores .Festa .[bio]Potência [...]quaisquer?

sobre [panf]letagens [2sem2009]

usar a palavra-chave dada a partir dos seguintes textos como ponto de partida para produção de um construto
01. Kitchen Stories [direção: Bent Hammer] + ABALOS, I. O que é Paisagem = paisagens íntimas
02. KOOLHAAS, R. Cidade Genérica + KOOLHAAS, Rem. Vida na Metrópole ou a Cultura da Congestão = fantasias genéricas / congestão genérica
03. TSCHUMI, B. O Prazer da Arquitetura IN: NESBIT, K. Uma Nova Agenda para a Arquitetura = funcional / inutilidade
04. VIDLER, A. Teoria do Estranhamento Familiar IN: NESBIT, K. Uma Nova Agenda para a Arquitetura = roberto / dessimbolização
05. MAAS, W. FARMAX = leveza
06. NEGRI, A, HARDT, M. Multidão = maria de fátima
07. FLUSSER, V. Design: Obstáculo para a remoção de Obstáculos IN: _______. O Mundo Codificado = reciclagem / sofá
08. GANZ, Louise. Lotes Vagos na Cidade: Proposições para Uso Livre IN: ____ SILVA, B. Lotes Vagos = beleza
09. CRIMP, Douglas. Isto não é um Museu IN: _________. Sobre as Ruínas do Museu = coleção de museu / admiração imparcial
10. WEIZMAN, Eyal. Desruição Inteligente IN: v.v.a.a. 27a Bienal de Arte de São Paulo. Como Viver Junto = infestação / desparedamento
11. Koolhaas Houselife = funcionalidade
12. CORTEZAO, Simone. Paisagens Engarrafadas = paisagismo marcado
13. BRANDAO, Luis Alberto. Mapa Volátil. Imaginário Espacial: Paul Auster IN: _______. Grafias de Identidade. Literatura Contemporânea e Imaginário Nacional = andarilho
14. CANUTO, Frederico. Notas Sobre Ecologias Espaciais = ecossistemas
15. SANTANA, P. A Mercadoria Verde: A natureza = fotografias verdes
16. Central da Periferia = calypso amazônico / brega
17. BECKER, B. Amazônia: mudanças Estruturais e Urbanização IN: GONCALVES, M.F. et al. Regiões e Cidades. Cidades nas Regiões = fotografias verdes
19. Edifício Master. Direção: Eduardo Coutinho + CANUTO, Frederico. Apto[s], 01qrt, 1sl, 1coz, s/vg. =
20. WISNIK, Guilherme. Estado Crítico =

[d] - 1sem2009 = [doc]01 - 1osem2007 = [doc]

Documentário: Documentar os conteúdos ministrados durante a aula do dia, sendo obrigatório entregar no dia posterior, um arquivo digital contendo:
-fotografias/imagens do que foi escrito nas carteiras ou no quadro negro, bem como as discussões em sala de aula;
-outras imagens podem ser colocadas, porém devem ser relacionadas ao conteúdo da aula;
-um texto como o resumo da aula, podendo ou não conter colocações do aluno-autor;
-biografia dos autores citados em sala de aula [pesquisar no curriculo lattes, wikipedia e outros sites]. Na biografia dos autores citados deve, necessariamente, conter os trabalhos mais relevantes, bem como vínculo a escolas de pensamento;
-indicações de sites relacionados aos assuntos trabalhados em sala [mínimo de 05 links];
-notícias relacionadas ao assunto discutido em sala [mínimo de 05 notícias];

[a]02 - 1osem2007

Apresentações Grupo A: Apresentação para a sala de aula dos seguintes temas:[SURREALISMO]+[DADAISMO]+[FLUXUS], segundo os seguintes critérios mínimos: -exposição do pensamento do grupo e diversas correntes internas, através de seus conceitos; -exposição das diversas modalidades: pintura, escultura, arquitetura...; -período e países onde atou; -principais nomes e respectivos trabalhos; -articulação obra-conceitos-ambiente urbano. Grupo B: Apresentação para a sala dos seguintes temas: [KOOLHAAS01 – Delirous New York+SMLXL]+ [KOOLHAAS02 – Mutations+Project on the City 01+02]+ [KOOLHAAS03 – Content +Reconsidering OMA], segundo os seguintes critérios mínimos: -conceitos; -eviolução de pensamento; -textos e questões trabalhadas; -cronologia dos trabalhos; -articulação obra-conceitos-ambiente urbano.

[ps]03 - 1osem2007 = [ps]

Paisagens Superabundantes: Texto a ser entregue contendo imagens e textos, a partir dos conceitos operativos definidos diariamente na disciplina Teoria Urbana.